#JOGAJUNTO

Eterno ídolo

02-07-2015 | 12:40
Por Liga Nacional de Basquete

Aos 40 anos, ídolo francano Helinho anuncia sua aposentadoria das quadras após mais de 25 anos de carreira e deixa carta de agradecimento em sua rede social

Helinho, do Franca

Helinho se despede das quadras e se eterniza como um dos grandes ídolos do basquete francano (Newton Nogueira/Divulgação)

Nesta quinta-feira (02/07/2015), uma lenda viva do basquete francano e brasileiro anunciou sua retirada das quadras. Aos 40 anos, Hélio Rubens Garcia Filho, o Helinho, decidiu encerrar sua carreira de jogador basquete e comunicou sua retirada através de uma carta de agradecimento em sua página oficial no Facebook.

Ao todo, foram mais 25 temporadas dedicadas à bola laranja, sendo delas 18 defendendo as cores do Franca Basquetebol Clube, onde nasceu, cresceu e se tornou o glorioso atleta que foi. Difícil até contar quantos títulos o ex-armador conquistou na carreira, envolvendo Franca, Vasco da Gama (RJ), Uberlândia (MG) – únicos clubes que jogou – e Seleção Brasileira.

Helinho tem em seu currículo três títulos do Campeonato Paulista (1997, 2006 e 2007), sete do Campeonato Brasileiro (1997, 1998, 1999 e 2006 pelo Franca, 2000 e 2001 pelo Vasco, e 2004 pelo Uberlândia), dois Sul-Americanos (2001 pelo Vasco e 2005 com Uberlândia), três Campeonatos Mineiros (2003,2004 e 2012) e dois vice-campeonatos do NBB (2010/2011 pelo Franca e 2012/2013 pelo Uberlândia).

Helinho em ação pela Seleção Brasileira no Sul-Americano de 2001 (Arquivo/Divulgação)

Helinho em ação pela Seleção Brasileira no Sul-Americano de 2001 (Arquivo/Divulgação)

Ainda no NBB, o ex-jogador, dono de uma pontaria afiada e um arremesso sempre preciso, é detentor do recorde de melhor aproveitamento em lances livres em uma só temporada do NBB da história. Na edição 2011/2012, Helinho acertou 95 dos 91 lances livres que chutou e registrou impressionantes 95,79% de aproveitamento no campeonato, sendo que desses quatro tiros não convertidos, somente um deles foi no Ginásio Pedrocão.

No total de suas sete temporadas no maior campeonato do país, Hélio disputou 230 jogos, fez 2354 pontos (10,2 em média), matou 405 bolas de 3 pontos (1,8 em média), acertou 541 dos 594 lances livres arremessados (91,1% de aproveitamento), deu 824 assistências (7º no ranking geral da história e 3,6 em média) e registrou em média 11,5 de eficiência.

Se tratando de Jogo das Estrelas, Helinho foi campeão do Torneio dos 3 pontos em 2012, realizado em Franca (SP), e ganhou também o Arremesso das Estrelas na edição 2015, também diante de sua torcida na Capital do Basquete, ao lado do ex-jogador e também ídolo Chuí e da jogadora da Seleção Brasileira, nascida em Franca (SP), Adrianinha.

Já com a camisa da Seleção Brasileira, o francano, de 1,86m de altura, disputou duas Copas do Mundo (1998 na Grécia e 2002 nos Estado Unidos), foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá) em 1999, campeão do Sul-Americano da Argentina também em 1999 e vice-campeão da Copa América de 2011, também realizada na Argentina.

Confira a carta deixada por Helinho em sua página oficial no Facebook:

Confesso que estou com o coração apertado, porque depois de conversar muito com a minha família resolvi que vou parar de jogar basquete profissionalmente. Apesar disso, também estou muito feliz por olhar para trás e ver o quanto fui abençoado. Agradeço muito a Deus por ter tido uma carreira vitoriosa, mas, acima de tudo, pelo que o basquete me proporcionou e continuará proporcionando, como as amizades, viagens, o aprendizado nas vitórias e nas derrotas, o carinho das crianças, etc.

Gostaria de agradecer à minha família, Cris, Maitê, Luma, minha mãe, Bia e Ana Helena, por compreenderem minhas ausências e estarem ao meu lado em todos os momentos, me dando o apoio necessário para continuar trabalhando. Aos meus tios Totô e Fransérgio, por me inspirarem a estarem sempre buscando o melhor dentro das quadras.

Agradecer às torcidas e diretores de Franca, Vasco e Uberlândia, clubes que acreditaram no meu trabalho e nos quais tive a honra e o prazer de jogar.
Um agradecimento especial para os meus conterrâneos e minha cidade natal, Franca, onde desde que nasci tive o carinho e o apoio de todos aqueles que, assim como eu, são apaixonados pelo basquete.

Quero agradecer também à criançada. Sempre digo que o carinho delas é o melhor presente que eu poderia ganhar. Não poderia deixar de agradecer à imprensa que leva de forma séria tudo aquilo que passamos no nosso dia a dia.

E para finalizar, agradecer ao meu pai, que através do basquete me educou, disciplinou, motivou e mostrou o quanto é importante amar aquilo que a gente faz para estar sempre buscando superar as nossas próprias limitações.

Abraço carinhoso,

Helinho