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NBB CAIXA

Jogo mental

23-04-2018 | 09:01
Por Liga Nacional de Basquete

De quem é a pressão? Fator psicológico ganha “peso extra” para Jogo 4 entre Solar Cearense e Paulistano

No esporte, especialmente no basquete, o fator psicológicotem um peso muito grande. Estar com a confiança alta pode elevar de patamar uma equipe ou um jogador. Da mesma maneira que uma instabilidade emocional pode fazer o rendimento cair, principalmente quando o assunto é a fase de playoffs.

Na série de quartas de final do NBB CAIXA entre Paulistano/Corpore e Solar Cearense a tônica vem sendo justamente esta: o jogo mental. Até aqui, quem jogou em casa venceu e o confronto está 2 a 1 para o time paulista. O Jogo 4 acontece em Fortaleza, nesta quarta-feira (25/04), às 19h30, com transmissão ao vivo dos canais SporTV.

Depois de vencer duas seguidas em São Paulo, o time do técnico Gustavo De Conti precisa de mais uma vitória para chegar às semifinais do NBB CAIXA pela segunda vez consecutiva, a terceira no total. Do outro lado, o esquadrão do Ceará tem apenas uma opção nesta quarta: vencer para forçar a realização do quinto e decisivo jogo.

“Com certeza o ginásio vai estar lotado e eles vêm jogando muito bem em casa. Mas agora a situação é outra. O time deles gosta muito do jogo de 1 x 1 e quero ver se essas bolas vão continuar caindo no Jogo 4. Agora o momento é nosso e temos que aproveitar isso”, disse o armador Elinho, do Paulistano.

“Eles acham que a pressão está em cima da gente? Nós fomos o 10º colocado da fase de classificação e eliminamos o Pinheiros de forma guerreira para chegar até aqui. Eu não me sinto nem um pouco pressionado e sim super feliz por poder jogar um Jogo 4 de quartas de final em Fortaleza”, rebateu o capitão cearense Davi Rossetto.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a NBA, e conta com o patrocínio master da CAIXA, os patrocínios da SKY, INFRAERO, Avianca, Nike, Penalty e Wewi e os apoios do Açúcar Guarani e do Ministério do Esporte.

Com grande segundo tempo, Paulistano bateu Basquete Cearense no Jogo 3 e virou a série para 2 a 1 (Luiz Pires/LNB)

Confiança é tudo

Logo no início da série, o “fator confiança” fez a diferença. Vindo de uma histórica classificação diante do EC Pinheiros nas oitavas de final, com três vitórias seguidas, a equipe nordestina entrou “na pegada” no Jogo 1 contra o Paulistano e fez valer o fator casa, com vitória por 72 a 67, ao lado de mais de sete mil pessoas no Ginásio Paulo Sarasate.

Diante de uma equipe extremamente empolgada e de um ginásio muito barulhento, o clube paulista “sentiu”. Sem ritmo de jogo e com a confiança minando a cada erro nas bolas de 3, grande especialidade da equipe – foram apenas oito acertos em 44 tentativas –, o Paulistano teve um de seus piores desempenhos ofensivos na temporada.

“Começamos a série meio ‘travados’ e o jogo lá em Fortaleza não foi nada bom para nós. No Jogo 2 melhorou um pouco, mas no Jogo 3 ganhamos confiança de vez e jogamos no nosso ritmo. Nossos chutadores jogaram mais soltos e isso é muito importante para a proposta de jogo do nosso time”, explicou Elinho.

Em meio a alegria pela vitória na abertura da série, o Solar Cearense precisou lidar com uma grande tristeza. Nos minutos finais do jogo, Paulinho Boracini sofreu uma torção no joelho e precisou deixar a quadra carregado. No dia seguinte veio a confirmação de uma grave lesão, que precisará de cirurgia, e o jogador só voltará a atuar dentro de seis a oito meses.

“A lesão do Paulinho foi um baque não só por perdermos um importante jogador na rotação. Mas foi uma mistura ruim de sentimentos. Conquistamos talvez a nossa maior vitória na temporada, mas não ficamos tão felizes pelo que aconteceu com ele. Em um momento tão bom do time, tivemos que lidar com a tristeza profunda pela contusão dele”, explicou Davi.

Enquanto isso, o Paulistano tinha motivos de sobra para acreditar que venceria os dois jogos seguintes, já que atuar em casa se tornou especial nesta temporada. Durante a fase de classificação, a equipe do técnico Gustavo De Conti fez história e conquistou o inédito feito de vencer todos os jogos como mandante.

Apesar de terem sido dois jogos equilibrados no Ginásio Antonio Prado Junior, o Paulistano conseguiu ficar boa parte das partidas na liderança. No Jogo 2, após um primeiro tempo equilibrado, a equipe deslanchou no terceiro quarto. Já no duelo do último domingo, depois de ver os rivais abrirem dez pontos, a equipe virou o jogo na segunda parcial e não perdeu mais a ponta do placar.

“Quando perdemos o primeiro jogo, a pressão veio para a gente e sabíamos que as duas vitórias em casa seriam fundamentais para a sequência da série. Agora, essa pressão mudou de lado e são eles que não podem perder em casa”, disse Lucas Dias, que teve média de 18,7 pontos nos três primeiros jogos.

“Mas playoff só ganha quem vence três jogos. A gente sabe que se eles ganharem esse Jogo 4 lá em Fortaleza vão vir com muita moral para um possível Jogo 5. Então, é claro, que temos um pouco de pressão nas costas, mas com uma ‘chance’ a mais do que eles. Tenho certeza que o Gustavo vai trabalhar muito bem esse lado psicológico conosco, já que ele tem muita experiência em situações como essa”, completou o cestinha do Paulistano na série.

Calendário da série

Jogo 1 – Basquete Cearense 72 x 67 Paulistano
Jogo 2 – Paulistano 93 x 89 Basquete Cearense
Jogo 3 – Paulistano 79 x 68 Basquete Cearense
Jogo 4 – 25/04 (quarta), às 19h30, no Ginásio Paulo Saraste, em Fortaleza (ao vivo no SporTV)
Jogo 5* – data e horário a definir, no Ginásio Antonio Prado Jr., em São Paulo

*se necessário