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NBB CAIXA / Rio 2016

Orgulho do apito!

18-08-2016 | 05:12
Por Liga Nacional de Basquete

Representantes brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Cristiano Maranho e Guilherme Locatelli mantém país na elite da arbitragem mundial do basquete

Locatelli (à esq.) e Maranho (à dir.) são os únicos representantes da arbitragem brasileira no torneio olímpico de basquete (Isadora Vicente/Divulgação)

Locatelli (à esq.) e Maranho são os únicos representantes da arbitragem brasileira no torneio olímpico de basquete (Isadora Vicente/Divulgação)

O Brasil está novamente representado em grande estilo na arbitragem do torneio olímpico de basquete. Dois dos principais árbitros do país na atualidade, Cristiano Maranho e Guilherme Locatelli são os brasileiros entre os 30 homens do apito do esporte da bola laranja nos Jogos do Rio de Janeiro.

Eleito o Árbitro Destaque das cinco últimas temporadas do NBB CAIXA, Maranho está em sua terceira Olimpíada consecutiva. Depois de debutar em Pequim 2008, o profissional nascido no Estado do Paraná brilhou em Londres 2012 e foi o árbitro principal da grande decisão do torneio masculino entre Estados Unidos e Espanha.

“Todo mundo quer chegar a uma Olimpíada. O jogador quer, o técnico quer e com o árbitro não é diferente. O nível dos árbitros que estão aqui é muito alto e em minha terceira Olimpíada posso dizer que é muito difícil se manter neste patamar”, disse Maranho.

“Toda Olimpíada tem uma emoção diferente e desta vez não foi diferente. Poder apitar no meu país é muito gratificante. Isso sem falar que minha esposa está comigo, então é um plus a mais”, completou o árbitro de 42 anos.

Outro representante do Brasil na arbitragem do basquete, Locatelli faz sua estreia olímpica. Após brilhar nas últimas temporadas do NBB CAIXA, inclusive com três nomeações seguidas ao Melhor Trio de Arbitragem, o catarinense vem tendo grande desempenho nas partidas em que atuou nos Jogos do Rio de Janeiro.

“Estou no lugar que sonhei por 15 anos. Desde que comecei a apitar o meu objetivo sempre foi estar nos Jogos Olímpicos e agora posso dizer que alcancei o objetivo que tracei. A partir do momento em que virei árbitro internacional mirei esse momento. É uma sensação muito gratificante estar aqui”, exaltou Locatelli.

Locatelli é um dos principais árbitros do país e é figura presente nos principais jogos do NBB (João Pires/LNB)

Locatelli é um dos principais árbitros do país e é figura presente nos principais jogos do NBB (João Pires/LNB)

Com experiência de já ter atuado em dois Pré-Olímpicos das Américas (2011 e 2015) e também no Mundial feminino de 2014, Locatelli atua pela primeira vez em um torneio internacional em solo brasileiro. E na visão do árbitro isso ajuda muito.

“Você atuar no seu país certamente é muito mais confortável. É o local que você conhece e você se sente em casa. Quando você vai atuar no exterior você é o ‘estranho no ninho’ e tem que se adaptar às condições. Aqui não. Eu conheço todos os oficiais de mesa, as pessoas que trabalham no staff e tudo isso me deixa mais tranquilo para entrar em quadra”, garantiu Locatelli, que completou 35 anos no último dia 15.

Ao longo da primeira fase e também das quartas de final dos torneios masculino e feminino, Maranho e Locatelli atuaram em seis jogos cada. Nos confrontos entre China e Venezuela e Austrália e Sérvia, ambos válidos pelo Grupo A da disputa entre os homens, os dois brasileiros trabalharam lado a lado.

“A gente está concentrado desde o dia 28 de julho. Ou seja, uma semana antes do início do torneio nós já estávamos juntos. Criamos um grupo muito legal de trabalhar e as coisas correram muito bem. Estive em grandes jogos, como os duelos dos Estados Unidos contra a Sérvia e também nas quartas diante da Argentina, o que posso dizer que já é uma grande recompensa”, afirmou Locatelli.

A escala de jogos de cada dia é divulgada apenas na madrugada do dia anterior. Então caso sejam chamados para a final olímpica ou pela disputa do bronze, tanto no masculino como no feminino, Maranho e Locatelli ficarão sabendo apenas em cima da hora. No entanto, os brasileiros estão bem cotados e podem aparecer nos jogos deste final de semana.

“Nós estamos no alto nível e não devemos nada para ninguém. Eu estive em final olímpica, semi de Mundial, o Locatelli já apitou semi do Mundial feminino. Ele, inclusive, tem grande chance de ir para a final. Quem sabe não estaremos por lá?”, disse Maranho.

“Estar nos jogos de sábado e domingo seria a cereja no bolo. Mas não é isso que vai dizer o que foi nossa participação aqui. São poucos árbitros que terão esse privilégio e existem muitas variáveis para essa escolha. Se eu não estiver minha alegria de estar aqui não diminuirá, mas é claro que gera uma expectativa para nós”, concluiu Locatelli.

Maranho ouve reclamação do técnico chinês durante jogo da 1ª fase; árbitro está em sua 3ª participação olímpica (FIBA/Divulgação)

Maranho ouve reclamação do técnico chinês durante jogo da 1ª fase; árbitro está em sua 3ª participação olímpica (FIBA/Divulgação)