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NBB CAIXA

Pesando muito

31-05-2018 | 01:25
Por Vicente Machado

Poder do 1º quarto, bolas de 3 e quintetos utilizados: saiba o que vem sendo fundamental nas Finais do NBB CAIXA até o momento

Quando se trata de uma decisão, cada detalhe tem um peso imenso, e Paulistano/Corpore e Mogi das Cruzes/Helbor vêm comprovando isso. Domínio do primeiro quarto, aproveitamento nas bolas de 3 pontos e as rotações utilizadas pelos dois times foram fatores determinantes nas três primeiras partidas dessas Finais. Confira como esses três fatores vem pesando de forma significativa ao longo dos jogos:

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a NBA, e conta com o patrocínio master da CAIXA, os patrocínios da SKY, INFRAERO, Avianca, Nike, Penalty e Wewi e os apoios do Açúcar Guarani e do Ministério do Esporte.

Poder do 1º quarto

As três primeiras partidas da série foram vencidas pela equipe que ganhou o primeiro quarto. No Jogo 1, o Paulistano fez história dentro do Hugão. Com o placar de 30 a 14 no primeiro quarto, o time da capital paulista anotou a maior marca de um time e a maior diferença sobre o rival (16 pontos) no primeiro período de uma decisão em toda história do NBB CAIXA. Na sequência do confronto, os comandados de Gustavo De Conti alternaram entre altos e baixos, mas conseguiram administrar a vantagem e venceram, por 99 a 82.

+ Quebra-cabeça dos quartos: confira o desempenhos dois finalistas quarto a quarto

No segundo duelo da série, já no Ginásio Wlamir Marques, foi a vez do Mogi dar o troco. Em um primeiro quarto movimentado, os visitantes defenderam muito bem, tiveram grande aproveitamento próximo à cesta (6/7 nas bolas de 2) e aplicaram 21 a 10 sobre o Paulistano. Assim como os rivais no Jogo 1, os mogianos souberam muito bem controlar o ritmo na sequência da partida e não perderam mais a frente do placar, chegando a vitória, por 84 a 70.

No Jogo 3, novamente no Ginásio Wlamir Marques, filme invertido. Em um início fulminante, com 5/7 nas bolas de 3 pontos, o Paulistano fez 21 a 12 no primeiro quarto. Assim como nos dois outros jogos, o Paulistano, que abriu o jogo na frente, soube muito bem segurar a reação do rival. O Mogi lutou, encostou no placar na parcial final, mas não foi suficiente e acabou derrotado, por 88 a 84.

Liderado por Fuller, Paulistano fez 30 a 14 no primeiro quarto do Jogo 1 e levou a melhor (João Pires/LNB)

Números do primeiro quarto:

Jogo 1 – Mogi 14 x 30 Paulistano – Resultado: Mogi 82 x 99 Paulistano

Jogo 2 – Paulistano 10 x 21 Mogi – Resultado: Paulistano 70 x 84 Mogi

Jogo 3 – Paulistano 21 x 12 Mogi – Resultado: Paulistano 88 x 84 Mogi

Bolas de 3 pontos

Assim como o domínio no primeiro quarto, o aproveitamento nas bolas de 3 pontos é certeiro em decretar quem levou a melhor nas três primeiras partidas da série decisiva. No Jogo 1, o Paulistano teve desempenho invejável nos tiros de fora do perímetro. Ao todo, foram 16 acertos em 32 tentativas (50,0%), contra nove conversões em 25 chutes do Mogi (36,0%).

+ Histórias de sobrevivência: nunca uma equipe confirmou o 1º “match point” nas Finais do NBB CAIXA

No segundo confronto, os dois times tiveram aproveitamento próximos, mas com leve vantagem para os mogianos, que terminaram vencedores. Tanto uma como a outra equipe converteram 12 bolas de 3 pontos. A diferença, ficou nas tentativas. Enquanto o Paulistano arremessou 36 vezes, tendo aproveitamento de 33,3%, o Mogi tentou 33 chutes, totalizando 36,4% de eficiência no fundamento.

No Jogo 3, mais um aproveitamento incrível do Paulistano, que contemplou outra vitória na série. Ao todo, foram 29 arremessos de fora do perímetro para o time da capital paulista, com 15 conversões, registrando incríveis 51,7% de sucesso no quesito. Já o Mogi teve seu pior aproveitamento em toda série. Em 28 tentativas, os comandados de Guerrinha converteram apenas dez tiros, terminando com 35,7% no fundamento.

Números nas bolas de 3 pontos

Jogo 1 – Mogi 9/25 (36,0%) x CAP: 16/32 (50,0%)

Jogo 2 – CAP 12/36 (33,3%) x Mogi 12/33 (36,4%)

Jogo 3 – CAP 15/29 (51,7%) x Mogi 10/28 (35,7%)

Aproveitamento nas bolas de 3 pontos tem sido determinante para decidir o vencedor de cada jogo nestas Finais (João Pires/LNB)

Quintetos utilizados

O número de quintetos utilizados ao longo de cada jogo ilustra muito bem a necessidade dos dois times se adaptar ao longo da série. Sem exceção, os dois times aumentaram o número de quintetos utilizados em quadra jogo a jogo. Na primeira partida, o Mogi, por exemplo, usou apenas 15 formações diferentes. Metade daquelas utilizados por Guerrinha no Jogo 3 das Finais. Já o Paulistano, por mais que tenha mantido números mais próximos, também aumentou suas formações a cada partida.

Números dos quintetos:

JOGO 1

Mogi – 15 quintetos

Maior tempo: Larry – Shamell – Jimmy – Fabrício – Tyrone (16:42min – 35×42)

Melhor formação (7pts de vantagem): Larry – Shamell – Jimmy – Tyrone – Caio Torres (5:58min – 15×8)

Menor rendimento (7pts de desvantagem): Larry – Shamell – Jimmy – Fabrício – Tyrone (16:42min – 35×42), Larry – Shamell – Jimmy – Tyrone – Wesley (2:54min 2×9) e Larry – Filipin – Shamell – Fabrício – Caio Torres (2:00min – 2×9)

Paulistano – 21 quintetos

Maior tempo: Elinho – Fuller – Jhonatan – Lucas Dias – Nesbitt (6:36min – 22×10)

Melhor formação (12pts de vantagem): Elinho – Fuller – Jhonatan – Lucas Dias – Nesbitt (6:36min – 22×10)

Menor rendimento (5pts de desvantagem): Elinho – Fuller – Eddy – Lucas Dias – Nesbitt (5:24min – 12×17)

JOGO 2

Paulistano – 27 quintetos

Maior tempo: Elinho – Fuller – Jhonatan – Lucas Dias – Nesbitt (6:42min – 7×14)

Melhor formação (5pts de vantagem): Elinho – Deryk – Jhonatan – Alex Doria – Vitão (2:29min – 7×2)

Menor rendimento (7pts de desvantagem): Elinho – Fuller – Jhonatan – Lucas Dias – Nesbitt (6:42min – 7×14)

Mogi – 21 quintetos

Maior tempo: Larry – Shamell – Jimmy – Tyrone – Caio Torres (10:30min – 24×29)

Melhor formação (11pts de vantagem): Larry – Shamell – Jimmy – Fabrício – Tyrone (9:37min – 18×7)

Menor rendimento (5pts de desvantagem): Larry – Shamell – Jimmy – Tyrone – Caio Torres (10:30min – 24×29) e Vithinho – Lessa – Carioca – Filipin – Jimmy (1:10min – 0x5)

JOGO 3

Paulistano – 29 quintetos

Maior tempo: Yago – Deryk – Jhonatan – Nesbitt – Guilherme Hubner (4:42min – 11×5)

Melhor formação (10pts de vantagem): Elinho – Yago – Jhonatan – Vitão – Guilherme Hubner (3:02min – 10×0)

Menor rendimento (5pts de desvantagem): Elinho – Fuller – Jhonatan – Lucas Dias – Guilherme Hubner (0:49seg – 0x5) e Yago – Elinho – Jhonatan – Lucas Dias – Guilherme Hubner (0:29seg – 0x5)

Mogi  – 30 quintetos

Maior tempo: Larry – Shamell – Jimmy – Fabrício – Tyrone (9:05min – 17×22)

Melhores formações (5pts de vantagem): Vithinho – Filipin – Shamell – Fabrício – Caio Torres (0:45seg – 5×0) e Larry – Carioca – Shamell – Fabrício – José Carlos (0:26seg – 5×0)

Menor rendimento (6pts de desvantagem): Vithinho – Larry – Filipin – Tyrone – Caio Torres (0:42seg – 0x6)

Do Jogo 1 para o Jogo 3, Mogi dobrou seu número de formações dentro de quadra (João Pires/LNB)