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maio / 2013
NBB / Notícias / Território LNB / 1963, o ano que não terminou

Fatos e acontecimentos que marcaram o ano de 1963, o ano em que o Brasil foi bicampeão mundial de basquete!

1963, o ano em que o Brasil voltou a ser presidencialista e que Cuba foi posta pra fora do jogo do comércio internacional. Em Dallas um desfile presidencial acabou em morte e em Washington Martin Luther King contou a todo o mundo que tinha um sonho.

1963, enquanto em Ipatinga os miliares mostraram o que estava por vir, na Jamaica surgia o primeiro estúdio musical de propriedade de um negro, onde seria gravado o primeiro disco do mais famoso dos jamaicanos, e não estamos falando de Usain Bolt.

1963, Maurício de Sousa dava vida à uma dentuça bem bravinha e a beleza da mulher brasileira era pela primeira vez coroada em todo mundo nos irresistíveis e amendoados olhos gaúchos de Ieda Maria Vargas.

1963, no cinema os pássaros de Hitchcock assustavam e o silêncio de Bergmam refletia os gritos abafados da época. Tudo no tempo em que o Programa Sílvio Santos ainda passava na TV Paulista, hoje Globo SP.

1963, o mundo, que já não era novo, também passava a ser menos admirável com a morte de Aldous Huxley e as perdas irreparáveis da melodia de Lamartine Babo e da voz inconfundível daquele pequenino pardal francês.

1963, ao passo que o matemático Roy Kerr desenrolava sua complicada métrica, capaz de explicar o inexplicável relativismo da geometria do espaço-tempo, Valentina Tereshkova era a primeira mulher a ver o planeta de fora, lá do espaço.

1963, Please Please Me levou aqueles garotos de Liverpool de forma inédita ao primeiro lugar da parada britânica. O Brasil era apresentado à genialidade do maestro com nome Brasileiro através do disco The Composer of Desafinado, e o povo cantava as glórias do esporte tupiniquim, fosse ele com os pés ou com a mão.

1963, o Rei do único Santos era bicampeão mundial de futebol e o Boston Celtics vencia o 5º título de uma séria que chegaria até o 8º. E se no esporte bretão falamos de rei, na bola laranja era o tempo do nascimento de um Deus que, anos mais tarde, brilharia defendendo touros de Chicago.

1963, ano da confirmação do esporte brasileiro, o ano da ratificação do basquete brasileiro. Ano do bi!

1963, pela 2ª vez, e de forma consecutiva, campeão mundial!

1963, o basquete brasileiro no topo do mundo! Olhando com ar de soberania para russos, ianques e iugoslavos e quem quer mais que estivesse no caminho.

1963, o ano que transformou homens em Deuses. Amaury Pasos, Fritz, Jatyr, Menon, Mosquito, Paulista, Rosa Branca, Sucar, Ubiratan Maciel, Victor Mirshawka, Waldemar Blatskauskas, Wlamir Marques e o mestre Kanela, todos imortais dali em diante, para o todo e o sempre.

1963, o ano que a gente nunca e esquece que quer sempre se lembrar.

1963, há 50 anos, o ano que não terminou.

Imagens: CBB

Comentários

4 respostas para “1963, o ano que não terminou”

  1. Marcelão Franca disse:

    Mto boa a contextualização histórica do título!

  2. Eder Ferreira disse:

    Show!

  3. Felipe Tostes disse:

    Parabéns campeões!

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