Com o bicampeonato do NBB, o Brasília é o time mais em voga no basquete nacional. E se o time do momento é o do Distrito Federal, o cara da hora só poderia ser Guilherme Giovannoni, o MVP das finais do NBB 2010/2011 e o favorito nas redes sociais pra levar o título de MVP [...]
Com o bicampeonato do NBB, o Brasília é o time mais em voga no basquete nacional.
E se o time do momento é o do Distrito Federal, o cara da hora só poderia ser Guilherme Giovannoni, o MVP das finais do NBB 2010/2011 e o favorito nas redes sociais pra levar o título de MVP do campeonato.
Ontem Giovannoni participou do Globo Esporte e do Arena SporTV, confira as entrevistas nos vídeos abaixo.
Alex Todos títulos são especiais. Mas esse foi especial por causa desse ginásio, o que essa torcida fez não é brincadeira. 18 mil pessoas no primeiro jogo, hoje pelo que ouvi aí chegou próximo de 20 mil, maravilhoso. Esse título vai pros nosso torcedores que lotaram o ginásio, que sofreram em fila, que sofreram com [...]
Alex
Todos títulos são especiais. Mas esse foi especial por causa desse ginásio, o que essa torcida fez não é brincadeira. 18 mil pessoas no primeiro jogo, hoje pelo que ouvi aí chegou próximo de 20 mil, maravilhoso. Esse título vai pros nosso torcedores que lotaram o ginásio, que sofreram em fila, que sofreram com a gente nos jogos, o título é deles!
Arthur
Esse título diante da nossa torcida foi muito especial! Nós já ganhamos vários títulos, mas nenhum tinha sido aqui em Brasília, todos fora. Então por isso foi muito especial, ainda mais pra mim que sou daqui e tenho uma identificação muito forte com o time e com essa torcida.
Cipriano
Cara, não dá nem pra descrever a emoção desse título. Tem muita coisa em jogo, muita gente que trabalha duro pra que isso aqui aconteça, pessoas que as vezes nem aparecem, mas que têm uma super importância na nossa conquista. Estou muito feliz, difícil até encontrar palavras pra definir a felicidade que estou sentindo agora. Essa cidade merece esse título!
Guilherme Giovannoni
Esse ano a gente fez um grande trabalho. Buscamos um jogo em Franca pra reverter a vantagem do mando de quadra e soubemos impor nosso jogo em casa. Sem dúvida tivemos todo o mérito, o título foi merecidíssimo.
Jorge Bastos
Isso aqui é maravilhoso! No ano passado nós não pudemos fazer essa festa aqui, mas agora estamos lavando a alma. Foram quase 40 mil pessoas nos dois jogos aqui em Brasília, uma maravilha, esse time é o orgulho da cidade!
José Carlos Vidal
Sabíamos que se voltássemos pra Franca a dificuldade seria enorme, então entramos focados em fechar a série hoje. A ansiedade do título atrapalhou um pouquinho durante o jogo, mas soubemos controlá-la e contamos com o apoio dessa torcida maravilhosa que nos incentivou do início ao fim.
Nezinho
A pressão antes do jogo era muito grande porque antes das 10 da manhã os ingressos já tinham acabado e a gente sabia que a torcida viria pra cá pra fazer festa. A gente tinha que manter a cabeça no lugar pra vencer, e vencemos! Esse título veio pra fechar uma temporada nota 10. Esse ano foi maravilhoso pra gente, todo mundo amigo, todo mundo querendo jogar, ajudar o outro, só temos que agradecer a Deus por essa temporada.
Ronald
Não tenho nem palavras. Ser campeão brasileiro com 19 anos, e ainda ao lado desses caras, Nezinho, Alex, Arthur, Guilherme, só monstro! Eu tenho muita admiração por meus companheiros, eles têm me ensinado muito. Estou emocionado mesmo, muito feliz!
Tischer
Estou muito feliz porque, primeiramente, estou jogando com amigos. Os jogadores vinham fazendo seu trabalho e desde o início eu senti que só precisava acompanhar o grupo e graças a Deus os resultados vieram.
Em meio a Copa América de Porto Rico, em 2009, o Brasília anunciou uma contratação que mexeu com o basquete brasileiro. Depois de 10 anos na Europa, Guilherme Giovannoni retornava ao país. Naquela época, o time do Distrito Federal vinha de duas doídas derrotas consecutivas para o Flamengo em finais de campeonatos nacionais e Giovannoni [...]
Guilherme Giovannoni, o MVP das finais do NBB 2010/2011
Em meio a Copa América de Porto Rico, em 2009, o Brasília anunciou uma contratação que mexeu com o basquete brasileiro.
Depois de 10 anos na Europa, Guilherme Giovannoni retornava ao país.
Naquela época, o time do Distrito Federal vinha de duas doídas derrotas consecutivas para o Flamengo em finais de campeonatos nacionais e Giovannoni era contratado para ajudar a mudar este panorama.
De lá para cá, muita coisa mudou. O Brasília foi campeão do NBB passado batendo justamente o Flamengo na final. Na temporada atual voltou a ser campeão em cima do antigo algoz carioca, desta vez o título da Liga Sulamericana, vencido no Rio de Janeiro.
E pra completar sagrou-se bicampeão do NBB, derrotando o Franca na final. Além do título, foi a primeira vez que uma equipe pior colocada venceu uma série de playoff no Novo Basquete Brasil.
No livro A mulher que amou demais, de 1949, Nelson Rodrigues disse que toda unanimidade é burra. Mas Guilherme Giovannoni ousou desmentir o gênio.
Com uma soberba atuação na série final do NBB 2010/2011, Giovannoni foi aclamado como o MVP da decisão contra o Franca.
E não é pra menos. Nos 4 jogos, ele foi o cestinha, o reboteiro e o ladrão de bolas em dois. E terminou com médias de 22,5 pontos por partida, 8,25 rebotes por partida, 1,75 assistências por partida, 1,5 roubos de bola por partida e 0,25 tocos por partida.
Se toda unanimidade é mesmo burra, como afirmou o mestre Nelson Rodrigues, Giovannoni como MVP das finais do NBB 2010/2011 é a exceção pra comprovar a regra.
O Território falou com o craque após a conquista do título:
Com a vitória por 77 X 68 sobre o Franca, o Brasília sagrou-se bicampeão do NBB! Foi o terceiro título nacional do time do Distrito Federal nos últimos 5 anos, período em que chegou a todas as finais. Mas esta conquista teve sim um gostinho diferente, especial para o time do Distrito Federal. É que, [...]
Com a vitória por 77 X 68 sobre o Franca, o Brasília sagrou-se bicampeão do NBB!
Foi o terceiro título nacional do time do Distrito Federal nos últimos 5 anos, período em que chegou a todas as finais.
Mas esta conquista teve sim um gostinho diferente, especial para o time do Distrito Federal.
É que, pela primeira vez, o título chegou em casa, diante de sua fanática torcida que ontem, mais uma vez, lotou o Nilson Nelson!
O capitão Alex falou sobre a alegria da vitória em casa:
Nesta terça, o Franca foi derrotado pelo Brasília no Distrito Federal e terminou com o vice campeonato do NBB 2010/2011, a melhor campanha francana nas 3 edições do Novo Basquete Brasil. Depois de chegar tão perto de uma conquista, o segundo lugar é quase sempre melancólico, mas no caso de Franca o vice no NBB [...]
Nesta terça, o Franca foi derrotado pelo Brasília no Distrito Federal e terminou com o vice campeonato do NBB 2010/2011, a melhor campanha francana nas 3 edições do Novo Basquete Brasil.
Depois de chegar tão perto de uma conquista, o segundo lugar é quase sempre melancólico, mas no caso de Franca o vice no NBB representa mais a recuperação de um time desacreditado no início da temporada.
Nas semifinais do Paulista, o time francano foi varrido pelo Pinheiros com uma acachapante derrota no 3º jogo da série, 79 X 103 em pleno Pedrocão. Choveram críticas, principalmente na cidade que respira basquete.
No NBB os comandados de Hélio Rubens tiveram um começo oscilante, mas conseguiram uma arrancada fulminante pra terminar a fase de classificação em 1º lugar.
Aí veio o Interligas, a cidade de Franca sediou um dos grupos, criou-se uma expectativa imensa em cima da equipe que acabou derrotada pelo Atenas de Córdoba e pelo Pinheiros. Decepcionante 3º lugar na chave e nova enxurrada de críticas. E muita gente dizia que, sem o tal jogador da posição 5, Franca não seria páreo para o São José nas quartas de final do NBB.
Não foi assim, o time francano passou por cima da equipe joseeense, 3 X 0, placar que se repetiu nas semifinais contra o Flamengo.
Na decisão do NBB contra o Brasília não deu, mas não dá pra falar que o saldo da temporada seja negativo. O técnico Hélio Rubens concorda com isto.
Para o Franca não há opção, é vencer ou vencer. Perdendo por 2 X 1 na série final do NBB 2010/2011, o time francano vai ao Distrito Federal com a missão de derrotar o Brasília e forçar o 5º jogo da decisão que, se necessário, acontecerá em Franca. Nesta temporada, o time paulista já venceu [...]
Para o Franca não há opção, é vencer ou vencer.
Perdendo por 2 X 1 na série final do NBB 2010/2011, o time francano vai ao Distrito Federal com a missão de derrotar o Brasília e forçar o 5º jogo da decisão que, se necessário, acontecerá em Franca.
Nesta temporada, o time paulista já venceu os atuais campeões do NBB fora de casa. Mas tem um detalhe, aquela partida – válida pela 3ª rodada da fase de classificação – aconteceu em Uberlândia. O Brasília era o mandante, mas jogou no Triângulo Mineiro, não na capital federal.
Na esfera esportiva, capitão é sinônimo de liderança. Segundo a definição básica dos dicionários, capitão é aquele que comanda, que chefia. E foi o que Helinho fez no jogo 3 da série final do NBB 2010/2011. Contando com o auxílio dos imediatos Lewis e Benite, também fundamentais na vitória deste domingo, Helinho colocou o time [...]
Na esfera esportiva, capitão é sinônimo de liderança.
Segundo a definição básica dos dicionários, capitão é aquele que comanda, que chefia.
E foi o que Helinho fez no jogo 3 da série final do NBB 2010/2011.
Contando com o auxílio dos imediatos Lewis e Benite, também fundamentais na vitória deste domingo, Helinho colocou o time francano nas costas, incendiou o torcedor no Pedrocão e foi, de longe, o nome do jogo.
O capitão francano fez de tudo um pouco. Orientou seus companheiros, catimbou e, principlamente, jogou demais!
Helinho foi o cestinha da partida com 33 pontos, 25 deles no segundo tempo e na prorrogação. Só no tempo extra foram 9, 60% do total do time.
Nascido e criado dentro do clube, Helinho é o grande símbolo da equipe que mostrou estar viva nas finais do NBB 2010/2011.
O camisa 10 traz em si a insíginia do basquete francano e, neste domingo, exemplificou à perfeição o que é ser um capitão!
40 minutos não foram suficientes pra decidir o jogo 3 das finais do NBB 2010/2011. Em um Pedrocão novamente barulhento e cheio de esperanças, o Franca bateu o Brasília por 93 X 92, 15 X 14 na prorrogação, e se manteve vivo na briga pelo título. Uma idéia era notória entre os que acompanham a [...]
40 minutos não foram suficientes pra decidir o jogo 3 das finais do NBB 2010/2011. Em um Pedrocão novamente barulhento e cheio de esperanças, o Franca bateu o Brasília por 93 X 92, 15 X 14 na prorrogação, e se manteve vivo na briga pelo título.
Uma idéia era notória entre os que acompanham a série final do NBB 2010/2011, Franca tinha que fazer algo diferente das duas primeiras partidas para vencer o jogo 3 e seguir com chances de conquistar o título.
Hélio Rubens também pensou assim, sacou Fernando Penna e Drudi do quinteto titular e pros seus lugares escolheu uma dupla de opostos, o jovem Vitor Benite e o experiente Rogério Klafke, até então pouco utilizado na série.
Apesar da dificuldade criada pela pressão em cima de Helinho em toda a quadra, estratégia fundamental para as vitórias brasilienses nos dois primeiros jogos, as mudanças promovidas por Hélio Rubens surtiram efeito e o jogo francano fluiu muito mais que nas duas primeiras partidas. Tanto que só no 1º quarto os donos da casa anotaram 26 pontos, contra os 33 do primeiro tempo do jogo anterior. Benite e Lewis, com 8 pontos cada, e Giovannoni, com 7, comandaram os ataques de suas equipes e o 1º período terminou 26 X 23 para Franca.
No 2º quarto as defesas apertaram e os ataques sucumbiram diante da marcação. Sem espaço no garrafão, os dois times buscaram o perímetro, mas a estratégia não teve sucesso para nenhum dos lados, 0/5 pro Franca e 1/5 pro Brasília. O time do Distrito Federal chegou a abrir 6 pontos, mas Franca cortou a vantagem pela metade e as equipes foram para o intervalo com o marcador de 37 X 40 a favor dos atuais campeões do NBB.
O 3º quarto começou com 5 pontos consecutivos do time francano que virou o marcador, 42 X 40. O bom começo do time da casa fez incendiar as arquibancadas. Pela primeira vez na série o Brasília se mostrou acuado e Franca chegou a abrir 9 de frente, a 3 minutos do fim do período. Mas não é à toa que os caras são campeões do NBB e da Liga Sulamericana, Nezinho chamou o jogo e a diferença caiu pra 3 no final do quarto, 61 X 58.
O período final começou com o Brasília melhor que emplacou um 2 X 8 e reverteu a vantagem dos 3 pontos, 63 X 66. Aí foi a hora de Helinho chamar o jogo. A 4 minutos do fim, Benite tomou toco de Lucas Tischer na linha dos 3 pontos, mas a bola sobrou pra Helinho que arremessou de bate pronto e converteu o triplo, Franca 4 pontos a frente e as arquibancadas novamente em polvorosa.
Lewis manteve a empolgação da torcida com dois tocos seguidos em Nezinho. Mas o armador do time do Distrito Federal não baixou a guarda e foram dele os pontos que igualaram o marcador, 78 X 78, com 15 segundos por jogar.
Franca teve a última bola e a chance de definir a vitória, mas uma blitz incrível da defesa brasiliense fez com que os donos da casa não conseguissem sequer chutar a bola, resultado, prorrogação.
O tempo extra seguiu equilibrado e com fortes emoções. Giovannoni parece ter bebido da mesma água de sábado e passou a não errar, foram dele 11 dos 14 pontos brasilienses na prorrogação. Mas do outro lado também havia um jogador igualmente inspirado, Helinho. O capitão francano chamou a responsa e concentrou as ações ofensivas dos donos da casa, anotou 9 dos 15 pontos de sua equipe no tempo extra.
Quando faltavam 30 segundos, o marcador registrava 93 X 92 para Franca que tinha a posse de bola. Como no tempo regulamentar, o time francano se enrolou com a última bola, não conseguiu arremessar e estourou os 24 segundos. O Brasília tinha então 6 segundos para definir o jogo e o título do NBB. Alex optou por uma bola de 3 que não caiu e o Pedrocão explodiu de alegria, vitória de Franca por 93 X 92.
Abaixo, os momentos finais da emocionante vitória francana.
Uma coisa não se questiona na vitória do Brasília sobre o Franca na segunda partida das finais do NBB 2010/2011, Guilherme Giovannoni foi o cara! 34 pontos, 17 deles no último quarto, e 15 nos 6 minutos finais da partida. Mais que o dobro do restante do time que, nestes mesmos 6 minutos, anotou 7 [...]
Uma coisa não se questiona na vitória do Brasília sobre o Franca na segunda partida das finais do NBB 2010/2011, Guilherme Giovannoni foi o cara!
34 pontos, 17 deles no último quarto, e 15 nos 6 minutos finais da partida. Mais que o dobro do restante do time que, nestes mesmos 6 minutos, anotou 7 pontos (Nezinho 4, Cipriano 2 e Alex 1).
Seus 10 rebotes lhe garantiram o duplo duplo e ele ainda recuperou 3 bolas e deu uma assistência.
A atuação monstruosa foi ressaltada por todos os companheiros após a partida e até pelos jogadores e torcedores adversários. Sem falar nos rasgados elogios do companheiro de Seleção Brasileira, Leandrinho, que comentou a partida no SporTV.
José Carlos Vidal
Fizemos um bom jogo, a defesa zona encaixou bem, mas o diferencial da partida foi o Guilherme no final. A atuação de um jogador de Seleção Brasileira que chamou a responsabilidade e conseguiu definir as bolas na hora da decisão.
Vargas
O Guilherme desequilibrou. A equipe de Franca conseguiu defender muito bem o Alex, o Arthur e o Nezinho, mas o Guilherme desequilibrou durante todo o jogo, principalmente nos momentos finais.
Nezinho
No primeiro tempo fizemos um bom jogo defensivo, mas nosso ataque não funcionou. No segundo tempo fomos entrando no ritmo e mais que tudo o Gui entrou no ritmo e fez toda a diferença.
Arthur
A chave pra nossa vitória foi que conseguimos jogar com serenidade, não perdemos o controle emocional em momento algum, nem nos momentos mais difíceis do jogo. E contamos com um jogador em uma noite muito inspirada, o Guilherme não errou nada no último quarto e desequilibrou o jogo a nosso favor.
Guilherme Giovannoni
Jogar em um time com grandes jogadores é fácil, olha meus companheiros, Nezinho, Alex, Arthur, Márcio Cipriano e todos outros, é muito fácil jogar com esses caras. E com tanta gente boa assim sempre vai sobrar espaço pra alguém brilhar, hoje fui eu, amanhã vai ser o Tischer, depois o Nezinho, jogar em um time tão bom assim fica muito mais fácil.
A atmosfera não poderia ser pior para o Brasília; Pedrocão lotado, torcida empolgadíssima e fazendo um barulho capaz de incomodar surdo. Mas quem disse que os atuais campeões do NBB se importunaram com um ambiente tão hostil? Frio e calculista como Freddy Mays, o clássico personagem de David Thewlis em Gangster Nº 1, o Brasília foi [...]
A atmosfera não poderia ser pior para o Brasília; Pedrocão lotado, torcida empolgadíssima e fazendo um barulho capaz de incomodar surdo. Mas quem disse que os atuais campeões do NBB se importunaram com um ambiente tão hostil?
Quem esteve no Pedrocão ou acompanhou pelo SporTV pode ver um grande jogo de basquete que teve de quase tudo; belas jogadas, incessantes trocas de liderança, uma torcida ruidosa e apaixonada, um time quase inabalável, desentendimento entre atletas, um jogador desequilibrante e um toco homérico que decidiu a sorte da partida.
Ainda com o gosto amargo da derrota por 20 pontos no Nilson Nelson, Franca começou o jogo nervoso, errando na frente e propiciando contra ataques ao Brasília que se aproveitou da situação para controlar o placar nos primeiros minutos do confronto. Empurrado pela torcida e pela boa atuação de William Drudi, os francanos se recuperaram e viraram o jogo ainda no primeiro quarto. Mas os comandados de Hélio Rubens voltaram a cometer erros bobos e o Brasília fechou o período inicial na frente, 14 X 18.
Os atuais campeões do NBB seguiram no comando da partida durante quase todo o segundo quarto. Faltando pouco mais que 2 minutos, a vantagem do time do Distrito Federal era de 5 pontos, mas aí Márcio Dornelles meteu dois triplos seguidos e colocou os donos da casa na frente, 31 X 30. Com mais dois pontos de Spillers, os francanos foram para o intervalo com 3 de vantagem, 33 X 30 e festa no Pedrocão.
Durante o terceiro período as duas equipes trocaram cestas e ninguém conseguiu desgarrar no marcador. Os dois time se alternaram na liderança durante todo o tempo e o quarto terminou com vantagem mínima a favor dos francanos, 53 X 52. Os 10 minutos finais prometiam.
No quarto período o jogo seguiu parelho até a falta de Spillers em Nezinho, com dois minutos e 32 segundos jogados. Inteligentemente, Hélio Rubens havia colocado o estadounidense na marcação de Guilherme Giovannoni e ele vinha dando conta do recado, mas depois que foi eliminado pela 5ª falta o que se viu no Pedrocão foi um show particular daquele que Leandrinho classificou como o melhor ala pivô do basquete brasileiro. Após a saída de Spillers, Giovannoni anotou 15 pontos, fechou o quarto decisivo com 17 e o jogo com 34, sem dúvida nenhuma o fator de desequilíbrio da partida.
Mesmo com a atuação monstruosa de Guilherme Giovannoni, o Franca seguia firme no jogo, brigando ponto a ponto pela vitória. A 59 segundos do fim da partida, Márcio Dornelles recolocou o time da casa na liderança com mais uma bola certeira de 3 pontos, 75 X 74 e o Pedrocão ficou em polvorosa. Nezinho voltou a virar para o Brasília que abriu 3 pontos de vantagem com dois lances livres de Guilherme Giovannoni, 75 X 78 e 29 segundos por jogar.
Na posse seguinte, Franca trabalhou bem a bola e Lewis apareceu livre, embaixo da cesta. O pivô subiu para anotar os dois pontos, mas aí surgiu Alex para rejeitá-lo no melhor estilo Alex, ignorando os 12 centímetros de altura que o separam de Lewis e praticamente garantindo a vitória para o Brasília.
A torcida, desolada, começou a deixar o Pedrocão e boa parte dela nem viu os lances livres de Guilherme Giovannoni que deram números finais à partida, Franca 75 X 80 Brasília.
Com o triunfo, os atuais campeões precisam apenas de mais uma vitória para comemorar o bicampeonato do NBB.
O jogo 3 acontece neste domingo, 22 de maio, às 9 e meia da noite, com transmisão do SporTV,