
Em entrevista ao nosso canal no youtube, Larry com a camisa do NBB Brasil.
Ao final do Jogo das Estrelas 2012, Larry Taylor trocou a camisa do NBB Mundo pela do NBB Brasil e disparou em uma volta olímpica pelo Pedrocão sob os aplausos, de pé, de todo o público presente.
Foi uma das cenas mais emocionantes de todo o evento e que mostra que a vontade do armador do Bauru de se tornar brasileiro é super fidedigna e genuína.
Larry nasceu em Chicago e cresceu na cidade dos ventos quando Michael Jordan ali reinava, o que potencializou sua paixão pela bola laranja, como ele mesmo nos contou em uma entrevista logo após chegar ao Brasil.
Há quase 4 anos no país, sempre defendendo as cores do Bauru, o armador é um exemplo de adaptação à cultura brasileira. Já manda muito bem no português, curte a culinária nacional e se apaixonou pela música do país. Sem falar na integração com a sociedade bauruense, ídolo da cidade e atuante em diversas ações sociais implementadas pela equipe e por ele mesmo.
Desde o ano passado, Larry busca obter a nacionalidade brasileira, o que o permitiria defender nossa seleção nacional. No ano passado, a convite do técnico Rubén Magnano, ele esteve com o grupo que se preparou para o Pré Olímpico de Mar del Plata, mas devido a questão legal não pode estrear com a camisa verde e amarela.
Infelizmente, os trâmites burocráticos são lentos e, há poucos meses dos Jogos Olímpicos de Londres, Larry continua sendo apenas um estrangeiro no basquete brasileiro.
Muita gente critica a naturalização ou a nacionalização de atletas para defender as seleções mundo afora. Como em quase tudo na vida, nesta questão também não existe preto nem branco, só um mar de cinza, onde cada caso é um caso e deve ser avaliado individualmente.
Por exemplo, o caso do Larry é completamente diferente das duplas Renato Gomes/Jorge Terceiro e Cristine Santanna/Andrezza Martin que defenderam a Geórgia na Olimpíada de Pequim, em 2008, sem nunca terem pisado no pequeno país do Cáucaso.
Como já dissemos, Larry vive há quase 4 anos no país e se mostra, dia a dia, cada vez mais adaptado e integrado à cultura local. E bastam dois minutos de conversa com o cara para notar que a vontade de se tornar brasileiro é super autêntica, um desejo genuíno que espanta a hipótese oportunista de simplesmente disputar uma Olimpíada.
O cerco se fecha a cada dia. Os Jogos Olímpicos de 2012 estão aí, batendo à porta e Larry segue aguardando a decisão dos gabinetes burocráticos. E como disse Mano Brown, o barato é louco e o processo é lento.
Sua nacionalização nem é garantia que ele estará em Londres. Com rápida e nítida evolução de Raulzinho no basquete espanhol, a grande fase vivida por Fúlvio e a experiência e eficiência de Nezinho, Magnano tem várias opções para a reserva de Marcelinho Huertas, titular absoluto da armação brasileira. Mas como alternativas nunca são demais, o técnico da Seleção e a torcida brasileira também estão no aguardo sobre a definição dos trâmites do armador bauruense.
E, quem sabe, no Jogo das Estrelas 2013 Larry já tenha virado a casaca, abandonado o NBB Mundo e, finalmente, possa defender a equipe do NBB Brasil.
Imagem: LNB