Na noite desta quarta, 9 de novembro, o Pinheiros bateu o São José no interior de São Paulo por 82 X 79 e conquistou o título do Campeonato Paulista. O troféu tem um sabor especial já que esta é a primeira conquista do basquete masculino adulto do Pinheiros, clube tão vitorioso nos esportes olímpicos, mas [...]
Na noite desta quarta, 9 de novembro, o Pinheiros bateu o São José no interior de São Paulo por 82 X 79 e conquistou o título do Campeonato Paulista.
O troféu tem um sabor especial já que esta é a primeira conquista do basquete masculino adulto do Pinheiros, clube tão vitorioso nos esportes olímpicos, mas que, até esta quarta, nunca tinha sentido o gosto da glória no basquete masculino adulto.
Outro ponto histórico, depois de 25 anos o título do Paulista de basquete volta à capital, a última conquista havia sido do Monte Líbano, em 1986.
Embora o São José tenha sido um brioso adversário na série final, o título do Pinheiros é indiscutível e enche a equipe de moral para o início da quarta edição do NBB onde o time é apontado como um dos principais favoritos, ao lado do atual bicampeão Brasília e do Flamengo.
Mas não foi fácil chegar à glória e depois das três derrotas no início da competição – Americana, Mogi e Paulistano – muita gente chegou a duvidar da equipe dirigida por Claudio Mortari com o auxílio de João Marcelo Leite.
Mas o retorno de Juan Pablo Figueroa e Marquinhos recolocou o time nos trilhos que emendou uma brilhante sequência de 14 vitórias consecutivas, interrompida apenas pela derrota para Limeira no jogo 3 das semifinais.
Aliás, a série semifinal contra Limeira merece um destaque na história do título. Na temporada passada, o Pinheiros foi derrotado na série final por Limeira de maneira inquestionável e muita gente apostou que o script se repetiria este ano. Mas não foi o que aconteceu, o time da capital entrou muito focado nos dois primeiros jogos em São Paulo, abriu 2 X 0 sem dar chances ao adversário e só não varreu o oponente por causa de um quarto período quase perfeito dos limeirenses no jogo 3, onde a equipe do interior tirou uma diferença de dez pontos nos últimos 7 minutos da partida.
As finais contra o São José seguiram o mesmo roteiro da semi contra os limeirenses. O Pinheiros abriu 2 X 0 nos jogos em São Paulo e por muito pouco não fechou a série no terceiro jogo. A varrida só não aconteceu graças a uma atuação memorável do ala pivô Chico no minuto final do jogo 3, peça fundamental para a virada joseense que tirou uma vantagem de 5 pontos do Pinheiros e, como colocou Claudio Mortari, tirou o doce da boca da equipe da capital.
No jogo 4 quase a história se repetiu. Matheus estava endiabrado, meteu 5 bolas de 3 pontos no quarto derradeiro e o São José, depois de entrar no último período com 11 pontos de desvantagem, chegou a virar o jogo com pouco mais de dois minutos por jogar.
Mas o Pinheiros soube manter a calma, utilizou bem a vantagem física no jogo de um contra um, voltou a liderar o marcador e se manteve à frente até o apito final quando, finalmente, pode soltar o grito de É Campeão!
Parabéns ao Pinheiros pelo título inédito e ao São José por valorizar tanto a conquista do time da capital.




























