Para o Território, Murilo Becker, do São José, foi o craque da fase de classificação do NBB 2011/2012.
O Dono da Bola na fase de classificação do NBB 2011/2012 foi o pivô Murilo Becker, do São José.

Embora muitos jogadores tenham se destacado, Murilo é quase uma unanimidade quando o assunto é o melhor jogador da fase de classificação do NBB 2011/2012. Nas redes sociais e nos sites especializados, não são poucos os que colocam o pivô gaúcho como o MVP desta 1ª fase do NBB. Lembrando que ele já faturou a honraria no Jogo das Estrelas deste ano.
Murilo é o único atleta com média de duplo duplo no campeonato, 20,07 pontos e 10,22 rebotes. Estes números o colocam como o 2º cestinha da competição e o líder nos rebotes.
Ele ainda é o 3º em tocos, 1,22 por jogo, e também lidera o ranking do índice de eficiência com média de 26,11 por jogo. Sem falar que é um dos jogadores fundamentais do São José, equipe que terminou com o 1º lugar da fase de classificação do NBB 2011/2012.
São motivos de sobre que o colocam como melhor jogador da 1ª fase do NBB.
Ao ser informado que seria eleito no blog como O Dono da Bola da fase de classificação do NBB 2011/2012, Murilo não escondeu sua alegria.
Fico muito feliz! É um reconhecimento pelo trabalho duro, não só meu, mas de todo o time. Fico muito feliz pelo São José ter conquistado o 1º lugar da fase de classificação e por eu ter sido escolhido o melhor jogador desta 1ª fase. A gente rala muito, trabalha muito forte e esses prêmios são um reconhecimento ao nosso trabalho, nada vem por acaso. Particularmente fico muito feliz porque a temporada passada foi muito difícil pra mim.
Pra quem não se lembra, Murilo teve um problema no púbis que o fez perder muitos jogos do NBB 2010/2011. O pivô jogou os playoffs da temporada passada no sacrifício e, em virtude de uma cirurgia, não participou do Pré Olímpico de Mar del Plata. Ele também falou com o blog sobre a questão física.
Eu vinha com um problema no púbis desde a época em que eu jogava no Minas. Na temporada passada a coisa ficou pior, tinha dia que era difícil correr, fazer uma bandeja. Joguei os playoffs no sacrifício, com muita dor e, se tivéssemos passado por Franca, provavelmente eu não conseguiria jogar as semifinais. Foi muito difícil. Logo depois da eliminação no NBB eu fiz a cirurgia. Por causa dela perdi o Pré Olímpico, mas também graças a ela pude jogar essa temporada inteira, bem e sem contusões. Ficar de fora da Seleção é sempre ruim, mas o Magnano conversou comigo quando eu estava me recuperando da cirurgia, disse que eu fazia parte do grupo e que era pra eu focar na minha recuperação.
Ele falou da expectativa de ser convocado para os Jogos Olímpicos de Londres, ainda este ano.
Com certeza quero estar em Londres! Não sei se serei convocado, mas com certeza a nossa campanha no NBB ajuda sim. Eu estou fazendo meu papel, me dedicando aos treinos, aos jogos, ao meu time, e a convocação, se vier, é uma consequência disso. Nós fizemos uma bela campanha na fase de classificação, mas agora nos playoffs é outro campeonato. Acho que se chegarmos à final ou ao título e eu continuar jogando bem as minhas chances aumentam. Mas a decisão não é minha, então mantenho meu foco no que eu posso fazer que é treinar duro, jogar e ajudar o meu time a chegar longe no NBB.
Murilo também falou sobre a importância dos companheiros de equipe em seu bom momento.
Com certeza o time todo tem influência no meu momento. É um grupo muito bom, com jogadores jovens e experientes, todos de muita qualidade. É muito difícil marcar nosso time, todo mundo chuta bem, todo mundo sabe bater bola, então facilita pra todo mundo, quando você está bem marcado, procura abrir espaço pros companheiros e ajudar o jogo a fluir, mesmo sem participar tanto. É um grupo que deu liga, a gente se dá bem dentro e fora da quadra e isto ajuda. Já tínhamos uma base boa e os jogadores que chegaram essa temporada estão ajudando muito. O Jefferson também teve problemas físicos no ano passado, quando estava no Flamengo, e agora no São José está bem e jogando muito. O Dedé, que também teve problemas físicos na temporada passada, jogava mais ou menos 12 minutos por jogo em Franca, um jogador com a condição técnica dele não pode jogar só 12 minutos por jogo. Aqui ele também se recuperou fisicamente, está tendo mais espaço e mostrando do que é capaz. O Laws também agregou muito ao nosso time, um jogador experiente, que gosta das partidas pegadas, um cara que ajuda todo mundo. Além disso temos o Fúlvio que é o melhor armador do Brasil, um cara de uma técnica impressionante e que também joga com o coração, com muita raça, e é uma espécie de nosso técnico dentro de quadra. E o pessoal que vem do banco também está ajudando muito, Chico, Matheus, Paulão, o Fischer que mostrou seu valor quando perdemos o Fúlvio, todos, realmente nosso time deu liga. Mas ainda não ganhamos nada, foi bom ficar com o 1º lugar, mas foi só a fase de classificação. A gente tem condição e quer mais, nosso objetivo é chegar à final e brigar pelo título do NBB.

Antes de terminar o papo, o pivô joseense ainda lembrou de um outro importante personagem na campanha do time do Vale do Paraíba, a torcida.
Nossa torcida é demais! Pra mim é a torcida mais presente e a que mais apoia no basquete brasileiro! Diferente de outras, a torcida do São José não reclama e nunca vaia o time, sempre vai ao ginásio pra nos apoiar e nos dar força. Tem jogo, esse último contra o Pinheiros foi um deles, que é difícil pra gente escutar até o apito dos árbitros de tanto barulho que eles fazem, é impressionante! Eu sei que nosso ginásio é pequeno e isso ajuda a estar sempre lotado, mas pra mim é a torcida mais fiel do Brasil. Tem umas histórias muito legais, uma família que foi ver nosso jogo em Joinville, outra galera que foi ao Rio, a Belo Horizonte ver os jogos, é muito bom quando a gente vai jogar fora e vê, mesmo longe, um pessoal com a camisa do São José, nos dá uma força extra. É uma torcida maravilhosa que está se mostrando cada vez mais fanática.



















