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17
maio / 2012
NBB / Notícias / Território LNB / Convite, não… Uma oportunidade!

Mais que treinar, Ricardo Fischer e Ronald querem um lugar entre os 12 atletas que irão a Londres!

Na manhã desta quinta, 17 de maio, Rubén Magnano convocou 13 atletas para o início da preparação visando os Jogos Olímpicos de Londres. Além dos 13, outras duas promessas do basquete brasileiro foram chamadas para compor o grupo nos treinamentos, o armador Ricardo Fischer, do São José, e o ala pivô Ronald, do Brasília.

Ambos são nascidos em 1991 e nunca passaram pelas seleções de base do Brasil. Mas apesar da pouca idade e de nunca terem vestido a camisa do escrete nacional, os dois sonham alto e não pensam em apenas treinar com o grupo, querem um lugar entre os 12 que irão a Londres.

Fischer falou com a equipe do território a respeito disto:

Cara, eu sei que foi um convite pra participar dos treinos, mas é claro que penso em uma vaga em Londres. Acho que se o Magnano me chamou não foi à toa, foi porque ele viu potencial em mim. E já estando lá com o grupo, cabe a mim treinar forte, dar meu máximo nos treinamentos para mostrar que eu posso estar com o grupo que vai à Olimpíada.

Ronald vai na mesma linha.

Depende só da gente agora. Mais que um convite, é uma grande oportunidade tanto pra mim como pro Fischer. Eu vou me dedicar ao máximo nos treinos, com muita garra, muito focado, mostrar pro Magnano e pro grupo que eu posso fazer parte do time olímpico. Vou partir pra cima deles e mostrar o meu valor!

Fischer convive diariamente com um dos principais armadores do basquete brasileiro, Fúlvio. E foi seu companheiro de São José que lhe contou sobre o convite para a Seleção.

Eu recebi a notícia com muita surpresa, nem imaginava que eu seria chamado. Estava na quadra e, depois do treino, o Fúlvio me abraçou e me deu a notícia. A princípio eu nem acreditei, mas aí veio todo o time me parabenizar. Estou muito feliz, nunca tinha sido convocado pra nenhuma seleção brasileira de base e ter a 1ª convocação pra um grupo que se prepara para os Jogos Olímpicos é demais!

Ronald é bicampeão do NBB e convive com atletas que defendem a Seleção Brasileira a mais ou menos uma década, como Alex, Giovannoni e Nezinho. Mesmo assim o ala pivô do Brasília se mostra ansioso pra viver o ambiente de Seleção.

Vai ser uma experiência e tanto poder treinar com os melhores jogadores brasileiros da atualidade. Jogadores da NBA, do basquete europeu e os principais do NBB, muito legal! Quero fazer o meu melhor e aprender muito, tanto com os jogadores como com o Magnano, um grande privilégio ser treinado com um campeão olímpico.

Fischer também comentou aoportunidade e falou de suas expectativas.

Não é todo dia que se treina com um técnico campeão olímpico, com o Huertas que é um dos meus grandes ídolos no basquete e com tantos outros craques. Minha expectativa é a melhor possível, acho que poderei aprender muito neste período de preparação.

Ronald foi o grande destaque do Brasília na 1ª edição da Liga de Desenvolvimento. O time do Distrito Federal chegou ao quadrangular final da decisão e acabou com o 4º lugar.

Ronald foi o líder de tocos da Liga de Desenvolvimento, média 1,93 por partida, e o 6º nos rebotes, com média de 8,40 por jogo. Além disto ele foi o 14º cestinha do campeonato ao anotar 12,13 pontos por partida.

Mas seu jogo vai muito além dos números. Com força e altura suficientes pra jogar na 5 e infernizar os pivôs adversários, Ronald ainda tem habilidade suficiente pra fazer ala, aspecto que foi amplamente debatido pelos treinadores durante o Grupo B da Liga de Desenvolvimento, em São Sebastião do Paraíso.

Ricardo Fischer também tinha idade para participar da LDO, agora rebatizada de LDB. Mas a comissão técnica joseense optou por deixá-lo com a equipe principal que, na época, disputava as semifinais do paulista contra o Bauru.

Foi no NBB 2011/2012 que ele realmente deu as caras. Após a contusão do Fúlvio na partida contra o Paulistano, pela 14ª rodada da fase de classificação, Fischer assumiu o posto de titular do São José e não decepcionou.

Nos 6 jogos em que Fischer esteve à frente da armação joseense, o time do Vale do Paraíba venceu 5, tendo sido derrotado apenas pelo Minas em BH, 85 X 80. O o jovem armador ainda conseguiu o papel de protagonista em algumas destas partidas, entre elas na grande vitória joseense sobre o Brasília no Distrito Federal, 82 X 83. Neste mesmo período Fischer obteve médias de 10 pontos, 4,5 assistências, 2,5 rebotes e 1,5 roubos de bola.

Mas suas qualidades também vão muito além dos números. Fischer não é um armador clássico, passou boa parte das categorias de base atuando na posição 2, mas ainda assim conta com boa leitura e visão de jogo, velocidade para a transição e inteligência pra encarar o 5 X 5. É ótimo no jogo de pick and roll e pode ser extremamente letal do perímetro.

Dois jovens atletas, cheios de talento, esperança e vontade. Os outros 13 que se cuidem, porque Fischer e Ronald não irão à Seleção apenas pra fazer número, eles querem, e podem, conquistar um lugar entre os 12 atletas que defenderão o Brasil em Londres!

Imagens: LNB

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