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Campeão inédito!

01-12-2016 | 12:58
Por Liga Nacional de Basquete

Com virada no último quarto e final dramático, Mogi vence Bahia Blanca na Argentina, fecha decisão em 3 a 0 e fica com título inédito da Liga Sul-Americana

O Mogi das Cruzes/Helbor é o campeão da Liga Sul-Americana 2016. Na noite desta quarta-feira, na Argentina, a equipe mogiana conseguiu uma incrível virada no último quarto, segurou a pressão do Weber Bahía Blanca (ARG) e levou a melhor, de maneira dramática, por 84 a 81. Com isso, fechou a série final em 3 a 0 e conquistou o título inédito.

Rompeu as fronteiras: Depois de voltar a ganhar um troféu após quase 20 anos ao faturar o Campeonato Paulista 2016, o Mogi conquistou o primeiro título internacional de sua história. Em 2014, os mogianos foram vice-campeões da Sul-Americana perdendo para o Bauru, de Guerrinha e Larry Taylor, hoje heróis de Mogi das Cruzes.

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Shamell “MVP” Stallworth: Com 21 pontos e um papel decisivo na virada da vitória do título, o norte-americano Shamell foi eleito o MVP da da Liga Sul-Americana 2016. Nos dois últimos jogos, o capitão do Mogi foi crucial para os triunfos no Hugo Ramos e teve sua importância coroada com o troféu de Jogador Mais Valioso da série.

Monster Ty: Que série fez Tyrone. O ala/pivô norte-americano fez uma partida espetacular na Argentina e foi o grande líder da equipe em quadra, principalmente no momento da virada no último quarto. No total, o camisa 0 fez 23 pontos, pegou nove rebotes e totalizou 27 de eficiência.

Só eles: Somente os cinco titulares do Mogi pontuaram no jogo do título. Além dos 21 pontos de Shamell e os 23 de Tyrone, a equipe mogiana contou com 14 pontos de Caio Torres e Jimmy, que também pegaram sete rebotes cada, e 12 de Larry Taylor, que ainda deu seis assistências.

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Gatilho decisivo: Em meio a tanta dificuldade de um jogo de final na casa do adversário, o campeão soube explorar muito bem uma de suas principais armas: as bolas de 3. Ao todo, o time brasileiro meteu 12 em 29 tentativas (41% de aproveitamento). Já a equipe da casa não estava nada inspirada nos tiros longos. Foram apenas três acertos em 27 tentativas (11% de aproveitamento).

Grande equipe: Em sua primeira final de torneio internacional na história, o Weber Bahia Blanca fez bonito. Com uma jovem equipe comandada pelo técnico Sebástian Ginóbili, irmão do astro Manu Ginóbili, os argentinos deram extrema dificuldade ao Mogi nas três partidas e provaram a qualidade de seu elenco, que conta com vários garotos promissores.

Olho nele: O destaque argentino no confronto ficou por conta do jovem Juan Pablo Vaulet, de apenas 20 anos, que deixou a quadra com 20 pontos na conta. O ala, de 1,98m de altura, foi draftado pelo Brooklyn Nets (NBA) no ano passado e mostrou que tem um futuro brilhante pela frente.

Dois momentos: O primeiro tempo teve dois momentos distintos. O período inicial foi de superioridade do Mogi, que estava afiado nas bolas de 3 pontos, principalmente os norte-americanos Tyrone e Shamell, e chegou a ter seis pontos de frente. Depois, no segundo quarto, o Bahia Blanca cresceu, roubou diversas bolas com sua forte defesa e não só virou o jogo, como ainda abriu oito pontos (34 a 26).

Mudou o cenário: Depois de ver o Bahia Blanca abrir 11 pontos no início do terceiro quarto, o Mogi mudou a postura e foi pra cima dos donos da casa. Com Tyrone e Shamell pra lá de inspirados, a equipe mogiana melhorou na defesa, foi tirando a diferença aos poucos e voltou para o jogo. Com diferença em três pontos, o time brasileiro foi para o último quarto querendo a virada, perdendo por apenas 65 a 62.

Viradas: Os comandados do técnico Guerrinha finalmente conseguiram a vantagem. Com bola de 3 de Jimmy, os mogianos passaram à frente em 76 a 73 e tornou a se aproximar do título. No entanto, os argentinos rapidamente recuperaram a ponta do placar (79 a 76) e exigiram uma rápida reação brasileira.

Que jogadas: Com linda falta e cesta em cima do norte-americano Anthony Johnson, Caio Torres ainda converteu o lance livre de bonificação e empatou o duelo (79 a 79). Na sequência, a equipe brasileira segurou os donos da casa na defesa e passou à frente após linda bola de 3 pontos de Shamell, restando pouco mais de um minuto para acabar (82 a 79).

Final dramático: Restando 25 segundos para o fim, o Mogi vencia por 82 a 81, quando Larry Taylor foi para a linha dos lances livres. Errou o primeiro, mas acertou o segundo (83 a 81). Em sua posse, o Bahia Blanca buscou a infiltração, mas o principal nome da equipe, Lucio Redivo, perdeu a bola restando 12 segundos. Na saída, Tyrone sofreu rápida falta e foi para a linha dos tiros livres. Assim como Larry, errou o primeiro e converteu o segundo (84 a 81) e deixou a vantagem em três pontos restando menos de dez segundos.

Acabou: Os argentinos erraram o arremesso novamente e a bola ficou com Jimmy, que também foi para o lance livre. Com 4,2 segundos no relógio, o camisa 18 desperdiçou as duas tentativas, mas Vaulet chutou do meio da quadra, a bola quase caiu, e o título ficou com o Mogi das Cruzes.