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NBB

Contra as adversidades

23-05-2012 | 04:33
Por Liga Nacional de Basquete

Em desvantagem de 2 a 1 na série e sem poder contar com Shamell, seu principal cestinha, Pinheiros tenta superar as dificuldades para fazer história

Shamell lesionado

Lesão deve afastar Shamell das quadras por seis meses (João Pires/Divulgação)

O Pinheiros/SKY tem uma missão nada fácil pela frente se quiser chegar à decisão do NBB. Em desvantagem de 2 a 1 na série semifinal contra o Uniceub/BRB/Brasília, a equipe paulista terá o quarto jogo longe de casa e não poderá contar com seu principal cestinha na temporada.

O ala Shamell, dono de uma média de 18,3 pontos por jogo na temporada, sofreu uma ruptura do Tendão de Aquiles do pé direito na derrota para o Brasília, por 76 a 74, e deve desfalcar a equipe por cerca de seis meses. Além do norte-americano, o técnico Cláudio Mortari pode ter o desfalque do pivô Morro, que também no último jogo fraturou no dedo mínimo da mão direita.

Apesar dos problemas para escalar a equipe, o treinador espera que o time possa reagir bem às ausências, já que precisa da vitória para se manter vivo na série e forçar a realização do quinto e decisivo jogo, em São Paulo. Os paulistas tentam pela primeira chegar a decisão da competição nacional.

“As lesões nos atrapalharam demais, principalmente na volta do intervalo. A equipe sentiu a falta dos dois e acabamos perdendo. Mas precisamos ver como a equipe vai reagir, tomara que seja de maneira positiva. Temos que superar esses problemas e pensar apenas na vitória”, disse o experiente Mortari.

Sem seu principal cestinha em quadra, Paulinho Boracini e Renato surgem como candidatos a ocupar o posto na equipe titular. Quem também deve ser afetado diretamente pela ausência de Shamell é o ala Marquinhos, que sem o companheiro deve assumir mais o papel de pontuador.

Marquinhos, do Pinheiros

(João Pires/Divulgação)

No próprio jogo 3, o ala já assumiu essa responsabilidade e foi um dos cestinha da partida, ao lado de Giovannoni, com 21 pontos e cinco arremessos certeiros de longa distância. Outros que deve ter as responsabilidades aumentadas são Bruno Fiorotto e Olivinha, que ao lado de Morro formam o trio de garrafão que se revezam em quadra na maior parte do jogo.

Morro é um dos principais pilares defensivos da equipe. O gigante, de 2,09m de altura, é o terceiro principal reboteiro da equipe, com média de 4,0 por partida, e é o líder em tocos, com média de 0,8 por partida. Caso não possa atuar, Rafael Mineiro deve assumir os minutos na rotação pinheirense.

“Ainda é muito cedo para fazermos uma previsão. Os machucados estavam bastante entrosados com a equipe, mas cada um vai assumir o seu papel na equipe. O esporte sempre nos surpreende e desta vez foi negativamente, só que precisamos saber lidar com essa situação da melhor maneira possível”, concluiu Claudiu Mortari.

Pinheiros e Brasília voltam a se enfrentar nesta sexta-feira, às 18h45, no Ginásio Nilson Nelson.