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NBB CAIXA

O bom momentode Fúlvio

14-11-2019 | 06:44
Por Rodrigo Bussula

Armador de 38 anos tem tido um dos melhores inícios de temporada de sua carreira; confira alguns fatores para isso

Trinta e oito anos. Essa é a idade de Fúlvio, um dos grandes jogadores da história do NBB CAIXA. Nessa temporada, com as cores do Mogi das Cruzes, o jogador tem demonstrado que a música de Sérgio Reis que diz que “panela velha é que faz comida boa” é certeira.

Até aqui, Fúlvio vive um de seus melhores inícios de temporada em sua longa história no NBB CAIXA. Suas médias de 16,3 pontos, 3,5 rebotes, 4,8 assistências e 17,0 de eficiência mostram que a fase é uma das melhores de sua carreira.

“Os números são relativos, acho que a principal mudança foi a agressividade em relação à cesta, e também a “carta branca” da comissão técnica”, afirmou o líder em assistências de todos os tempos do NBB CAIXA, com 1.985 no total.

Fúlvio se tornou um dos principais cestinhas do Mogi nessa temporada (Fotojump/LNB)

Com a lesão de Alexey, motorzinho do Mogi nessa temporada, Fúlvio ganhou ainda mais responsabilidade na armação na equipe. Mas, com todo seu calibre, essa missão vem sendo executada com tamanha maestria. Tudo isso depois de duas temporadas difíceis para o armador, que somou apenas médias de 8,1 pontos, 2,2 rebotes e 5,3 assistências atuando por Vasco da Gama e Sendi/Bauru Basket.

Mas agora os tempos são outros. Agressivo e com a pontaria certeira, o jogador consegue ser bastante eficiente quando recebe a bola em posição para o chute. Ao todo, em 21 posses nessa situação até aqui, o armador do Mogi já converteu 40 pontos (63,2% nos chutes)*, sendo que, ao todo, ele tem 98 no campeonato.

No clássico contra o Paulistano, por exemplo, Fúlvio mostrou que está com a mira certeira para pontuar nessas situações. Foram 28 pontos anotados, com oito acertos em dez tentativas da linha de 3 pontos, com direito a cinco após receber a bola parado para arremessar. Dá uma olhada:

Essa se tornou uma alternativa para aumentar a porcentagem de acerto nos chutes. Para Fúlvio, o poder de criação que o Mogi detém atualmente possibilita esse alto índice de acerto.

“Desde que cheguei em Mogi muitos dos meus arremessos foram com a bola na mão e outros vindo de um passe. A questão é que temos mais jogadores com poder de criação e isso facilita. Desgaste tem sempre, tanto para arremessar quanto para criar arremessos para os outros. Quando estou em quadra não penso em poupar. Mas com certeza um chute livre vindo de um passe a porcentagem de acerto é maior”, afirmou.

Na transição ofensiva o aproveitamento também não fica para trás. Com um índice de 50% nos chutes nessa situação (20 pontos convertidos)*, o armador tem explorado bem os contra-ataques e sido agressivo sentido a cesta.

“Temos um sistema de ataque em transição, que favorece nossa equipe e explora as características de cada um. O pick em transição pega a defesa despreparada e sabemos usar isso bem, temos bons chutadores e isso nos ajuda”, disse Fúlvio.

Fúlvio credita boa fase no estilo de jogo do Mogi e em seus companheiros de time (Gaspar Nóbrega/FIBA)

Mas para atingir todos esses números e chegar ao desempenho atual, Fúlvio contou com um fator essencial: o ambiente no Mogi. Com passagem pela equipe mogiana nos tempos da parceria Corinthians/Mogi, entre 2002 e 2004, o jogador não mediu palavras para falar sobre o sentimento de representar as cores da equipe.

“Foi muito importante para o meu crescimento a temporada do Corinthians/Mogi. Fizemos um bom ano e eu tinha bastante liberdade para jogar mesmo tendo vários medalhões na equipe. Infelizmente, após aquela temporada, me lesionei na Seleção e não tive continuidade com a equipe”, relembrou Fúlvio, que completou.

“Vestir a camisa de Mogi é super especial. A atmosfera de hoje é fantástica e o entretenimento oferecido ao público é muito melhor do que há anos atrás. Isso motiva os atletas e inspira crianças e jovens a praticarem o esporte”, completou.

* Estatísticas retiradas da plataforma Synergy Sports

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), com chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), em parceria com a NBA, e conta com os patrocínios oficiais da CAIXA, Budweiser, Unisal, INFRAERO, Nike, Penalty, Plastubos e os apoios do Açúcar Guarani e Pátria Amada Brasil – Governo Federal.