O Paulistano/Unimed mostrou muita frieza para voltar a ficar em vantagem na série de quartas de final do NBB 2013/2014 frente ao Vivo/Franca. Diante de um Ginásio “Pedrocão” completamente tomado pela torcida do time do interior paulista, a equipe dirigida pelo técnico Gustavo De Conti apresentou muita tranquilidade nos momentos decisivos e venceu o duelo realizado na manhã deste domingo, pelo placar de 81 a 71.

Após sofrer um revés como mandante, na segunda partida da série, o time da capital do Estado de São Paulo deu o troco e abriu 2 a 1 de frente no confronto que vale uma vaga nas semifinais do campeonato nacional. Agora, as equipes voltarão a duelar na próxima terça-feira, às 19 horas (de Brasília), mais uma vez na cidade de Franca, com transmissão ao vivo dos canais SporTV.

Ignorando a pressão da torcida local, o Paulistano chegou a colocar 11 a 0 de frente nos minutos iniciais. Ainda no primeiro quarto Franca se recuperou e igualou as ações. Mas a partir do terceiro quarto os visitantes mandaram no jogo. Mais calmo, o time alvirrubro abriu vantagem, não deu chances para os anfitriões se recuperarem e ficou com a vitória.

“Hoje tivemos muita frieza. Frieza não no sentido de calma, mas sim de racionar bastante durante o jogo e enxergar as situações em que levaríamos vantagem. Isso fez toda a diferença para nós e conseguimos essa importante vitória dentro da série”, explicou Gustavo De Conti, técnico do Paulistano.

O grande destaque individual da equipe vencedora ficou por conta do ala/pivô César, que saiu do banco de reservas e, com direito a um aproveitamento de 81,5% nos pontos que tentou, foi o cestinha da partida, com 22 tentos. Com 17 e 15 pontos, respectivamente, os norte-americanos Dawkins e Holloway também tiveram participação ativa no êxito da equipe. Pelo lado do Franca, o maior pontuador foi o pivô Paulão Prestes, autor de 17 pontos.

“Perdemos o foco e não conseguimos mais reagir. Nossas bolas de três pontos, que fizeram a diferença no último jogo, não caíram e fizeram muita falta para nós. Tentamos reagir, mas não tivemos tranquilidade e o Paulistano soube aproveitar isso”, declarou o ala/pivô francano Lucas Mariano.

O primeiro quarto foi de tirar o fôlego. Em um ritmo alucinante, o time visitante ignorou a pressão vindo das arquibancadas e começou a partida com tudo. Com uma defesa pressionada, a equipe da capital paulista conseguiu cinco recuperar cinco posses de bola em menos de dois minutos e teve campo livre para contra-atacar. Então, com Dawkins comandando as ações ofensivas, o Paulistano colocou expressivos 11 a 0 de vantagem.

Depois de passar mais de dois minutos sem conseguir sequer arremessar, Franca entrou nos trilhos. Após tiros certeiros de longa distância nas mãos de Figueroa e Léo, os comandados do técnico Lula Ferreira inflamaram sua torcida e equilibraram as ações. Na sequência, os donos da casa passaram a dominar as ações em quadra, muito por conta da atuação de Paulão, e viraram o jogo. Nos minutos finais da parcial inicial, o clube da capital paulista contou com bons lances de Renato e manteve a partida equilibrada. Desta maneira, após muita intensidade e bons desempenhos das duas equipes, o primeiro período se encerrou com o placar em igualdade: 26 a 26.

O bom aproveitamento conquistado pelos times na primeira parcial deu lugar a muito nervosismo durante o segundo quarto. Mais ligado, Franca passou a impor muitas dificuldades para os adversários pontuarem e, aliado a boas jogadas construídas por Figueroa, conseguiu abrir sete pontos de vantagem (42 a 35), depois de um tiro certeiro de longa distância de Léo. Mas, nos minutos finais do período, o Paulistano voltou a achar espaços na forte defesa dos donos da casa e, graças a bons rendimentos de Holloway e César, conseguiu reverter o cenário e ir para os vestiários com a liderança no placar nas mãos: 48 a 47.

Na volta dos vestiários, o Paulistano mostrou um melhor rendimento e ampliou sua vantagem no placar. Com Dawkins mostrando boa pontaria nos tiros de três pontos, a equipe teve um bom rendimento na parte inicial do terceiro quarto. Do outro lado, Franca abusou dos erros nos arremessos, principalmente nos lances livres, e teve muitas dificuldades para pontuar. Então, depois de uma sequência de 12 a 4, os visitantes colocaram nove pontos de frente (60 a 51). Nos minutos finais do período, o ataque do Paulistano parou e os donos da casa, mesmo ainda sem apresentar um bom rendimento, aproveitaram para diminuir o prejuízo antes da chegada da parcial decisiva: 62 a 56.

O último quarto foi um verdadeiro jogo de xadrez e o Paulistano conseguiu dar o xeque-mate. Nos instantes iniciais do período, os donos da casa até esboçaram mudar o cenário, mas toda a vez a tentativa de reação foi rapidamente apagada pelos visitantes. Por duas vezes seguidas, os francanos acertaram bolas de três pontos, diminuíram a vantagem no placar e colocaram “pilha” em sua torcida. Porém, com muita paciência, o clube da capital paulista deu respostas imediatas nos ataques seguintes e manteve o domínio e a boa diferença no placar nas mãos para encaminhar sua vitória com certa tranquilidade nos minutos finais.