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NBB CAIXA

Top 9 – Alas/Pivôs

27-10-2016 | 04:27
Por Liga Nacional de Basquete

Atléticos e versáteis: confira mais um capítulo da série Top 9 para o NBB CAIXA 2016/2017, com os nove principais alas/pivôs da nona edição da competição

Possivelmente a posição que exige mais versatilidade dentro do basquete, o ala/pivô precisa trabalhar tanto dentro quanto fora do garrafão. Seguindo a série Top 9 para a temporada 2016/2017 do NBB CAIXA, confira os nove principais alas/pivôs da nona edição da competição.

+Saiba mais: Confira o Top 9 alas para temporada 2016/2017 do NBB CAIXA

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a NBA, e conta com o patrocínio master da CAIXA, o patrocínio da SKY e os apoios do Ministério do Esporte e da Avianca.

Guilherme Giovannoni_BRA MVP das Finais

Tricampeão do NBB CAIXA, Giovannoni foi duas vezes o MVP das Finais da competição (Cadu Gomes/Divulgação)

– Guilherme Giovannoni (UniCEUB/Cartão BRB/Brasília)

Um dos maiores nomes da história recente do basquetebol nacional, Guilherme Giovannoni tem um currículo pra lá de invejável, que fala por si só. Após voltar do basquete europeu em 2009, o ala/pivô assinou contrato com o UniCEUB/Cartão BRB/Brasília e não largou mais a equipe candanga.

No Distrito Federal, Giovannoni conquistou nada menos que três NBB’s CAIXA (2009/2010, 2010/2011 e 2011/2012) e três Ligas Sul-Americanas (2010, 2013 e 2015), além de ser eleito MVP do nacional 2010/2011 e estar cinco vezes no Quinteto Ideial (2009/2010, 2010/2011, 2011/2012, 2014/2015 e 2015/2016).

O camisa 12 está no Top 5 de Pontos (com 4570, na 5ª colocação), Rebotes (com 1753, na 4ª colocação), Bolas de 2 pontos (com 1220, na 3ª colocação) e tem a melhor média de eficiência da história do NBB CAIXA (20,03 por jogo). Na temporada passada, aliás, foi o líder em valorização, com média de 17,2 por jogo.

A experiência de Giovannoni não se limita apenas ao NBB CAIXA. Na Seleção Brasileira, o ala/pivô tem um currículo que poucos tem, com nada menos que seis Copas Américas (2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2015), quatro Copas do Mundo (2002, 2006, 2010 e 2014) e dois Jogos Olímpicos (2012 e 2016), na última com grandes atuações contra Argentina e Croácia.

– Chris Hayes (Universo/Vitória)

Em sua terceira passagem pelo basquete brasileiro, o norte-americano Chris Hayes chega com boa experiência de NBB CAIXA. Depois de jogar no Flamengo em 2011/2012, o ala/pivô teve uma breve aparição no Franca em 2013/2014 e depois foi para o Limeira para as temporadas em 2014/2015.

Com 2,03m de altura e braços longos, o esguio Hayes também é dono de uma técnica apurada e um bom chute de fora. Desta forma, faz com que seu jogo agregue muito às equipes em que atua, pois tem capacidade de ajudar tanto dentro quanto fora do garrafão, com arremessos longos e infiltrações precisas.

No atual elenco do técnico Régis Marrelli, o norte-americano, de 29 anos, tem papel fundamental e já vem sendo bastante explorado nos torneios de pré-temporada que a equipe vem disputando. Podemos esperar, portanto, um Chris Hayes bastante ativo com a camisa do rubro-negro baiano no NBB CAIXA 2016/2017.

Jefferson, do Bauru

Sétimo maior arremessador de 3 pontos da história do NBB CAIXA, Jefferson não poderia ficar de fora do Top 9 – Alas/Pivôs (Fotojump/LNB)

– Jefferson William (Gocil/Bauru Basket)

Jefferson é um grande nome do basquete brasileiro na atualidade. Dono de um arremesso mortal, o ala/pivô usa de seus 2,07m de altura para efetuar seus chutes com mais facilidade, o que o torna um atleta muito difícil de ser marcado. Somado à sua boa técnica fora do perímetro, o camisa 11 pode ser utilizado como ala 3 diante de uma formação mais alta dentro de quadra.

Das oito temporadas do NBB CAIXA que disputou, Jefferson chegou às semifinais em sete, com direito a cinco Finais. Ainda falando do maior campeonato do país, o jogador é o décimo maior cestinha, com 3537 pontos, quinto maior reboteiro, com 1733, sétimo maior nas bolas de 3 pontos, com 525, e o quinto que mais fez duplos-duplos na história do NBB CAIXA, com 44.

Desde que chegou ao Bauru, Jefferson foi campeão da Liga Sul-Americana, da Liga das Américas e conquistou dois vice-campeonatos do NBB CAIXA e um do Mundial de Clubes da FIBA. Pela Seleção Brasileira, disputou uma Copa América em 2005 e dois Campeonatos Sul-Americanos (2014 e 2016), ambos com médias superiores a 12 pontos e 5 rebotes por jogo.

– Olivinha (Flamengo)

Olivinha é outro atleta que dispensa comentários. Aos 33 anos, o ala/pivô nascido no Rio de Janeiro é eficiência pura e pode ser considerados um dos jogadores mais voluntariosos da história do NBB CAIXA. Seu jogo não tem segredo nem invenção. É o arroz e feijão. Ele é o famoso “lixeiro”: pega as sobras, as rebarbas, e faz cestas. Mas ele faz isso como ninguém.

Com um feeling incrível nos rebotes, o atleta é o maior reboteiro de toda a história da competição, com 2323 no total. Além disso, Carlos Alexandre do Nascimento aparece como sexto maior cestinha de todos os tempos da competição, com 4303 pontos, e lidera também o ranking de duplos-duplos na história, com 93 – 24 a mais que o segundo colocado, Murilo Becker, do Vasco, que tem 69.

Mas sem falar de números, Olivinha tem um currículo de dar inveja a muitos. Desde que chegou ao Flamengo, em 2012/2013, conquistou nada menos que quatro títulos do NBB CAIXA, uma Liga das Américas e o histórico Mundial de Clubes da FIBA em 2014, diante do campeão europeu Maccabi Tel-Aviv (ISR), principal glória de todos os tempos do basquete do clube da Gávea.

Sua eficiência foi reconhecida e Olivinha foi convocado para a Seleção Brasileira quatro vezes nos últimos anos. Neste período, participou de uma Copa América em 2015, do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e de dois Sul-Americanos (2014 e 2016), no último deles com média de 14,5 pontos por jogo.

Agora voltando ao NBB CAIXA, o ala/pivô está em grande fase e foi um dos grandes nomes do tetracampeonato consecutivo do Flamengo. No último, obteve médias de 12,5 pontos e 7,2 rebotes na decisão contra o Bauru, com direito a atuação de 22 pontos, nove rebotes e 27 de eficiência no Jogo 5, e foi eleito o MVP das Finais. Com isso, chega embaladíssimo para a nona edição do nacional.

Olivinha, do Flamengo

Com médias 12,5 pontos e 7,2 rebotes por partida na decisão, Olivinha foi eleito MVP das Finais do NBB CAIXA 2015/2016 (Fotojump/LNB)

– Rafael Mineiro (Flamengo)

Rafael Mineiro iniciou sua trajetória no NBB CAIXA ainda jovem, em 2008/2009, com 20 anos, atuando pelo Paulistano. Mas desde aquela época já mostrava um enorme potencial, que vem notados nos dias de hoje. Hoje com 28 anos de idade, Mineiro aparece como um dos grandes atletas de sua posição e faz parte de um dos principais elencos do basquete nacional.

Campeão do último NBB CAIXA pelo Flamengo e integrante do Quinteto Ideal da edição 2012/2013, quando atuou pelo Pinheiros, o jogador nascido em Uberaba (MG) teve sua qualidade reconhecida não só por seu clube. Em 2015, foi contratado pontualmente pelo Bauru para o Mundial de Clubes contra o Real Madrid (ESP) e para a turnê de amistosos na pré-temporada da NBA, contra New York Knicks e Washington Wizards.

Com 2,09m de altura, Mineiro sabe muito bem usar seu potencial físico, seja para pegar rebotes, para infiltrar, mas principalmente na defesa – um de seus pontos mais fortes. Nos últimos anos o jogador tem sido figurinha carimbada na Seleção Brasileira, e disputou nada menos que quatro Sul-Americanos (2010, 2012, 2014 e 2016), uma Copa América (2015) e participou do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015.

– Renan Lenz (EC Pinheiros)

Um dos atletas que vem demonstrando maior evolução nos últimos anos no basquetebol brasileiro, Renan Lenz deve ter ainda mais importância para o Pinheiros no NBB CAIXA 2016/2017. Apesar de se destacar pela altura e envergadura, que fazem dele uma ótima peça debaixo da cesta, o ala/pivô vem apresentando um desempenho notável nos arremessos de 3 pontos.

Após tentar apenas três tiros de fora do perímetro na temporada 2014/2015 da competição nacional, em que disputou pelo São José, Renan tentou 119 arremessos de 3 pontos na edição 2015/2016 e teve aproveitamento de 41,2%. No Campeonato Paulista deste ano, os números do ala/pivô cresceram ainda mais, com 46,1% de precisão no quesito, segundo melhor da competição entre jogadores que tentaram ao menos 50 arremessos.

A evolução não foi só nos arremessos de 3 pontos. Se compararmos o NBB CAIXA 2014/2015 com a última edição, já com a camisa do Pinheiros, Renan aumentou suas médias em todos os quesitos. Foram 5,1 pontos e 2,4 rebotes por partida de média a mais da temporada disputada pela equipe da capital paulista para com a realizada pelo time joseense.

Teichmann, do Rio Claro

Líder de enterradas do último NBB CAIXA, Teichmann anotou nada mais nada menos que 42 cravadas na temporada (Luiz Pires/LNB)

– Teichmann (Rio Claro Basquete)

Líder de rebotes e enterradas do último NBB CAIXA, Teichmann não poderia ficar de fora desta lista. Presente em todas as edições da competição, Guilherme Frantz Teichmann veste hoje seu quarto uniforme dentro do campeonato. Além de seu time atual, Rio Claro, o ala/pivô defendeu o Limeira (2008/2009 e posteriormente nas temporadas de 2013/2014 e 2014/2015), o Flamengo (de 2009/2010 a 2011/2012) e Franca (2012/2013).

Exímio defensor, Teichmann é nada mais nada menos que o líder de tocos da história do NBB CAIXA, com 221 bloqueios alcançados ao longo das 251 partidas que atuou. Além deste recorde, o ala/pivô também está presente no Top 10 de outros dois quesitos. Guilherme é o segundo jogador que mais enterrou na competição, com 235 cravadas, e o nono maior reboteiro, com 1485 sobras.

Na edição passada da competição, Teichmann foi peça fundamental no elenco rio-clarense, que fez campanha notável. Com média de 16,81 de eficiência por partida, o ala/pivô liderou o time no quesito. O Rio Claro, que disputava seu segundo NBB CAIXA, terminou a fase de classificação na oitava colocação e, além de se classificar pela primeira vez aos playoffs, venceu a série oitavas de final diante do Franca, por 3 a 2, e só acabou parado pelo campeão Flamengo, nas quartas de final.

Marcus Toledo, da Seleção Brasileira

Extremamente versátil, Toledo estava na Seleção Brasileira que terminou em segundo lugar no Sul-Americano de 2016 (Divulgação/FIBA)

– Marcus Toledo (Solar Cearense)

Força, explosão e versatilidade são alguns dos atributos que melhor caracterizam Marcus Toledo. Capaz de atuar tanto de ala, quanto de ala/pivô e até mesmo de pivô, em algumas situações, o camisa 13 do Basquete Cearense é um sonho para qualquer time.

Após ir para o basquetebol espanhol, aos 17 anos, Toledo circulou por alguns times do país europeu antes de voltar para o Brasil. Em 2013, aos 27 anos, Marcus assinou contrato com o Mogi, time pelo qual disputou seu primeiro NBB CAIXA e fez história, ao participar da campanha que colocou a equipe mogiana pela primeira vez na fase semifinal da competição.

Após uma temporada pelo Mogi, Toledo foi para o EC Pinheiros, onde jogou o NBB CAIXA 2014/2015, e agora caminha para sua segunda temporada com o Basquete Cearense. Na primeira pela equipe nordestina, Marcus foi peça fundamental do elenco que realizou a melhor campanha da história do time na competição nacional. Quarto colocado na fase de classificação, o elenco comandado por Alberto Bial se classificou direto para fase quartas de final dos playoffs.

Toledo ainda acumula diversas passagens pela Seleção Brasileira. Algumas das mais notáveis foram nas conquistas do Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro, e de 2015, em Toronto. Na mais recente, Marcus e o elenco verde-amarelo, comandado por Gustavo De Conti, terminaram na segunda colocação do Sul-Americano de 2016, disputado na Venezuela.

– Tyrone (Mogi)

Um dos norte-americanos mais familiarizados com o Brasil, Tyone Curnell é um dos principais ídolos da torcida mogiana. Natural de Nova York (EUA), o ala/pivô chegou ao Brasil pelo Palmeiras, time pelo qual disputou suas duas primeiras edições do NBB CAIXA (2012/2013 e 2013/2014).

Após o fim da equipe adulta do Palmeiras, Tyrone foi contratado pelo Mogi e a simbiose entre o atleta e a cidade paulista parece que durará muito tempo. Versátil, ágil e um showman, o norte-americano vem encantando o torcedor mogiano, seja com sua produtividade ou com suas jogadas plásticas dentro de quadra.

Na temporada passada, o ala/pivô teve sua maior eficiência dentro da competição (13,40 por partida), com médias de 11,0 pontos, 5,9 rebotes, 2,2 assistências e 1,3 bolas recuperadas ao longo das 40 partidas que realizou. Ou seja, produtivo em quase todos os quesitos do basquete.

Tyrone, do Mogi

Marcado pelas jogadas plásticas e muita raça, Tyrone é um dos principais ídolos da torcida mogiana (Luiz Pires/LNB)