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Ratificando as boas atuações da temporada passada, pivô Maique, do Macaé, anota 4 duplos-duplos nos 4 primeiros jogos da LDB 2015!

O pivô Maique, do Macaé, que já tinha feito uma boa LDB 2014, começou com tudo a 5ª edição da maior competição de base do esporte brasileiro!

Nas 4 primeiras partidas da equipe do litoral norte-fluminense, o pivôzão anotou nada mais nada menos que 4 duplos-duplos!

Na estreia macaense, Maique foi fundamental para a vitória do seu time sobre o Franca, 76-64. Ele registrou daqueles duplos-duplos maiúsculos e inquestionáveis, 26 pontos e 18 rebotes, sendo 10 ofensivos! Só um detalhe, toda equipe francana conseguiu 11 sobras na tábua de ataque, apenas um a mais que o pivô do Macaé.

Maique, do Macaé, em ação contra o Franca na 1ª rodada da LDB 2015.

Maique, do Macaé, em ação contra o Franca na 1ª rodada da LDB 2015.

Na 2ª rodada novo triunfo macaense e nova atuação de gala de Maique! O pivô conseguiu mais um duplo-duplo bem expressivo, 24 pontos e 17 rebotes e foi fundamental para a vitória do Macaé, 56-50 sobre o Bauru.

Na sequência o Macaé teve sua série invicta interrompida pelo Limeira, 76-57 para o time do interior de São Paulo. Apesar do resultado negativo, Maique cravou mais um duplo-duplo, 14 pontos e 10 rebotes.

Na 4ª rodada, novo revés macaense e novo duplo-duplo de Maique. Desta vez a derrota foi para o Rio Claro, 61-54, e os dígitos duplos do pivô foram conquistados ali, na conta do chá, 11 pontos e 11 rebotes, sendo 4 deles ofensivos.

Com 4 duplos-duplos nas 4 primeiras rodadas, Maique aparece com destaque nas estatísticas da LDB 2015!

3º cestinha da competição com 18,75 pontos por partida, ele registra média de duplo-duplo até aqui com 14 rebotes por jogo. Aliás, ele lidera as estatísticas de rebotes nesta edição da LDB, tanto no geral com 14 por partida, como nos defensivos e nos ofensivos caso a análise seja isolada, respectivamente com 9,25 e 4,75 por jogo.

Além disso, Maique é o jogador mais eficiente desse início de LDB 2015 com média de 26,75 pontos de valoração por partida.

O que não é pra menos, afinal, são 4 duplos-duplos em 4 jogos que transformam o pivô no SR. Duplo-Duplo desse começo da 5ª edição da Liga de Desenvolvimento de Basquete!

Imagem: LNB

Jogadas as 4 primeiras rodadas da LDB 2015, temos 4 equipes invictas e outras 5 que ainda não venceram; saiba como está a competição

A LDB 2015 começou com tudo!

Depois de 4 dias intensos, com 12 jogos em cada um deles, agora teremos uma pausa de 3 dias na maior competição de base do esporte brasileiro para que profissionais da NBA ministrem palestras e clínicas de aperfeiçoamento para atletas, treinadores e assistentes da nossa Liga de Desenvolvimento!

Passadas 4 rodadas, ainda temos 4 equipes invictas, todas elas do NBB; Minas, Pinheiros, Limeira e Rio Claro.

Pelos critérios de desempate o Minas lidera a competição e não é pra menos, o time de BH tem sido realmente arrasador e sua vitória por menos margem até aqui foi de 29 pontos, 86-57 contra o Basquete Curitiba. Nas outras 3 partidas vantagem superior a 30 pontos, 96-65 contra o Concórdia, 96-53 contra o Joinville e 104-52 contra o Grêmio Náutico União.

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Em 2º lugar aparece o Pinheiros com 3 dos seus 4 triunfos por vantagem superior a 20 pontos; 88-66 contra o Campo Mourão, 80-55 contra o Praia Clube e 78-51 contra a Seleção Brasileira Sub17. A única exceção foi a vitória por 17 pontos contra o Brasília, 72-55.

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Na sequência temos os vizinhos Rio Claro e Limeira, ambos invictos e com campanhas bem parecidas. O Rio Claro, 3º colocado, fez 290 pontos e tomou 214, o que dá um saldo de 76 pontos. Já os limeirenses anotaram 274 tentos e sofreram 212, o que lhes confere um saldo de 62 pontos e, por consequência, a 4ª posição na tabela de classificação, fechando o grupo dos invictos.

Logo após das equipes que ainda não perderam, temos 6 times com 3 vitórias e uma única derrota; o Basquete Curitiba, os atuais campeões do Basquete Cearense, o Sport, o Pequeninos Rhema de Campina Grande, o Franca e o Brasília, que ocupam entre o 5º e o 10º lugar na tabela de classificação, dispostos pela ordem apresentada no texto de acordo com os critérios de desempate.

Depois temos o grupo das equipes com 50% de aproveitamento (@V-2D) que é encabeçado pelo Paulistano (11º) e que ainda conta com Campo Mourão (12º), Seleção Brasileira Sub17 (13ª), Palmeiras (14º) e Macaé (15º).

Logo depois vem a turma com um triunfo e 3 reveses; Flamengo, São José, Bauru e Internacional de Regatas/Santos.

Fechando, 5 equipes que ainda não sentiram o gosto da vitória na 5ª edição da LDB; o Praia Clube que sedia esta 1ª etapa, o Botafogo, os catarinenses do Concórdia e do Joinville, além dos gaúchos do Grêmio Náutico União que, até aqui, ocupam a 24ª colocação de acordo com os critérios de desempate.

Imagens: LNB

No Pan 2015 o Brasil me fez lembrar os melhores times que vi jogar; a Iugoslávia do final dos anos 1980 e a Grécia de 2005

Por Bernardo Guimarães

E olha eu aqui escrevendo em 1ª pessoa de novo. Já é a 2ª vez nesta semana, mas fazer o que se essa seleção tem o poder de emocionar. E quando a emoção entra em quadra eu não posso falar pelo Território, órgão oficial mesmo que nem sempre oficioso, e só me resta colocar os eus no texto e bancar a assinatura do nome.

E pra começar, solto logo uma confissão!

Sim, eu me emocionei muito com o título do Pan de 87, mas o time que me fez realmente virar basqueteiro não foi a equipe de Oscar e Marcel, mas de Drazen, Vlade, Dino, Zarko e Toni. Sim, a Iugoslávia dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, o basquete mais bonito e vistoso que vi em toda minha vida.

Nem a derrota para a União Soviética na decisão, onde nada deu certo para os balcânicos, foi capaz de apagar da minha cabeça e do meu imaginário toda a magia daquele time dirigido por Dusan Ivkovic.

Sabe a expressão jogava por música? Aquela equipe era a música em pessoa, ou melhor, em forma de time de basquete!

Até antes da era digital eu guardava as fitas VHS das edições de 1989 e 1991 do EuroBasket, presentes de um padrinho maluco por basquete e que viveu as duas conquistas em Belgrado. O time dos meus sonhos venceu os dois europeus de forma invicta, com uma única vitória em dígito único em cada uma das edições, isso sim é dominância!

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Esse é o time dos meus sonhos! Nem o Bulls da era Jordan e nem todas as versões do Spurs do Pop se aproximam dessa equipe que, pelo menos construída pelo meu imaginário infantil, seria capaz até de derrotar os Looney Toones do Space Jam. Ou mesmo um time da Liga da Justiça com Super Homem, Lanterna Verde, Batman e tudo mais. Esses caras de nome estranho foram os heróis da minha infância e se transformaram no ideário do basquete perfeito na minha vida adulta.

Durante mais de uma década recorri ao vídeo-cassete como um oásis da bola laranja. E sempre que meu time perdia, na escola ou no clube, era a turma comandada por Ivkovic que me tirava da fossa.

Mas em 2005 uns caras com nomes ainda mais estranhos me fizeram balançar, ou pelo menos relembrar as sensações da infância de ver algo quase inacreditável.

Em Belgrado, terra dos meus heróis e de onde meu padrinho trouxe aquele que seria o meu maior tesouro, a Grécia conquistou a Europa e encantou o mundo com um basquete que há muito não se via. Comandada por Panagiotis Giannakis, o time helênico – com um grupo formado por 12 atletas com menos de 30 anos, 8 deles até 25 – venceu o Europeu e deixou a sensação que teríamos ali uma nova dinastia não só no Velho Continente, mas quiçá no mundo, algo que acabou não se confirmando com o passar dos anos.

Mas como esse time de 2005 jogava bonito. Parecia que o relógio de 24 segundos parava só para que pudéssemos ver mais um dois passes extras. A bola ia para o garrafão e voltava para a área externa numa desenvoltura como se o vai e vem fosse mesmo o caminho mais curto pra cesta.

Sem falar que os então garotos Zisis e Spanoulis pareciam ter sempre uma surpresa guardada, um Cavalo de Troia ou de Atenas se assim preferirem.

Na defesa, fúria e solidariedade, pareciam o exército Espartano na Batalha das Termópilas. Pressão ininterrupta na bola, muita ajuda e dedicação, um time incansável na batalha pela bola, pronto para aniquilar o oponente, uma equipe capaz de limitar a França de Parker e Diaw a míseros 50 pontos, sendo apenas 14 no primeiros 20 minutos do confronto.

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Falei tudo isso para dizer que o Brasil do Pan de Toronto me fez lembrar, e muito, a Grécia de 2005. Em estilo e beleza de jogo, na mudança de ritmo, no equilíbrio entre ataque e defesa e no controle da partida. É certo que não jogamos tão presos ao relógio como jogava aquela equipe do mestre Giannakis, mas tirando isso era como se o Brasil falasse grego.

Muita gente comparou a sobriedade ofensiva do time de Magnano com o Spurs de Gregg Popovich e seus passes extras.

Mas se é pra comparar, prefiro a comparação com a Grécia de 2005. Olhando hoje, até o uniforme azul não me parece coincidência.

E pelo menos pra mim, que guardo na memória as vivas lembranças do time que fez lembrar dos meus heróis iugoslavos, essa Seleção que venceu o Pan de Toronto será para sempre o Brasil que fala e joga grego!

Comemoração Brasil campeão Pan de Toronto

Imagens: DW, Greek Reporter e InovaFoto

Mais que a medalha de ouro, o título no Pan de Toronto representa a volta por cima da nossa Seleção e do basquete brasileiro!

Depois da última Copa América, quando fomos completamente dominados pelo Canadá e ainda perdemos para Jamaica e Uruguai, criou-se um clima de desconfiança não só em torno da Seleção Brasileira e de Rubén Magnano, mas do basquete brasileiro como um todo e, por consequência, do NBB.

E muito se falou que, sem nossas estrelas da NBA e do basquete europeu, não conseguiríamos ter uma Seleção competitiva e que o NBB ainda estava longe de formar gerações capazes de competir internacionalmente.

Diante de derrotas tão duras e da não classificação para a Copa do Mundo, algo que nunca havia acontecido, as críticas soaram como natural mesmo que, no cenário dos clubes, os times do NBB venham ganhando tudo nos últimos anos.

Aliás, desde 2013 só dá NBB nos torneios continentais das Américas e ainda tem o título Mundial do Flamengo pra engrossar a lista!

Mas enfim, depois da Copa América citada as feridas foram abertas e pareciam não cicatrizar.

Na Copa do Mundo da Espanha começamos muito bem, matamos o fantasma argentino que há tanto tempo nos perseguia, mas acabamos caindo diante da Sérvia que, depois, ficaria com o vice-campeonato.

E aí o que parecia perto de cicatrizar-se tornou a ser chaga aberta, expondo na carne as feridas da alma do basquete brasileiro.

Muito se falou após a derrota da Sérvia, inclusive algumas injustiças não só em relação a Rubén Magnano, o técnico principal da nossa Seleção, mas também em relação a sua comissão técnica. Não se pode crer ou imaginar que, nesse nível de competição, uma Seleção Brasileira vá para um jogo eliminatório contra a Sérvia sem que seus comandantes tenham preparado o time, feito os ajustes – palavra da moda – para um confronto tão importante.

É óbvio que a comissão técnica encabeçada por Magnano estudou a fundo os sérvios e passou a nossos jogadores tudo que eles poderiam e não poderiam fazer em quadra. Mas o basquete, como qualquer modalidade coletiva onde há o contato, é um jogo de imposição e o time balcânico, herdeiro por direito das tradições basquetebolísticas iugoslavas – uma das escolas mais tradicionais e belas da bola laranja – se impôs com maestria e fez uma partida simplesmente perfeita, honrando a história de Drazen Vlade, Toni e todos os demais que construíram o legado do basquete dos Balcãs.

benite-magnano-foto-inovafotoDito isso, chegou o Pan e muita gente fez questão de lembrar da tal Copa América. Existia um clima de pé atrás em relação à participação da nossa Seleção, principalmente após a saída de Raulzinho.

Fomos para Toronto com apenas 11 jogadores, o que já traz, por si só, uma certa desconfiança.

Começamos a campanha trucidando Porto Rico e, os pessimistas, se entreolharam como que perguntando, o que é isso?

Depois passamos pela Venezuela naquele que talvez tenha sido nosso pior jogo e, na última rodada da 1ª fase, vitória contra os Estados Unidos! Não vamos discutir aqui o nível da Seleção Americana, já o fizemos em outro texto e não voltaremos no assunto, pelo menos não aqui.

Na semi uma partida duríssima contra a República Dominicana. E não dá pra ignorar que nossa Seleção teve menos de 12 horas de descanso entre o confronto com os ianques e a semi, o que dificultou muito nossa jornada.

E na decisão mais um show, vitória maiúscula e incontestável contra o Canadá, equipe dona da casa e que era apontada pela grande maioria dos especialistas como a grande favorita ao título.

Mais que a medalha de ouro, que é sim importantíssima, o que nos deixou mais orgulhosos foi a maneira como a Seleção Brasileira, formada em grande parte por atletas do NBB (9 dos 11), jogou!

Um basquete altruísta, solidário, competitivo e lindo de se ver!

O 1º título oficial de Rubén Magnano à frente da nossa Seleção, a 1ª conquista da equipe e verde e amarela desde a criação do NBB!

Sem dúvida alguma Toronto serviu pra cicatrizar as feridas e devolver ao torcedor a confiança em nosso time nacional!

Mais que a medalha de ouro, o título no Pan de Toronto representa a volta por cima da nossa Seleção e do basquete brasileiro, representados nas figuras de Rubén Magnano, de sua comissão técnica e, mais, do NBB como um todo!

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Imagens: InovaFoto

Muito se fala sobre o nível do Pan, mas desde 2007 nossa Seleção não levantava um troféu de campeão. Então vamos celebrar!

Quem navega nas redes sociais, acaba se deparando com tudo, mas tudo mesmo!

Nos últimos dias muito tem se falado e discutido sobre o nível dos Jogos Pan-Americanos e, puxando a sardinha pro nosso lado, vamos manter aqui a discussão única e exclusivamente sobre o basquete masculino.

Discussão essa que foi intensificada e exacerbada após a vitória brasileira sobre os Estados Unidos, o que se repetiu depois do triunfo sobre o Canadá e a conquista da medalha de ouro.

E no argumento dos que queriam desmerecer as vitórias e a conquista brasileira, havia uma verdadeira sopa de letrinhas.

Que o Pan é uma competição de nível B, que os Estados Unidos estavam com sua Seleção Z e o Canadá com seu time, vejamos, C ou D.

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Bom, aqui vale levantar alguns pontos.

Está bem claro que os Jogos Pan-Americanos como um todo não têm mais a importância e a representatividade que tinham há 30, 40 anos atrás. O mundo mudou e os Jogos também. Mas uma coisa não mudou de lá pra cá e, talvez, nunca mudará, a importância de se ganhar um título e a emoção que isto causa não só nos protagonistas, mas nas outras pessoas também. O Pan pode não ter mais a importância que tinha em 1987, mas continua sendo um título importante e capaz de emocionar, atletas, comissão técnica e torcedores!

Os Estados Unidos sempre serão os Estados Unidos quando o assunto for basquete. Não importa se é o time com tops da NBA, com universitários do 1º ou do 2º escalão, com atletas dos grandes times europeus ou os nem tão grandes assim e até mesmo um catadão dos perdidos pelo mundo. Botou aquela camisa com a inscrição USA tá representando os Estados Unidos e, pode apostar, existe qualidade, e muita ali. Quem já teve oportunidade de jogar contra um time americano ou mesmo bater uma bola, no 1 contra que seja, contra um ianque, sabe do que estamos falando, os caras nasceram pra jogar basquete e vencê-los é – independente das condições – sempre foi e provavelmente sempre será um grande feito esportivo!

Sobre a sopa de letrinhas das equipes, B, C, D ou Z, vale ressaltar que ninguém foi a Toronto com sua força máxima.

O Andrew não era o Wiggins e não tínhamos LeBron, Scola e nem Leandrinho, assim como Horford, Vásquez, Ayón e Arroyo viram os jogos só pela televisão.

Ou seja, ninguém foi ao Pan com força máxima e, dentro dessa realidade e, por assim dizer, em igualdade de condições, ninguém jogou um basquete tão bonito e competitivo como a nossa Seleção!

Então, deixemos os pessimistas de lado porque, pra puxar pra baixo, já temos a gravidade, e vamos comemorar o título!

Imagem: Instituto de Educação Financeira