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FIBA promove algumas pequenas mudanças técnicas em suas regras; novas normas serão válidas a partir do dia 1º de outubro

A entidade máxima do basquetebol mundial promoveu uma série de mudanças em suas regras. As novas leis criadas pela FIBA serão válidas em competições a partir do dia 1º de outubro de 2014.
 
A FIBA procura sempre atualizar e melhorar suas regras de dois em dois anos, sempre após o término ou dos Jogos Olímpicos ou da Copa do Mundo de Basquete.

 No geral, o fã do basquete não precisa ficar preocupado com as novas regras, pois as mudanças não foram radicais. As alterações nas normas têm tudo para deixar o esporte da bola laranja ainda melhor e mais dinâmico.

Para Paulo Bassul, Gerente técnico da Liga Nacional de Basquete, a maioria das regras foram satisfatórias, apenas a mudança nos pedidos de tempo não foi de seu agrado.

“Gostei de quase todas as mudanças aplicadas pela FIBA, principalmente a alteração da regra do rebote ofensivo. É positivo para o dinamismo do jogo e adequado, considerando-se que a bola já está no ataque e não há a necessidade de mais 24 segundos para organizar o ataque novamente”

“A nova regra do tempo debitado deixa a partida mais dinâmica, porém não me agrada a alteração do ponto de vista do trabalho do técnico, uma vez que o mesmo perderá uma chance de conversar com sua equipe, caso não utilize um dos três tempos antes”.

Entre todas as mudanças, as mais relevantes são:

O ala/pivô Jefferson, do Bauru, já está dentro da regra e usa a camisa número 1 no Campeonato Paulista

O ala/pivô Jefferson, do Bauru, já está dentro da regra e usa a camisa número 1 no Campeonato Paulista

- Numeração dos jogadores:

A antiga regra previa que as equipes teriam que ter jogadores com numeração de 4 até 15, porém as federações permitiam que em seus campeonatos nacionais as equipes podiam usar qualquer número, desde que possuíssem até dois dígitos (4 até 99). Na nova norma, a FIBA utiliza o mesmo sistema de numeração da liga norte-americana. Todos os times tem direito a usar em seus jogadores ao numerações de 0 e 00 e de 1 até 99.

- Tempo concedido:

A regra nova da FIBA sobre os números de tempos de dá a cada equipe dois pedidos de tempo na primeira etapa da partida. Na etapa derradeira, cada equipe terá à disposição três novos pedidos de tempo, sendo que cada time terá um máxi

mo de dois tempos nos dois últimos minutos de partida.

Caso a partida vá para a prorrogação, um tempo será debitado para cada equipe.

- 24 segundos:

A regra dos 24 segundos após o rebote também mudou. Caso a equipe que esteja defendendo o arremesso pegue o rebote defensivo, os 24 segundos para definir a jogada se mantém. Já para o time de ataque, caso erre o arremesso e recupere a sobre ofensiva, na nova regra da FIBA serão renovados 14 segundos para o time definir novamente a jogada e não mais 24 segundos como antigamente.

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Com a nova regra, o time que ficar com o rebote ofensivo terá 14 segundos para definir a nova jogada (Divulgação)

- Falta técnica

Na regra antiga, a falta técnica contava apenas como uma falta pessoal e dava o direito do time que sofreu a falta bater dois lances livres e ter a posse de bola. Só exclusão do jogador caso ele cometesse duas faltas antidesportivas.

 Na regra nova, o jogador que for penalizado com duas faltas técnicas estará automaticamente expulso da partida.  Ao adversário que sofreu a falta, será concedido um lance livre seguido de nova posse de bola.

“Acredito que a mudança da regra das faltas técnicas ajudará na disciplina do jogo. A tendência é que, com alteração, diminuam as reclamações em demasia dos atletas e também as gesticulações em excesso para com a arbitragem, pois caso o jogador esteja pendurado com uma falta técnica, na segunda ocorrência dele ocasionará a exclusão automática da partida”, declarou Flávia Almeida, Coordenadora de Arbitragem da Liga Nacional de Basquete.

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15
setembro / 2014

Com três vitórias seguidas contra o Chicago Sky na série Final, Phoenix Mercury conquista seu 3º campeonato da WNBA

Com quinteto arrasador, Phoenix Mercury garante a temporada de 2014 da WNBA ao vencer o Chicago Sky por 3 a 0 na série final

Com quinteto arrasador, Phoenix Mercury garante a temporada de 2014 da WNBA ao vencer o Chicago Sky por 3 a 0 na série final

Na sexta-feira (12), o Phoenix Mercury se tornou o campeão da temporada de 2014 da WNBA. O time do Arizona venceu o Chicago Sky por 87 a 82 no terceiro jogo da série Final, fora de casa. Com a conquista, a franquia irmã do Phoenix Suns alcançou seu terceiro troféu da liga norte-americana.

O Phoenix Mercury foi soberano durante toda a série. Na sexta-feira, chegou a Chicago com o favoritismo, que era colocado em dúvida apenas pela ausência de sua pivô Brittney Griner. A jogadora de 2,03m e apenas 21 anos, responsável por 31 pontos, 13 rebotes e 12 tocos nas duas primeiras partidas, sofreu uma lesão no olho, passou por uma cirurgia e ficou de fora da partida decisiva.

Diana Taurasi, uma das melhores jogadoras de basquete feminino do mundo, marcou 24 pontos na última partida e acertou o arremesso que colocou o Mercury na frente nos últimos segundos

Diana Taurasi, uma das melhores jogadoras de basquete feminino do mundo, marcou 24 pontos na última partida e acertou o arremesso que colocou o Mercury na frente nos últimos segundos

Mas o time da técnica Sandy Brondello não se deixou abater. Apesar de não ter vencido pelos mesmos placares elásticos dos primeiros jogos (83 a 62 e 97 a 68), o Mercury contou com a incrível atuação do conjunto na equilibrada 3ª partida da série. O confronto foi decidido apenas nos segundos finais. Quando o relógio marcava apenas 15 segundos por jogar e o marcador estava empatado em 82 a 82, Diana Taurasi fez um arremesso desequilibrado, com apenas uma mão, para acrescentar mais dois pontos para o Mercury e ainda cavar uma falta.

Depois disso, o Chicago Sky teve mais uma chance de ataque, mas não aproveitou. Com mais dois lances livres, convertidos por Penny Taylor, o Phoenix alcançou o placar de 87 a 82 e conquistou o terceiro troféu da WNBA.

Diana Taurasi e Penny Taylor fizeram parte das três conquistas do Phoenix Mercury, em 2007, 2009 e agora em 2014

Diana Taurasi e Penny Taylor fizeram parte das três conquistas do Phoenix Mercury, em 2007, 2009 e agora em 2014

Fora de casa, a franquia do Arizona chegou ao topo da liga norte-americana com o status de um dos melhores times da história, sendo comparado ao Houston Comets e sua dinastia que dominou os primeiros anos da liga.

Diana Taurasi e Penny Taylor venceram o terceiro campeonato da WNBA, sendo as únicas do elenco atual que também estavam nas conquistas de 2007. DeWanna Bonner, que hoje está com o time, estava presente, assim como a americana e a australiana, em 2009.

O Phoenix Mercury se iguala ao Detroit Shock, que também ganhou três vezes a WNBA e foi uma das potências da liga norte-americana até ser relocado para Tulsa. Nas finais deste ano, o campeão ainda bateu dois recordes. O de tocos, com Brittney Griner, que deu oito bloqueios no primeiro jogo, e o de maior diferença no placar, de 29 pontos, na segunda partida da série. Diana Taurasi ainda empatou com Nikki Teasley em assistências, com 11.

Com pompa, o Phoenix Mercury levantou o terceiro banner de campeão na US Airways Center, em Phoenix. Depois de uma temporada na qual derrubou o principal time do campeonato, o Minnesota Lynx, e teve uma campanha quase impecável (29V-5D), com apenas uma derrota em casa, o Mercury deu exemplo dentro e fora de quadra e foi recompensado com seu 3º título.

Imagens: Phoenix Mercury

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Em sua última coluna, Dante De Rose relembra suas aventuras na Copa em terras espanholas e se despede do leitor do Território

Escrito por Dante De Rose Junior, direto da Espanha, a terra da Copa

Tudo o que é bom dura pouco.

E a Copa do Mundo de Basquetebol chegou ao fim. E mais uma vez tive a oportunidade de presenciar a maior festa do basquetebol mundial!

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Foram dezesseis dias de basquetebol. Pude ver grandes jogadores ao vivo, alguns que acompanho na telinha do computador, assistindo os campeonatos internacionais. Craques, feras que justificam minha admiração e respeito.

Pude vivenciar os mais diferentes sentimentos. A euforia pelas nossas vitórias. A decepção pela derrota que nos tirou a possibilidade de disputar uma medalha. A surpresa frente a resultados inesperados, como a vitória da França sobre a Espanha que gerou nos espanhóis um misto de espanto, decepção e revolta pela forma como a equipe foi dominada pelo competente e inteligente time francês.

Pude viver a emoção de estar bem pertinho da quadra assistindo de “camarote” o desfile de grandes feras do basquetebol: Pau Gasol, Teodosic, Batum, Bjelica, Rudy Fernandez, só para citar alguns e, é claro, nossos jogadores.

Participei de entrevistas coletivas nas quais técnicos e atletas tentavam explicar as derrotas e as vitórias aos jornalistas sedentos por essas explicações.

Vivi momentos nos bastidores, conhecendo um pouco mais da estrutura de uma competição desse porte. Entrevistei voluntários, pessoas responsáveis pela comida, torcedores e as dançarinas que se apresentam nos intervalos dos tempos solicitados pelos técnicos. Há quem diga que poderia haver uma inversão. As dançarinas se apresentariam e pediriam tempo. Aí entrariam os atletas para demonstrar suas habilidades em 50 segundos.

Mas não foi só de basquete que sobrevivi nesses dezesseis dias. Conheci pessoas, reafirmei amizades antigas, compartilhei grandes momentos com meus queridos companheiros de viagem (valeu Mário e Xinxa!). Conheci lugares e revi outros já conhecidos. Experimentei a cultura local, as comidas (e bebidas, é claro), a forma de viver dos nativos.

Em Barcelona, vi de perto a vontade de um povo em ser independente. Compartilhei as ruas onde milhões de pessoas se manifestaram pacificamente pelo direito de ser uma nação.

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Enfim, vivi um momento esplendoroso em minha vida. Mais um importante momento que o esporte me proporcionou. Que o basquetebol me proporcionou.

E ainda de quebra pude transformar tudo isto em informação através do Território. Obrigado Território por essa oportunidade!

Por isso tudo, agradeço. Agradeço ao esporte, aos amigos, ao basquetebol!

Agora é hora de voltar para casa. Rever meus queridos familiares. Retomar minhas atividades e, principalmente, esperar pelo nascimento da minha neta Manuela.

E que venham outros mundiais. E que eu possa estar novamente presente para renovar todos esses sentimentos e repassá-los a todos vocês que me honraram com sua atenção.

Um grande abraço a todos!

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Dante De Rose Junior é professor titular aposentado da USP e ex técnico de base. Atualmente é responsável pelo Viva o Basquetebol e colabora com a LNB no projeto da Liga de Desenvolvimento, onde atua como Coordenador de Sedes. Direto da Espanha ele escreve a coluna Dante na Copa, publicada no Território de dois em dois dias, acompanhe!

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Imagens: Xinxa Gaspar e On Comunicação Integrada
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Nem só de basquete vive a Copa Do Mundo. Dante de Rose apresenta o trabalho das Red Foxes, uma das atrações dos intervalos na Espanha

Escrito por Dante De Rose Junior, direto da Espanha, a terra da Copa

Os jogos de basquetebol em grandes eventos caracterizam-se por apresentar várias atrações nos pedidos de tempo e nos intervalos.

Aqui na Espanha, tivemos bandas de percussão, competições de arremessos entre torcedores, malabaristas que dão nó na bola de basquete, show de enterradas malucas, entre outras atrações.

Mas, inquestionavelmente, a atração mais esperada é o grupo de dançarinas que se apresenta para a alegria da torcida.

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Red Foxes em ação na Copa do Mundo de Basquete. Foto: Dante De Rose Junior

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A capitã das Red Ffoxes, Dasha Bomok, e Elena Rozkova, a criadora do grupo. Foto: Dante De Rose Junior

E eu tive a oportunidade de conversar com Elena Rozkova e Dasha Bomok, respectivamente a criadora/diretora e a capitã do grupo Red Foxes (Raposas Vermelhas).

Este grupo existe desde 2001 e foi criado por Elena que foi ginasta, jogadora de basquete e dançarina. O grupo é ucraniano, mas também tem garotas lituanas.

Aqui na Copa do Mundo elas se apresentam com 11 dançarinas escolhidas entre um grupo maior, de cerca de 30 garotas que se revezam nos eventos em que participam. Além das artistas e da Diretora, as Red Foxes tem um manager e um cinegrafista que as acompanha para realizar as filmagens que servem para divulgação do trabalho e também para análises e correções das coreografias.

As Red Foxes já se apresentaram nos Jogos Olímpicos de Pequim e Londres, nos Mundiais do Japão e Turquia e nos torneios da Euroliga de basquetebol. Mas não é só no basquete que se pode ver as apresentações do grupo. Elas também participam em competições de voleibol e futebol de praia.

Atualmente, as Red Foxes têm patrocínio e são contratadas pelas federações, muito diferente do que acontecia no início.

Elas também não escaparam dos problemas políticos na Ucrânia. Algumas meninas não puderam continuar o treinamento pelo fato de suas famílias terem que se mudar das regiões de conflito. Algumas meninas da Lituânia foram também impedidas de continuar no grupo, pois os treinamentos na Ucrânia foram considerados perigosos. Para a Copa do Mundo, as Red Foxes tiveram que ir treinar na Lituânia e algumas meninas foram impedidas de vir à Espanha porque tinham visto limitado a 5 dias, o que impediu que continuassem os treinamentos.

Falando em treinamento, a Diretora Elena explicou que elas treinam três vezes por semana, cerca de duas a três horas por dia. Antes desta Copa do Mundo elas treinaram três semanas diariamente porque o convite para participar chegou muito próximo da competição. O treinamento é basicamente com atividades de dança, havendo também musculação. Mas não é só o treinamento prático que é realizado. As meninas têm aulas de interpretação, maquiagem e também de comunicação com a imprensa que, segundo Elena, é muito importante pois elas estão representando o país e têm que saber se comunicar corretamente.

As coreografias, criadas por Elena e um grupo de colaboradores, duram entre 45 e 54 segundos, tempo permitido para as apresentações durante os pedidos de tempo. Para este campeonato foram selecionadas 30 coreografias entre as 310 que o grupo possui. As roupas também são escolhidas pela Diretora e pela Capitã e são trocadas em menos de 1 minuto entre uma coreografia e outra.

As músicas escolhidas levam em consideração o país onde estão se apresentando, o envolvimento do público e até mesmo a situação do jogo no momento da apresentação. Elas têm um roteiro pré-estabelecido, mas também um plano B para modificar o roteiro quando necessário.

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Um detalhe importante. Elas deixam claro que não são cheerleaders, e sim um grupo de danças.

Além de dançar, a capitã Dasha Bomok exerce uma função muito importante, é ela quem faz o “meio de campo” entre a Diretora e o grupo. Ela também coordena os treinamentos, define e analisa as apresentações e cuida do ambiente interno do grupo.

A diretora Elena pensa em parar depois desta Copa do Mundo. Mas com a perspectiva de realizar o sonho de ir ao Rio de Janeiro em 2016 deve adiar essa decisão. Aliás, segundo Dasha, essa decisão é tomada todos os anos há cinco anos, mas o amor de Elena pelo grupo e os pedidos das dançarinas para que fique acabam fazendo com que ela sempre mude de ideia.

Dante De Rose Junior é professor titular aposentado da USP e ex técnico de base. Atualmente é responsável pelo Viva o Basquetebol e colabora com a LNB no projeto da Liga de Desenvolvimento, onde atua como Coordenador de Sedes. Direto da Espanha ele escreve a coluna Dante na Copa, publicada no Território de dois em dois dias, acompanhe!

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Imagens: Dante De Rose Junior e On Comunicação Integrada
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Eliminadas por rivais, duas das gerações mais vitoriosas do basquete no Século 21 podem dar adeus aos torneios internacionais

Espanha e Argentina entraram na Copa do Mundo 2014 com objetivos diferentes. É claro que os “hermanos” queriam conquistar o título que não vem há 64 anos, mas sem dois de seus principais jogadores, o selecionado argentino era um time projetado para parar nas oitavas ou até mesmo quartas de final. Por outro lado, jogando em casa, com toda a torcida em seu favor, o objetivo da Espanha era somente a medalha de ouro, qualquer coisa fora disso seria considerado um fiasco.

Depois de cinco vitórias fáceis nos cinco jogos da fase de grupos da Copa do Mundo e também um triunfo tranquilo diante da seleção de Senegal nas oitavas de final, a Espanha teve de encarar a grande rival França na fase quartas de final.

As duas seleções estavam presentes no Grupo A e apesar da vitória no primeiro encontro por 88 a 64, a última partida eliminatória entre as duas seleções não havia sido favorável para a Espanha. No ano passado, os dois países já haviam se encontrado na semifinal do Campeonato Europeu 2013, disputado da Eslovênia. Naquela partida, o armador Tony Parker, com 32 pontos, liderou a vitória e a vaga francesa na final do torneio por 75 a 72.

Infelizmente para os espanhóis, na Copa do Mundo aconteceu exatamente a mesma coisa. Apesar de serem considerados favoritos para vencerem a partida de quartas de final, a Espanha foi desbancada pela França, com derrota acachapante de 65 a 52.

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Com derrota para a França nas quartas de final, a seleção espanhola não cumpriu seu objetivo de vencer a Copa do Mundo em casa (FIBA/Divulgação)

A Argentina chegou ao Mundial não contando com Manu Ginobili e Carlos Delfino, dois de seus melhores jogadores. Mesmo assim, o elenco argentino possuía talento para fazer uma boa fase de grupos e possivelmente brigar por uma vaga dentre os seis melhores do Mundial.

Na primeira fase, apesar de ser derrotada por Grécia e Croácia, a Argentina conseguiu fazer muito bem seu papel em vencer as equipes mais fracas do grupo (Senegal, Porto Rico e Filipinas). Terminando a etapa de grupos com três vitórias em cinco jogos, a Argentina ficou com a terceira colocação que dava o direito de enfrentar o Brasil, segunda melhor equipe do primeiro grupo.

Embora o retrospecto argentino fosse muito favorável contra o Brasil nas últimas competições internacionais, na Copa do Mundo da Espanha foi a vez do selecionado verde-amarelo dar o troco e eliminar a Argentina por uma vitória esmagadora de 85 a 65.

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Uma das gerações mais vitoriosas do basquete foi eliminada pela Seleção Brasileira nas quartas de final do Mundial (FIBA/Divulgação)

Após serem derrotados por seus maiores rivais, tanto Espanha quanto Argentina, terão que arcar com um processo de renovação de seus elencos, já que vários atletas consideram a aposentadorias de suas seleções.

É bem provável que depois desta derrota doída para a França, o quarteto que foi dominante na Europa no Século 21 e que passou perto de conquistar medalha de ouro nas olimpíadas se aposente da seleção roja.

É esperado que armadores Juan Navarro e José Calderón, de 34 e 32 anos respectivamente, e os pivôs Pau Gasol e Felipe Reyes, de 34 anos, se aposentem da seleção espanhola após o término da Copa do Mundo.

Apesar de não conseguir conquistar o Mundial disputado em solo espanhol, o quarteto se aposentará da seleção com o sentimento de dever cumprido.Duas medalhas de prata nos Jogos Olímpicos (2008 e 2012). Uma medalha de ouro no Mundial (2006). Duas medalhas de ouro (2009 e 2011), duas de prata (2003 e 2007) e duas de bronze (2001 e 2013) no Campeonato Europeu. Esse é o “currículo” do quarteto Navarro, Calderón, Gasol e Reyes.

Com apenas 23 anos, Rúbio já é um dos jogadores mais importantes da seleção espanhola (FIBA/Divulgação)

Com apenas 23 anos, Rúbio já é um dos jogadores mais importantes da seleção espanhola (FIBA/Divulgação)

Para se ter noção da importâncias destes jogadores para a Espanha, basta ver as conquistas antes deles participarem da seleção. Antes das grandes conquistas do século 21, a seleção espanhola de basquete masculino só havia faturado uma medalha de prata nas Olimpíadas de 1984 e condecorações de prata em 1935, 1973, 1983 e 1999 e de bronze em 1991 no Campeonato Europeu.

Apesar de perder os nomes mais importantes de sua história, a torcida espanhola não precisa temer pelo futuro de seu selecionado no basquete. Mesmo que Marc Gasol, Rudy Fernandez e Sergio Rodríguez já estejam na casa dos 30 anos, nomes como Ricky Rúbio, de 23 anos, Sergio Llull, de 26 anos, Serge Ibaka, de 24 anos, Nikola Mirotic, de 23 anos, e até mesmo o ala/armador Alex Abrines, de apenas 21 anos, são nomes fortes para comandarem a Espanha a partir das próximas competições.

Pelo lado da Argentina a situação é mais complicada. Sete jogadores que estiveram presentes na conquista do ouro olímpico em 2004 correm o risco de deixarem de jogar com a camisa Albiceleste, são eles: Pablo Prigioni, de 37 anos, Leonardo Gutiérrez, de 36 anos, Walter Herrmann, de 35 anos, Luis Scola, de 34 anos, Andrés Nocioni, de 34 anos, Manu Ginobili, de 37 anos e Carlos Delfino, de 32 anos, que não puderam participar da Copa do Mundo de Basquete por conta de lesão.

Pelo visto, caso ocorra a maioria das aposentadorias dos jogadores, a renovação da seleção argentina deverá ser quase completa, já que o treinador Julio Lamas, que está no cargo desde 2010 terminou seu ciclo como técnico da seleção.
 
O seleto grupo de sete jogadores escreveram seus nomes da história do basquete da argentina e também do mundo. Depois de 12 títulos dos Estados Unidos, dois da União Soviética e um da Iugoslávia, um país da América do Sul conquistou a medalha de ouro olímpica. Com show de Ginóbili e Scola, com média de 19,3 e 17,6 pontos de média respectivamente durante todo o torneio olímpico, a Argentina conquistou a medalha dourada nas Olimpíadas de 2004, disputada em Atenas.   

Outros resultados notórios desta geração argentina: uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2008, uma medalha de prata na Copa do Mundo em 2002 e condecoração de ouro em 2011, três de prata em 2003, 2005 e 2007, e duas de bronze em 2009 e 2013 da Copa América.

É claro que não será nada fácil a renovação da Argentina, porém os “hermanos” possuem bons jovens jogadores que podem manter o país no mais alto escalão do basquete mundial. 

O principal nome sem dúvida é Facundo Campazzo. Com apenas 23 anos, porém já com boa bagagem pela seleção, dois prêmios de MVP do Campeonato Argentino e agora atleta do Real Madrid, Campazzo pode e deve liderar a Argentina pelos próximos anos.

Outros jogadores que estiveram presentes na Copa do Mundo e estão marcados como o futuro da seleção argentina são: Nicolas Laprovittola, de 24 anos, Marcos Délia, de 22 anos, Matias Bortolín, de 21 anos e Tayavek Gallizzi, de 21 anos.

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Laprovittola, armador do Flamengo, é um dos jovens talentos da seleção argentina (FIBA/Divulgação)

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