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O Clássico dos Parques

03-12-2022 | 07:37
Por Gustavo Marinheiro

Neste domingo (04/12), acontece o Desafio dos Parques, o evento mais clássico do basquete de rua em São Paulo, realizado na meca do streetball: O Ibirapuera

Presente por dez anos no calendário dos basqueteiros Paulistanos, o Desafio do Parques é um evento que celebra o basquete de rua e o hip-hop, exaltando e celebrando a cultura em uma das datas mais importantes do calendário brasileiro: Dia 20 de novembro, o dia da Consciência Negra, tendo como palco o Parque do Ibirapuera, a meca do streetball no Brasil.

A única noticia ruim foi que a edição desse ano teve de ser encerrados sem um vencedor, afinal, a chuva impossibilitou a continuação do Desafio, que acabou às 14h. A parte final do evento, porém, já tem data definida: domingo (04/12), a partir das 09h.

Treino social com alunos do Kings Basketball junto de Henrique Coelho e Jefferson William, jogadores do NBB (Renan Martins/Em Quadra Foto)

O projeto foi fundado por Wagner Mamute, atual presidente e co-fundador da Associação de Basquete de Rua dos Parques de São Paulo, que após se aposentar do basquete profissional, se aproximou ainda mais do parque do Ibirapuera e do streetball.

“Em meados de 2012, conversando com meu amigo Fabricio, decidimos marcar um jogo com juiz profissional, já que nos parques geralmente são os jogadores que marcam as faltas. Esse foi o primeiro Desafio dos Parques, um jogo entre Villa-Lobos e Ibirapuera. Esse foi o inicio, mas só pra deixar claro: ganhamos!”, afirmou Wagner Mamute.

Apresentação de Break Dance que aconteceu no dia 20 (Renan Martins/Em Quadra Fotos)

O começo foi muito difícil. Sem tanta visibilidade para o basquete de rua e com a cultura do hip hop no geral fora dos holofotes, fez com que o projeto demorasse para engrenar. Com a explosão das redes sociais, dos vídeos de basquete de rua e do aumento da cultura, a ABRSP conseguiu elevar o nível do evento, criando um marco no calendário dos basqueteiros.

“O intuito sempre foi fomentar o esporte, democratizar o acesso ao basquete. Não existiam essas ativações que existem hoje, mas hoje a cultura cresceu e chegou a outro nível. No dia 20, tivemos mais de 1500 pessoas assistindo rotativamente o evento, além de mais de 250 atletas, artistas e funcionários praticando e participando do evento”, disse Marcelo Forroni, da MF Consultoria, consultora do evento.

Ao longo dos anos, o Desafio dos Parques deixou de ser ‘apenas’ um confronto entre duas equipes, se tornando um evento lotado de ativações. O Desafio de Enterradas foi um dos primeiros a chegar, junto com os confrontos femininos.

Para esse ano, a novidade são as clínicas sociais com personagens como Janeth Arcain, Eduardo Agra e projetos sociais, além de apresentações de Break Dance (esporte que se tornou modalidade olímpica) e um Desafio de Habilidades promovido para os espectadores presentes.

Eduardo Agra, filho de Nilton Agra, junto de alguns dos árbitros da partida (Renan Santos/Em Quadra Foto)

Um dos momentos mais bonitos dessa edição foi a homenagem para um dos ícones do basquete brasileiro: Nilton Agra, ex-arbitro brasileiro de basquete, pai de Eduardo Agra e um únicos a participar de todas as competições profissionais possíveis para um brasileiro. Nilton Agra faleceu em junho deste ano, e além de receber homenagens do público, teve seu nome estampado nos uniformes dos árbitros da partida.

Outro ponto relevante na realização desse evento é o uso do Parque do Ibirapuera, conhecido como meca do basquete de rua. O Ibira foi um dos primeiros a receber o basquete de rua, ainda na década de 80, além de formar grande jogadores como Eduardo Agra, Marquinhos, e o mais famoso deles: Leandrinho Barbosa.

“Tem parques na zona sul, leste, norte, oeste, no fundão de todos esses lugares, mas o basquete bem praticado, com fundamento, com todos seus requintes, sem dúvidas é o Parque do Ibirapuera. Os outros parques mais periféricos fazem muito bem a sua parte, mas é muito representativo ter o Ibira como referência, mostra que estamos levando a cultura do basquete para outro nível”, disse Wagner Mamute.

O NBB é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), com chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e em parceria com a NBA e o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), e conta com os patrocínios oficiais da Penalty, EY, Sportsbet.io e apoio da IMG Arena, Genius Sports e Accor.