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20-04-2012 | 06:49
Por Liga Nacional de Basquete

Números de Franca na série contra o Paulistano mostram evolução defensiva da equipe de Hélio Rubens no mata-mata

Comemoração da equipe de Franca

Bom trabalho defensivo foi a arma de Franca para chegar às quartas de final (Newton Nogueira/Divulgação)

Atual vice-campeão do NBB e uma das equipes com elenco mais experiente no NBB, o Vivo/Franca mostrou que, apesar da campanha abaixo do esperado na temporada regular, continuam sendo uma equipe forte nos playoffs. Décimo colocado na fase de classificação, os francanos tinham pela frente nas oitavas de final o sétimo colocado Paulistano/Unimed, e sabiam que algo precisaria mudar para não ficar pelo caminho logo nas oitavas de final.

Conhecida pela tradição de boas defesas, a equipe francana não vinha bem neste quesito nesta temporada do NBB. Em 28 jogos na temporada regular, o time do técnico Hélio Rubens sofreu uma média de 83,5 pontos por jogo. Em nove oportunidades os rivais anotaram ao menos 90 pontos e em apenas quatro partidas os adversários ficaram abaixo dos 70.

Renato Carbonari, do Paulistano, e Drudi, do Franca

Sofrendo com a marcação francana, o Paulistano viu cair seu desempenho ofensivo (Fábio Figueiredo/Divulgação)

Na série diante do Paulistano, a defesa da equipe do interior paulista foi outra. Nos três duelos, Franca reduziu a média de pontos sofridos para 75,3 pontos, mais de oito pontos a menos que na fase classificação. E nos jogos 2 e 3 da série, limitou o time da capital a 68 e 69 pontos respectivamente.

Com muito esforço e trabalho coletivo, Helinho, Fernando Penna e Cia diminuíram em mais de seis pontos a média do rival, que na fase de classificação foi de 81,6 pontos.

Com o adversário errando mais, subiu também a média de rebotes. Nos 28 jogos da temporada regular a média foi de 29,5 rebotes por partida, já nos três jogos das oitavas de final este número foi de 31 por jogo.

“Eu atribuo esse crescimento ao tempo que a gente teve, mesmo durante da competição. O time foi ganhando esse entrosamento, a regularidade, esse conjunto. Ainda falta um pouco, mas tivemos um ganho”, comentou o técnico Hélio Rubens.

Os números defensivos ganham ainda mais importância quando se analisa as estatísticas do outro lado da quadra. O ataque francano, que anotou na fase de classificação 83,4 pontos por jogo, caiu ligeiramente de produção e nas oitavas registrou média de 81 pontos.

O aproveitamento nos arremessos também foi menor. No campeonato, Franca acumula um aproveitamento nos tiros de 3 pontos de 36% e de 53,4% nas bolas de 2 pontos. Nos três confrontos contra o Paulistano, os números caíram para 35% e 47% respectivamente.

“Eu acho que essa estatística é explicada porque o nível técnico é melhor agora. Você pode ter um aproveitamento bom contra uma equipe mais fraca, mas é uma ilusão. Nos playoffs, melhorando o nível dos adversários, também cai o índice de aproveitamento”, explicou Hélio Rubens.

Com a série das oitavas vencida por 3 a 0, o Franca aguarda a definição das demais séries para saber qual será o rival nas quartas de final.