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Do NBB para a final olímpica

19-11-2012 | 10:54
Por Liga Nacional de Basquete

Cristiano Maranho, um dos principais árbitros do país, conta como foi apitar a decisão do basquete masculino nas Olimpíadas de Londres

Cristiano Maranho realizou seu maior sonho da carreira (Luiz Pires/LNB)

Jogadores e técnicos do NBB passaram por uma grande experiência nas Olimpíadas de Londres, neste ano. Mas houve mais um personagem da competição que viveu nos Jogos Olímpicos um momento inesquecível na carreira. Se o time do Brasil não chegou à final, a arbitragem nacional esteve lá, com o paranaense Cristiano Maranho, que apita por Santa Catarina.

Maranho não foi o único árbitro brasileiro em Londres. O paulista Marcos Benito também atuou nas Olimpíadas, trabalhando inclusive na semifinal disputada por Espanha e Rússia. O grande momento da arbitragem nacional veio na decisão entre EUA e Espanha, quando o paranaense fez parte do trio que apitou a partida.

Durante a Clínica Internacional da FIBA Américas de Arbitragem, que aconteceu durante a semana passada em São Bernardo do Campo, o experiente árbitro falou sobre a emoção de estar na final olímpica. “Eu sempre falo para todo mundo quando me perguntam. A emoção é a mesma de um jogador que chega na decisão. O arbitro não leva medalha, mas você sai com ela no peito, que você apitou a final olímpica”, comentou.

O paranaense já esteve em uma decisão de Mundial (Turquia-2010), mas explicou que seu grande sonho sempre foi as Olimpíadas. “É o sonho da carreira de todo mundo. O arbitro internacional de basquete quer ir para as Olimpíadas. E quem está lá, quer ir para a final. É o sonho de todos, e poucos conseguem. Era o sonho da minha vida e graças a Deus consegui realizá-lo”, afirmou.

A tensão existiu, mas Maranho contou que não deixou a ansiedade tomar conta dele. “O frio na barriga antes do jogo existe para todos, mas quando você pisa dentro da quadra você tem de esquecer. Você está ali para ser o fiel da balança”, falou.

Já à pressão, foi superada por duas razões, segundo o árbitro. A primeira, pelo fato de a final ter sido muito disputada (EUA 107 a 100, abrindo vantagem só no fim); a segunda, pela experiência de apitar o NBB, que Maranho classifica como um dos campeonatos de basquete mais disputados do mundo.

“Em outras finais olímpicas, os EUA abriam uma vantagem muito grande. Um jogo com diferença grande para você administrar é muito difícil porque o time que está perdendo tem a frustração do jogador, do técnico. Quando o jogo está disputado, como foi lá, os times estão focados no jogo”, disse Maranho. “Como o NBB é um campeonato muito disputado, quem apita o NBB, está preparado para apitar qualquer campeonato do mundo. Então você está preparado para sentir a pressão”, completou.

Depois dessa experiência única, Cristiano Maranho, além de mais 51 árbitros, voltará a trabalhar no NBB neste fim de semana, na abertura da temporada 2012/2013 do NBB.