#JOGAJUNTO

NBB Caixa

Chamou e levou!

Bauru Basket BAU 73
x
81 Mogi MOG
17
1ºQ
X
21
21
2ºQ
X
22
21
3ºQ
X
11
14
4ºQ
X
27

Gin. Panela de Pressão

10 de maio de 2015

Com 16 pontos no último quarto, Shamell desequilibra, e Mogi abre série semifinal com expressiva vitória sobre Bauru em pleno Panela de Pressão

DOCUMENTOS:
Súmula Borderô
73
X
81
73
PTS
81
9
A3C
8
11
A2C
21
24
LLC
15
32
RT
27
13
ASS
11

Pts: Pontos RT: Rebotes ASS: Assistências A3C: Arremessos de três certos A2C: Arremessos de dois certos LLC: Lances livres certos
(*) Colocação refere-se a rodada em que esta partida foi realizada

A série semifinal entre Paschoalotto/Bauru e Mogi das Cruzes/Helbor foi aberta com um jogo de tirar o fôlego. Com extremo equilíbrio e altíssimo nível, o duelo deste domingo foi decidido nos detalhes, um detalhe que tem nome e sotaque norte-americano: Shamell. O camisa 24 mogiano mostrou que tem estrela, fez 16 pontos no último quarto e liderou o expressivo triunfo da equipe do Alto Tietê em pleno Panela de Pressão, por 81 a 73.

Com um total de 27 pontos, Shamell foi o cestinha e principal nome do Jogo 1 da disputa por uma vaga na Final do NBB 7 e ainda totalizou 22 de eficiência. Seu compatriota Tyrone Curnell, responsável por 19 pontos, sendo 17 deles no primeiro tempo, e seis bolas recuperadas, também merece destaque no êxito dos comandados do técnico Paco García e também deixou a quadra com 22 tentos de valorização.

“O Shamell é o cara mais valioso do campeonato, o cestinha de todos os tempos do NBB. Ele tem nossa total confiança e nós do time passamos isso pra ele, sabendo que ele pode decidir no final. O time tenta ajuda-lo da melhor maneira para ele poder decidir tranquilo quando precisa, e hoje não foi diferente”, declarou o pivô mogiano Wagner.

Depois de sair do Panela de Pressão vencedor, o Mogi conquistou sua primeira vitória sobre o Bauru na temporada, além de ser a primeira como visitante em toda a história do NBB. Antes do duelo deste domingo, seis partidas entre os dois times foram realizadas na temporada – duas no Paulista, duas na Liga Sul-Americana e duas na fase de classificação do NBB 7 –, todas elas vencidas pelos bauruenses.

“O Lula (Ferreira, técnico do Franca) conseguiu fazer um grande trabalho contra Bauru e tentamos absorver da melhor forma possível. Treinamos muito durante a semana, estudamos demais e viemos aqui sabendo que precisaríamos marcar forte pra vencer. Todo mundo que entrou ajudou demais, principalmente na defesa, e acho que esse foi o nosso ponto crucial para vencer”, declarou o pivô Paulão Prestes, do Mogi.

Pelo lado bauruense, o principal destaque foi o ala Alex Garcia, que registrou 19 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, números que somados resultaram em 26 de eficiência. Autor de 17 pontos e sete rebotes, o pivô Rafael Hettsheimeir foi outro que apareceu bem do lado dos donos da casa, assim como o armador Larry Taylor, responsável por 11 pontos, oito rebotes e quatro assistências.

“Foi um grande jogo e decidido nos detalhes. Nos faltou um pouco de concentração no final de todo mundo. É triste perder em casa, mas temos um time muito experiente e com maturidade suficiente para superar isso, não é uma derrota em casa que vai nos abater. Agora vamos descansar, temos um jogo terça-feira e vamos conversar para ajustar os erros e vencer o Jogo 2”, comentou o ala Gui Deodato, do Bauru, autor de oito pontos na partida.

Depois de largar na frente na briga por um lugar na decisão, o Mogi das Cruzes terá a chance de ampliar sua vantagem na disputa por um lugar na decisão da sétima edição do NBB  já na próxima terça-feira (12/05), novamente no Ginásio Panela de Pressão, na cidade de Bauru (SP), às 21 horas (de Brasília), também com transmissão ao vivo para todo o país através dos canais SporTV.

O jogo

O início da partida foi marcado pela ampla superioridade das defesas frente aos ataques, o que deixou o jogo bastante truncado nos primeiros minutos. Mantendo este cenário, o Mogi conseguiu se sobressair no começo e, mesmo depois de ver o Bauru passar à frente, contou com boa participação do ala norte-americano Tyrone, autor de 12 pontos,  para colocar seu time com dez pontos à frente (18 a 8). Os donos da casa se encontraram após o baque e conseguiram reduzir o prejuízo para quatro ao final do primeiro quarto: 21 a 17.

A segunda parcial foi notoriamente mais agitada, mas o Mogi conseguiu ter tranquilidade para superar a pressão bauruense e não só se manter à frente no placar como abrir sete pontos (29 a 22). Sem muito sucesso no jogo externo, os comandados do técnico Guerrinha passaram a pontuar mais dentro do garrafão e com isso encostou de vez no placar (33 a 31), mas não foram capazes de ultrapassar os mogianos. Novamente com Tyrone impossível, o Mogi seguiu na frente e foi para os vestiários vencendo, com placar de 43 a 38.

Com dois tiros longos de Gui Deodato, o Bauru iniciou o terceiro quarto explodindo o Ginásio Panela de Pressão ao deixar tudo igual logo nos primeiros minutos (43 a 43). No entanto, o time do Alto Tietê conseguiu segurar a reação bauruense e permanecer com a vantagem graças à mão quente do armador Gustavinho, que saiu do banco e ajudou os mogianos a abriram sete tentos de frente (53 a 46). Assim como na reta final da etapa anterior, os donos da casa buscaram a diferença, só que desta vez, conseguiram passar à frente e ainda abrir cinco tentos antes de ir para o último quarto: 59 a 54.

Logo no início da parcial final, foi a vez do Mogi reagir e, com corrida de 7 a 0, não só recuperou como virou o jogo (61 a 59). A equipe do interior do Estado de São Paulo não demorou a passar à frente novamente, e partir daí, o duelo tomou tons dramáticos. Com diversas alternâncias de placar, o jogo chegou aos seus dois minutos finais com Mogi em vantagem, por 71 a 70. Shamell estava impossível pelo lado mogiano e foi o responsável por deixar sua equipe com três tentos na frente restando pouco mais de um minuto para acabar (73 a 70).

Após falta sofrida no ato do arremesso de 3 pontos, Robert Day converteu três lances livres e deixou tudo igual no marcador (73 a 73). Mas o dia parecia ser de Shamell. O norte-americano sofreu uma falta, anotou dois lances livres e deixou os mogianos em vantagem novamente (75 a 73). No ataque seguinte, o camisa 24 do Mogi fez uma bandeja e ampliou a diferença em favor dos visitantes para quatro tentos (77 a 73), restando pouco menos de um minuto para o fim. O Bauru não acertou a mão nos arremessos de fora em seu ataque e a equipe do técnico Paco García aproveitou para estender ainda mais sua frente e fechar o jogo com uma expressiva vitória.