O que parecia estar fácil, complicou. Mas o Pascholoatto/Bauru confirmou o mando de quadra e passou às semifinais do NBB pela primeira vez na história. Quando o jogo parecia vencido, o Vivo/Franca tirou uma diferença que chegou a ser de 23 pontos e colocou fogo na partida. Mesmo com isso, os comandados do técnico Guerrinha resistiram a pressão, ganharam por 78 a 71 e fecharam a série de quartas de final em três a dois.

E o triunfo veio muito por conta da atuação de Larry Taylor. Na noite desta sexta-feira, os quase 2.000 eufóricos torcedores do bauruenses que foram ao Ginásio Panela de Pressão souberam porque o armador é chamado de “alienígena”. O norte-americano naturalizado brasileiro teve ótimo desempenho foi responsável por 27 pontos, cinco rebotes e quatro assistências.

“Há muito tempo queremos uma classificação assim, e isso tudo é para essa cidade que acredita muito em nós. É histórica para Bauru essa classificação e merecemos muito isso. Nossa, estou muito feliz mesmo. Trabalhamos o campeonato inteiro para isso, e conseguimos colocar em quadra hoje, acho que isso que fez a diferença. Parabéns para a equipe de Franca, que também jogou muito, mas hoje foi nosso dia e eu estou muito feliz’, afirmou o grande nome do jogo, Larry Taylor.

Além do camisa 4, o pivô DeAndre Coleman, que fez um duplo-duplo de 11 pontos e 11 rebotes também teve boa atuação. Outro que merece destaque é o ala/pivô Pilar, que ficou próximo de um triplo-duplo ao registrar nove pontos, dez rebotes e sete assistências. Pelo lado do Franca, os jovens Jefferson Socas e Léo Meindl foram os maiores pontuadores, com 19 tentos cada um.

Agora, o time da cidade do Bauru terá o Unitri/Universo pela frente nas semifinais. A série que vale uma vaga na decisão da atual temporada do NBB terá início na próxima segunda-feira, às 19 horas (de Brasília), no Ginásio Panela de Pressão, no interior paulista.

Antes mesmo da partida começar, duas novidades chamaram a atenção durante o aquecimento: as presenças de Ricardo Fischer, do Bauru, e de Teichmann, pelo lado do Franca. Peças essenciais em suas respectivas equipes, os dois jogadores eram dados como desfalques certos para o jogo decisivo, mas apareceram como elementos surpresa para ajudarem seus times.

Empurrado por sua fanática torcida, os bauruenses iniciaram a partida de forma arrasadora, e com a mão quente nos arremessos de fora e uma postura defensiva muito agressiva, abriram largos 17 a 2 nos cinco primeiros minutos do jogo. Na base dos arremessos de 3 pontos, Franca tentou reverter sua situação no confronto, mas a superioridade continuou do lado de Bauru,  que encerrou o primeiro período na frente por 27 a 14.

O jogo continuou disputadíssimo na segunda parcial. A defesa francana até melhorou, mas não foi capaz de segurar Larry Taylor, que estava impossível e liderou sua equipe, que abriu a maior vantagem no jogo: 21 pontos (38 a 17), na metade do período. E quem pensa que o Bauru diminuiria o ritmo, se enganou, pois o time da casa chegou a abrir 23 pontos de frente. A torcida que lotou o Ginásio Panela de Pressão continuou explodindo a cada cesta e dos comandados de Guerrinha na segunda etapa, principalmente com as duas bolas de 3 de Ricardo Fischer. Desta forma, os donos da casa fecharam a primeira metade da partida na frente com 16 pontos de diferença (48 a 32).

A bronca não deve ter sido pouca no vestiário francano, pois o time de Lula Ferreira voltou mais ligado no jogo. Larry continuou  com a corda toda, assim como o Bauru, que  chegou a abrir 21 pontos de frente (63 a 42). Porém, uma série de erros consecutivos no ataque bauruense permitiu com que Franca reduzisse a diferença para 13 pontos ao final da terceira etapa (65 a 52).

Novamente, a mudança de postura por parte dos francanos colocou fogo no jogo, através de incríveis bolas de 3 pontos. Faltando dois minutos para o fim do jogo, Franca diminuiu a diferença para dois pontos (71 a 69). Com uma bola de Gui Deodato, os bauruenses colocaram quatro pontos de frente, restando um minuto para o fim (73 a 69). Uma roubada de bola de Pilar, e uma bandeja de Larry Taylor com 30 segundos para o final do confronto deixaram o Bauru com seis pontos de vantagem, e deu números finais ao jogo 5 da série. Contando com a perfeição nos lances livres, a torcida bauruense pôde soltar o grito da vitória e comemorar a classificação inédita para as semifinais.

“Esses jogadores são heróis, não só por causa da partida, mas pela superação. O Ricardo Fischer adiantou a recuperação deles em dez dias, o Teichmann também jogou no sacrifício. Franca já esteve disputando título, mas esse ano foi a nossa vez. Agora enfrentaremos um adversário completo que é Uberlândia, mas continuaremos com esse espírito”, comentou Guerrinha, que conquistou sua vitória de número 101.