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NBB Caixa

Explode, caldeirão!

Coop/São José Basketball SJO 85
x
74 Paulistano CAP
11
1ºQ
X
21
21
2ºQ
X
18
30
3ºQ
X
20
23
4ºQ
X
15

Gin. Linneu de Moura

13 de abril de 2015

Com caldeirão Lineu de Moura fervendo, São José conta com um “gigante” Renan Lenz, mantém invencibilidade histórica em oitavas e assume vantagem na série: 2 a 1

DOCUMENTOS:
Súmula Borderô
85
X
74
85
PTS
74
6
A3C
7
22
A2C
20
23
LLC
13
30
RT
34
16
ASS
11

Pts: Pontos RT: Rebotes ASS: Assistências A3C: Arremessos de três certos A2C: Arremessos de dois certos LLC: Lances livres certos
(*) Colocação refere-se a rodada em que esta partida foi realizada

O São José/Unimed segue sem perder como mandante em oitavas de final do NBB. Nesta segunda-feira, a equipe joseense contou com o apoio de sua fanática torcida que lotou o inflamado “caldeirão” Lineu de Moura, em São José dos Campos (SP), e levou a melhor sobre o Paulistano/Unimed, pelo placar de 85 a 74, resultado que os deixou em vantagem na disputa por uma vaga nas quartas de final: 2 a 1.

O duelo teve um personagem atípico: o pivô Renan Lenz. Geralmente silencioso, mas sempre eficiente, o camisa 12 do São José saiu do banco de reservas para ter uma de suas melhores atuações na carreira. Eficiente no ataque e um monstro na defesa, Renan fez 13 importantes pontos, sendo 11 deles durante a virada joseense no segundo tempo, e seis rebotes, atuação que o fez deixar a quadra calorosamente ovacionado pelos torcedores presentes.

“Essa vitória não foi só minha, foi de todo o time. No segundo tempo voltamos marcando mais e por isso conseguimos atacar melhor também. Acho que essa foi minha melhor atuação com a camisa do São José, e isso me dá confiança para seguir trabalhando forte e procurando crescer. Ter meu nome gritado pelo ginásio inteiro é uma sensação muito gostosa, é a sensação de que seu trabalho está sendo recompensado”, disse o “monstro” Renan.

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Quem também merece destaque no triunfo da equipe do técnico Luiz Augusto Zanon foi o ala Dedé, que também saiu de reservas e foi responsável por 18 pontos e três assistências, de seu companheiro de posição, o norte-americano Jimmy Baxter, autor de 16 tentos e seis sobras, e do também ala Betinho, que deixou a quadra com 14 pontos, duas servidas e dois roubos de bola.

“O terceiro quarto foi determinante, principalmente pela entrada do Renan, e temos que valorizar isso. Ele é um menino que mais trabalha, que mais se esforça, e isso colocou fogo no jogo. Começamos mal o terceiro quarto, mas conseguimos a virada e essa importante vitória em casa”, declarou o ala joseense Betinho.

Pelo lado do Paulistano, os maiores pontuadores foram o ala/pivô Renato Carbonari, que anotou 17 pontos, mesma marca do armador norte-americano Kenny Dawkins, que ainda distribuiu oito assistências. Com 16 pontos e quatro rebotes, o ala Pilar também foi uma das grandes figuras dos atuais vice-campeões do NBB na terceira partida da série.

“No terceiro quarto defendemos muito mal, deixamos eles fazerem três ou quatro ‘falta e cesta’ seguidas e tomamos 30 pontos, isso é inadmissível em um playoff. Nenhum dos times queria ficar com a corda no pescoço, como estamos agora. Mas isso faz parte. O playoff continua, não tem nada acabado. Temos totais condições de fazer um jogo mais consistente na quarta-feira”, declarou o ala Pilar, do Paulistano.

Agora, o duelo que pode dar a classificação à Águia do Vale ou deixar tudo igual na série novamente será nesta quarta-feira (15/04), novamente no Ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos (SP), às 20 horas (de Brasília). Se necessário, o Jogo 5 será realizado no sábado (18/04), no Ginásio Antonio Prado Jr, em São Paulo (SP), às 18 horas.

O jogo

Como já era de se esperar, o confronto no “caldeirão” Lineu de Moura começou quente e marcado pela disputa muito física nos dois garrafões. No primeiro quarto, melhor para o Paulistano, que mais tranquilo em quadra, se sobressaiu na defesa e abusou da velocidade nos contra ataques para abrir 11 pontos (19 a 8) restando pouco mais de um minuto e fechar a parcial com 21 a 11 a seu favor.

O São José até teve um início de segundo período melhor, mas o time visitante conseguiu sustentar sua boa vantagem na casa dos dez pontos, embora o jogo estivesse extremamente truncado. Na reta final do segundo quarto, os joseenses tiveram um bom momento e baixaram a diferença para seis pontos (34 a 28), fechando, em seguida, a primeira metade do duelo com sete pontos atrás: 39 a 32.

A equipe da casa voltou com tudo do intervalo. Empurrado por um Lineu de Moura inteiro, o time do técnico Luiz Augusto Zanon chegou a reduzir a diferença para três pontos e explodiu a torcida presente no ginásio (42 a 39). Sem perder a calma, o Paulistano soube se recuperar, aguentar a pressão e, com duas bolas de 3 pontos de Renato Carbonari, voltar a abrir boa vantagem no placar (53 a 41). Mas o São José não estava morto. Com uma incrível corrida de 21 a 6 nos últimos cinco minutos, a equipe joseense transformou o “caldeirão” em um vulcão em erupção, virou o jogo e foi para o último quarto vencendo, por 62 a 59.

O último quarto seguiu com superioridade do São José. Melhor dos dois lados de quadra, o time da casa chegou a ter nove pontos de frente e passou a controlar o jogo, coisa que antes quem havia feito era o Paulistano (71 a 62). A equipe visitante, por sua vez, bem que tentou uma reação e chegou a baixar a diferença para seis pontos perto do minuto final (76 a 70), mas conseguiu se manter à frente no placar e pôde soltar o grito da importante vitória no Jogo 3 da série oitavas de final.