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NBB CAIXA

Flamengo é o primeiro campeão do NBB

28-06-2009 | 04:03
Por Liga Nacional de Basquete

O Universo levou a decisão para o quinto jogo, mas na HSBC Arena lotada por 15.430 pessoas o rubro-negro fechou o torneio da Liga Nacional de Basquete por 3 a 2

Divulgação/LNB

O Flamengo é o primeiro campeão do Novo Basquete Brasil (NBB), o campeonato da Liga Nacional de Basquete (LNB) organizado pelos clubes. Neste domingo, com a HSBC Arena lotada por 15.430 pessoas, o time carioca venceu o Universo/BRB/Financeira Brasília por 76 a 68 e fechou a série final melhor-de-cinco jogos por 3 a 2, repetindo o título nacional da temporada passada. Marcelinho foi o cestinha do jogo com 27 pontos. Diego foi o destaque brasiliense com 21 pontos.

O presidente da LNB, Kouros Monadjemi, entregou o troféu de campeão ao Flamengo -os jogadores comemoraram ao lado dos familiares no pódio. Além dos troféus, campeões e vices também receberam flores e medalhas. Mas a festa rubro-negra não terminou na Arena e o time seguiu para o estádio do Maracanã para mostrar o troféu a torcida durante o jogo de futebol entre Flamengo e Fluminense.

“Foi tudo maravilhoso. Este time foi montado para vencer”, destacou o técnico Paulo Chupeta, elogiando o Flamengo. “A união dos jogadores com a comissão técnica foi o grande diferencial deste time. Fico muito feliz por este título porque ele é muito importante para nós”, comemorou, lembrando o apoio recebido da família.

Para Paulo Chupeta, a qualidade da competição valorizou o resultado obtido pelos finalistas do torneio. “Tudo funcionou. O NBB está de parabéns, tivemos público em todos os jogos, foi um espetáculo maravilhoso e todos os técnicos estão de parabéns.”

Capitão rubro-negro e cestinha da competição, com 1047 pontos, o ala Marcelinho comemorou com o filho no colo. “Foi muito emocionante, a gente sabe todo sacrifício que fizemos neste torneio até sermos coroados com este título. É muito bom”, disse, lembrando a importância da torcida. “Nosso time é o que é por causa dela.”

“Foi a final que todo mundo esperava”, acrescenta o ala Duda, que contribuiu com 15 pontos para a vitória da equipe. “Ginásios lotados em todos os jogos, com média de Campeonato Brasileiro (de futebol).” Para seu companheiro de time, Jefferson, o conjunto rubro-negro fez a diferença na final. “É difícil ganhar um título só com cinco jogadores. Nossa diferença foi ter um elenco grande.”

O armador Hélio lembrou que o quinto jogo fez jus ao nível da disputa. “A gente sabia que não ia ser fácil. Eles têm jogadores muito bons e briosos e estão de parabéns.”

O capitão do time brasiliense Alex lamentou a derrota, mas destacou a campanha do grupo que levou o troféu e as medalhas de prata. “O balanço é positivo, conseguimos o título da Liga das Américas e o vice-brasileiro, embora a gente quisesse o título. O NBB deu certo este ano, as finais tiveram ginásios lotados e o torcedor de basquete voltou”, diz e, apesar da tristeza pela derrota, lembra que a situação da modalidade já está mudando. “Algum tempo atrás ninguém me conhecia, agora já sou reconhecido andando na rua”, brinca.

Mesmo não considerando o confronto final bonito, o técnico Lula elogiou a disputa da final. “Foi uma partida tensa, nervosa e truncada, mas jogo de final é assim mesmo. Normalmente não se leva para a qualidade, mas para a disputa.”

Avaliando o campeonato, Lula lembrou que a temporada confirmou o início de uma nova fase para a modalidade. “O esporte está de parabéns, todo mundo que é do basquete hoje está comemorando. O esporte mostrou melhorias, conquistou espaço e apontou para um caminho promissor”, diz, destacando os pontos fortes da temporada. “Tivemos o All Star Game, a festa de premiação e teremos ainda a importantíssima clínica de técnicos. O sentimento de todo mundo é de vitória.”

A partida começou com o hino nacional interpretado pela cantora Sandra de Sá e o grupo Molejo. Dentro de quadra, os jogadores entraram tensos e com menos de 2 minutos Baby e Cipriano foram expulsos, após desentendimento em quadra. Na retomada do jogo, o Flamengo abriu 7 a 0, mas o Universo buscou a recuperação e chegou ao empate por 7. Apesar do início nervoso, as duas equipes voltaram a se concentrar no jogo e o primeiro período terminou equilibrado com o rubro-negro vencendo a parcial por 19 a 17.

No segundo quarto, o time da casa conseguiu construir uma vantagem maior e chegou a liderar o placar por 31 a 20. Mas o Universo não desistiu da disputa. O técnico Lula mexeu bastante na formação, colocando Ratto, Mineiro e Diego. A equipe conseguiu reagir e diminuiu a distância para seis pontos, com o Flamengo vencendo o período por 42 a 36 (23 a 19 na parcial).

No terceiro quarto, o equilíbrio foi ainda maior. O Universo reagiu e encostou em 45 a 44, mas o rubro-negro voltou a abrir o placar (50 a 46), levando a torcida ao delírio após uma cesta de três pontos. O Universo atravessou um período de instabilidade, desperdiçando uma sequência de ataques, mas não permitiu que o Flamengo disparasse na pontuação. As duas equipes terminaram a parcial marcando iguais 15 pontos e o Flamengo se manteve seis pontos à frente no placar: 57 a 51.

Na parcial decisiva, o Universo redobrou o esforço e várias vezes encostou na pontuação. Com o Flamengo em quadra lutando pelo título foi a vez da torcida fazer a diferença, cantando para motivar o time, que garantiu a vitória por 76 a 68.

As campanhas

O Flamengo fez uma incrível campanha na fase de classificação – somou 54 pontos em 28 jogos, com 26 vitórias e apenas duas derrotas. Nas quartas-de-final e semifinais fechou os seus playoffs por 3 a 0, respectivamente, diante do Pinheiros/Mackenzie e do Ciser/Araldite/Univille/Joinville. O time chegou a ficar 24 jogos consecutivos sem derrotas e também lotou ginásios no NBB – sua melhor bilheteria foi na partida deste domingo, de 15.430 pessoas, na HSBC Arena.

O Universo/BRB/Financeira Brasília foi o segundo colocado na classificação – somou 50 pontos em 28 jogos, com 22 vitórias e 6 derrotas. Nos playoffs, o Universo fechou as quartas-de-final contra o Vivo/Franca por 3 a 2 e nas semifinais, contra o Pitágoras/Minas por 3 a 1. Levou a decisão ao quinto jogo e foi campeão também de lotação de ginásio – tem o recorde de público, de 16 mil pessoas, do returno, no ginásio Nilson Nelson.

Playoff final

Jogo 1 – Universo/BRB/Financeira Brasília 74 x 81 Flamengo
Jogo 2 – Flamengo 71 x 81 Universo/BRB/Financeira Brasília
Jogo 3 – Flamengo 99 x 78 Universo/BRB/Financeira Brasília
Jogo 4 – Universo/BRB/Financeira Brasília 82 x 78 Flamengo (após prorrogação por 70 a 70)
Jogo 5 – Flamengo 76 x 68 Universo/BRB/Financeira Brasília