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Jogo épico!

Mogi MOG 91
x
98 Bauru Basket BAU
12
1ºQ
X
11
15
2ºQ
X
20
23
3ºQ
X
26
19
4ºQ
X
12
12
5ºQ
X
12
10
6ºQ
X
17

17 de maio de 2015

Em batalha decidida apenas na segunda prorrogação, Bauru vence Mogi, empata semifinal em 2 a 2 e vaga na decisão do NBB 7 será decidida no quinto jogo

DOCUMENTOS:
Súmula Borderô
91
X
98
91
PTS
98
13
A3C
14
16
A2C
13
20
LLC
30
50
RT
42
20
ASS
18

Pts: Pontos RT: Rebotes ASS: Assistências A3C: Arremessos de três certos A2C: Arremessos de dois certos LLC: Lances livres certos
(*) Colocação refere-se a rodada em que esta partida foi realizada

Equilíbrio, emoção, intensidade e duas prorrogações. Foram esses ingredientes que fizeram do Jogo 4 da série entre Paschoalotto/Bauru e Mogi das Cruzes/Helbor uma partida épica. No início da tarde deste domingo, o Ginásio Hugo Ramos sediou um confronto que certamente ficará marcado para sempre na história do maior campeonato de basquete do país e, no final das contas, o time bauruense levou a melhor, pelo placar de 98 a 91, para empatar o confronto semifinal em 2 a 2.

Agora, a decisão do segundo finalista do NBB 7 acontecerá na próxima quarta-feira (20/05). No Ginásio Panela de Pressão, em Bauru, às 19h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo do SporTV, as duas equipes decidirão quem enfrentará o Flamengo na grande decisão da temporada 2014/2015 da competição nacional.

“Isso foi uma vitória do grupo, da superação, vencemos na casa de um adversário que mostrou como o NBB subiu de nível. Recuperamos o que batalhamos durante todo o campeonato e agora está 2 a 2 e temos um jogo que vale uma vida”, destacou o comandante bauruense Guerrinha.

Com um grande desempenho no terceiro quarto, Bauru chegou para o último período com sete pontos de frente (57 a 50). Mas depois de ver Alex sair com cinco faltas, no momento em que faltavam sete minutos para o fim, a equipe visitante parou e deixou os mogianos reagirem. Com isso, no embalo de sua torcida, a equipe anfitriã igualou o placar e levou o jogo para a prorrogação.

No primeiro tempo extra, os bauruenses estiveram muito próximos da vitória, mas uma bola de três pontos de Alexandre nos segundos finais fez com que a decisão fosse para a segunda prorrogação. Nos cinco minutos finais, os comandados de Guerrinha dominaram as ações e venceram a partida emocionante e eletrizante.

“O jogo foi muito duro e infelizmente não conseguimos fechar a série diante da nossa torcida. Mas nosso time é guerreiro e vamos com tudo para Bauru. Estará em jogo uma vaga na final e nosso espírito não pode ser diferente. Temos que esquecer o que aconteceu e agora pensar apenas no jogo 5”, disse o ala mogiano Filipin, um dos cestinhas da partida, com 22 pontos.

Também autor de 22 pontos, Hettsheimeir liderou o ataque bauruense. Mesmo tendo ficado praticamente todo o último quarto e as duas prorrogações no banco de reservas, Alex deixou a quadra com 18 pontos e teve grande participação a favor da equipe vencedora, assim como Robert Day, autor de 16 tentos. Com 15 pontos e nove assistências, Ricardo Fischer ficou muito próximo de um duplo-duplo e foi outra figura fundamental para o êxito dos visitantes.

Do lado mogiano, além do capitão Filipin, que ainda garantiu oito rebotes, os norte-americanos Tyrone, que registrou o único duplo-duplo do jogo, com 21 pontos e 15 rebotes, e Shamell, responsável por 18 pontos, foram os outros destaques individuais.

O jogo

O nervosismo tomou conta das equipes no início da partida. Por conta do clima de decisão, os times iniciaram o jogo muito preocupados em defender e o placar demorou mais de dois minutos para ser inaugurado. A tensão seguiu no ar, o jogo seguiu com bastante contato físico e, passados cinco minutos, mogianos e bauruenses apresentavam aproveitamentos ofensivos de 13,0% e 16,8%, respectivamente.

Com duas bolas de três pontos praticamente seguidas, Tyrone deu um novo ânimo ao jogo e colocou Mogi em vantagem (10 a 8). Na sequência, Gerson acertou uma bela para fazer explodir o Ginásio Hugo Ramos e os anfitriões abriram quatro pontos de frente (12 a 8). Porém, em bela jogada individual no último lance do primeiro quarto, Alex converteu a cesta, ainda sofreu falta e cortou a diferença no placar para apenas um ponto (12 a 11).

No segundo período, o jogo pegou fogo de vez. Alex acertou dois tiros de longa distância consecutivos e precisou de pouco mais de um minuto para colocar os bauruenses na frente (17 a 12). Alex até marcoumais dois pontos, mas papidamente Mogi acertou sua defesa e com rápidos contra-ataques interrompeu o bom momento dos rivais (19 a 16).

Foi então que aconteceu uma “chuva” de arremessos de três pontos. Jimmy empatou o jogo (19 a 19), Hettsheimeir recolocou os visitantes em vantagem (22 a 19) e Filipin devolveu a igualdade ao marcador (22 a 22).
Com um lance livre de Paulão, os donos da casa voltaram a ter o placar a seu favor (23 a 22), mas foi Bauru quem foi para o intervalo em vantagem. Se aproveitando de seguidos erros do ataque mogiano, os visitantes imprimiram um ritmo intenso nos contra-ataques e após marcarem nove pontos contra apenas quatro dos rivais na reta final do segundo quarto fecharam a primeira metade da partida com quatro pontos de vantagem: 31 a 27.

O terceiro quarto começou lá e cá. Day acertou uma bola de três logo no primeiro ataque bauruense e Shamell deu o troco no lance seguinte. Na sequência, Day voltou a acertar um tiro de longa distância e a diferença a favor dos visitantes chegou aos sete pontos (37 a 30). Com uma sequência de 6 a 0, Mogi cortou o prejuízo para um ponto (37 a 36), mas os líderes da fase de classificaçãi voltaram a deslanchar. Ricardo Fischer e Alex apareceram bem, com cinco e quatro pontos, respectivamente, Day converteu sua terceira bola de três no período e Bauru abriu a maior diferença do jogo até então, dez pontos (49 a 39).

Depois de um tempo pedido pelo técnico Paco García, Mogi contou com boas jogadas de Filipin e partiu com tudo para diminuir a desvantagem antes da chegada da parcial final. Do outro lado, o time bauruense seguiu com a mão quente e conseguiu segurar a reação dos rivais. Day acertou seu quarto arremesso de longa distância, Fischer também converteu mais um tiro da linha de 6,75m e os comandados do técnico Guerrinha chegaram para os últimos dez minutos do jogo com sete pontos de frente: 57 a 50.

Com boa produção ofensiva dos dois lados, o jogo seguiu dinâmico e Bauru controlou a vantagem a seu favor. Restando pouco mais de sete minutos para o fim e com os visitantes vencendo por 66 a 57, Alex cometeu duas faltas no mesmo lance e acabou desqualificado da partida após chegar a cinco faltas pessoais. Foi então que o jogo ficou para lá de emocionante. Com uma sequência de cinco pontos, dois de Tyrone e três de Shamell, e sua torcida jogando junto, Mogi reduziu a diferença no placar para quatro pontos (66 a 62), obrigando o técnico Guerrinha a solicitar seu segundo tempo técnico em pouco mais de dois minutos.

A virada mogiana veio com Shamell. Com Bauru sem pontuar por mais de cinco minutos, o camisa 24 acertou uma bola de três e dois lances livres para recolocar os donos da casa em vantagem (67 a 66), com pouco mais de três minutos para o término do jogo. Após assumir a liderança, Mogi passou a demonstrar muito nervosismo em seu ataque. Do outro lado, os visitantes conseguiram interromper a seca e restando 1min20s para o fim empataram o jogo (69 a 69). Depois disso ninguém mais pontuou e, depois de tentativas frustradas das duas equipes tentarem ganhar o jogo, a decisão foi para a prorrogação.

Shamell e Tyrone pontuaram logo no início do tempo extra e deram aos donos da casa quatro pontos de vantagem (73 a 69). Bauru deu a resposta na mesma moeda e virou o jogo (75 a 73), após marcar seis pontos seguidos. Com uma bola de três, Filipin recolocou os mogianos na frente (76 a 75). Só que no lance seguinte, Murilo conseguiu dois pontos, ainda sofreu a falta e deixou os bauruenses com uma vantagem de dois pontos para o minuto final do tempo extra (78 a 76).

Restando 20 segundos e com o placar em 80 a 78 para, Larry foi para a linha do lance livres e acertou apenas um dos dois arremessos (81 a 78). Mogi partiu para o ataque e Alexandre acertou uma bola de longa distância para marcar seus primeiros pontos na partida e levar o jogo para a segunda prorrogação.

Com seguidas bolas de três, nas mãos de Filipin e Alexandre, Mogi largou na frente no segundo tempo extra (87 a 86). Só que Bauru passou a ser mais regular e com um impecável aproveitamento na linha dos lances livres chegou para os dois minutos finais com cinco pontos de frente (92 a 87). Depois disso, Mogi até tentou reagir, mas Bauru mostrou segurança e venceu a épica batalha deste domingo no Ginásio Hugo Ramos.