Divulgação/LNB

Depois de atrair mais de 590 mil torcedores em seus jogos, a Liga Nacional de Basquete (LNB) celebrou com festa o fim da primeira edição do Novo Basquete Brasil (NBB). Atletas, dirigentes e personalidades reuniram-se na noite desta terça-feira, no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, para homenagear os destaques de 2009. O ala Marcelinho, do campeão Flamengo, foi o mais premiado da noite e ficou com o troféu principal, o de melhor jogador do NBB 2009.

“Não existe espetáculo que não premie seus atores. Basquete é show e temos de premiar os melhores jogadores deste show”, diz o presidente da LNB, Kouros Monadjemi, confessando sua satisfação pelo sucesso alcançado pela primeira edição do campeonato brasileiro organizada pelos clubes. “Tivemos sucesso e isso me assusta porque sabemos que é preciso solidificar nossos alicerces. Não nos preocupamos apenas com a competição. Precisamos fortalecer financeiramente as equipes, melhorar a parte técnica dos jogadores porque o público deixou claro que adorou tudo o que aconteceu. A torcida redescobriu o basquete e temos de fazer jus ao que foi construído até agora.”

Além de ser eleito como o melhor jogador, Marcelinho foi o cestinha da competição, integrou a seleção do campeonato e também foi escolhido o Craque da Galera por voto popular. “Devo ao time todo o reconhecimento que tive na competição. Para um jogador ter destaque, o time precisa estar a mil e o Flamengo foi muito bem. A competição foi excelente e fico muito feliz por ver o basquete novamente assim”, comemora o jogador, confessando seu desejo de continuar com o time.

A seleção ideal do NBB, escolhida pelo voto de técnicos e jornalistas, foi formada pelo armador Larry (GRSA/Itabom/Bauru), os alas Alex (Universo/BRB/Financeira Brasília) e Marcelinho (Flamengo), os pivôs Baby (Flamengo) e Murilo (Pitágoras/Minas) e o técnico Paulo Chupeta (Flamengo). Fred (Flamengo) ficou com o prêmio de melhor sexto homem.

“A gente deu uma reviravolta no basquete, fez com que ele fosse visto com outros olhos. Fizemos um campeonato no qual todos poderiam vencer. A LNB sempre tem surpresas para a gente. Nem podemos saber o que esperar na próxima edição. Tivemos o jogo das estrelas, que foi algo que nunca vi antes e que me deixou muito feliz”, avalia o pivô Murilo, convocado para a seleção brasileira.

Destaque do Universo, o ala Alex foi outro a garantir mais de um troféu na festa e foi eleito o melhor defensor do NBB. “Tivemos uma temporada muito boa com muitas equipes tendo condição de ser campeã. Da fase de classificação à final houve muita disputa e conseguimos uma média de público impressionante. Fico feliz porque fui bem e pude ajudar minha equipe a vencer uma competição importante, como a Liga das Américas e chegar à final do NBB. Espero que este ano sirva de lição para melhorarmos ainda mais na próxima temporada”, explica o jogador, cestinha do Universo.

Os árbitros Carlos Renato dos Santos, Cristiano Maranho e Sérgio Pacheco foram escolhidos o melhor trio de arbitragem do NBB. O veterano Humberto Carlos Magalhães, de 80 anos, também foi homenageado por sua história como árbitro de basquete.

Além dos troféus por votação, também foram premiados os destaques das estatísticas do NBB. O pivô Shilton (Ciser/Araldite/Univille/Joinville), o melhor reboteiro; o argentino Sucatzky, líder em assistências; Bauru, a equipe fairplay; Joinville, a melhor defesa, e o Flamengo, o melhor ataque.

Para o reboteiro Shilton, o trabalho coletivo foi o grande destaque para sua performance. “Estou muito contente por este prêmio porque isto fica registrado, mas o mérito é de toda equipe, tanto que nosso time recebeu o prêmio de melhor defesa e, com uma boa defesa, meu trabalho fica muito mais fácil.’

Os melhores do NBB 2009

Armador: Larry (GRSA/Itabom/Bauru)
Laterais: Alex (Universo) e Marcelinho (Flamengo)
Pivôs: Baby (Flamengo) e Murilo (Minas)
Sexto homem: Fred (Flamengo)
Melhor Jogador: Marcelinho (Flamengo)
Melhor defensor: Alex (Universo)
Técnico do ano: Paulo Chupeta (Flamengo)
Troféu SporTV – craque da galera: Marcelinho (Flamengo)
Trio de arbitragem: Cristiano Maranho, Sérgio Pacheco e Carlos Renato dos Santos
Equipe Fairplay: Bauru – média de 18,2 faltas por jogo
Equipe com melhor defesa: Joinville – média de 77,5 pontos sofridos por jogo
Equipe com melhor ataque: Flamengo – média de 91,8 pontos por jogo
Líder em rebotes: Shilton (Joinville) – média 11,9 rebotes por jogo
Líder em assistências: Sucatzky (Minas) – média de 7,3 assistências por jogo
Cestinha: Marcelinho (Flamengo) – média de 26,8 pontos por jogo. Total de 1.047 pontos

Homenagens

A geração de talentos, que representa o Brasil no basquete internacional foi homenageada. O armador Leandrinho, do Phoenix Suns, subiu ao palco representando os atletas que atuam nos Estados Unidos e Europa: Nenê Hilário (Denver Nuggets), Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e Thiago Splitter (Tau Cerâmica).

“Esta homenagem é muito importante. Desde quando jogava aqui acho que só vi algo assim uma vez, quando ainda estava nas categorias de base”, lembra Leandrinho, que elogiou a qualidade da competição. “O campeonato foi maravilhoso, deu outra vida ao basquete. Foi um passo grande na modalidade e é uma oportunidade importante. Vamos entrar com o pé direito para dar tudo certo a partir de agora”, completa o jogador, que comentou as partidas do playoff final.

O NBB em números:

Jogos disputados: 237 – 210 na fase de classificação (turno e returno), 15 nas quartas-de-final, sete nas semifinais e cinco nas finais

Jogos transmitidos pelo SporTV: 51

Público total: 593.847 pessoas

Público dos cinco jogos da final: 63.847

Médias de público: 2 mil na fase de classificação, 3 mil nas quartas-de-final, 3.500 nas semifinais e 12.769 na final

Recorde de público: 16 mil (Universo/BRB/Financeira Brasília x Flamengo, dia 1/5, em Brasília)