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NBB CAIXA

O que ele viu?

15-05-2018 | 07:04
Por Marcel Pedroza

Transição forte, força nos rebotes e rotação maior: "De camarote” na vitória do Paulistano no Jogo 5 das semifinais, Guerrinha analisa rival do Mogi na decisão do NBB CAIXA

Com classificação antecipada, Guerrinha aproveitou folga para acompanhar de perto duelo que definiu rival do Mogi nas Finais (João Pires/LNB)

Guerrinha teve uma oportunidade de ouro de analisar de perto o rival do Mogi das Cruzes/Helbor nas Finais do NBB CAIXA. Com sua equipe já classificada, o treinador compareceu ao Ginásio Antonio Prado Junior e, à beira da quadra, acompanhou a dramática vitória do Paulistano/Corpore sobre o Sendi/Bauru Basket no Jogo 5 da série semifinal.

Obviamente os estudos entre as equipes vão muito além do que Guerrinha viu na noite da última segunda-feira. Só nesta temporada, Paulistano e Mogi se enfrentaram dez vezes – sete pelo Campeonato Paulista, duas pelo NBB CAIXA e outra pela Liga das Américas. Mas, é claro, que o treinador pôde observar de perto mais detalhes sobre o adversário na decisão.

“Eles têm um jogo de transição muito forte. Outra virtude dessa equipe do Paulistano é o rebote ofensivo e nós temos que parar isso, se conseguirmos tirar alguma dessas armas deles, assim como fizemos contra o Flamengo, temos grandes chances de vencer a série”, disse Guerrinha.

“Agora, se jogarmos e não conseguirmos neutralizar essas virtudes, eles terão uma certa vantagem por terem uma rotação maior. Não creio que o mando de quadra seja um fator nessa final, pois as duas equipes jogam bem fora e dentro de casa, então acho que as partidas serão decididas nos mínimos detalhes”, completou.

Mogi e Paulistano fizeram alguns confrontos emblemáticos nesta temporada e agora decidirão título do NBB CAIXA (Luiz Pires/LNB)

Dono de grande experiência no basquete nacional, Guerrinha disputará a decisão do NBB CAIXA pela segunda vez, a primeira com o Mogi – a outra foi na temporada 2014/2015 com o Bauru. E a trajetória até as Finais foi empolgante. Depois de ficar com o quarto luigar da fase de classificação, a equipe do Alto do Tietê eliminou o Banrisul/Caxias nas quartas de final e, depois, desbancou o Flamengo com propriedade nas semifinais.

Um dos grandes trunfos para a histórica campanha do Mogi até as Finais certamente foi a defesa. Segunda equipe que menos sofreu pontos na fase de classificação (71,3 por jogo), a equipe melhorou ainda mais nos playoffs e nos oitos jogos disputados sofreu em média 66,3 por jogo – menor índice entre todos os times.

“Acho que chegamos em um bom momento. Estamos trazendo muita defesa para o nosso jogo e vamos enfrentar um adversário que tem muito ataque e que também sabe jogar na defesa”, exaltou.

“Não é porque eles jogam em ritmo acelerado que vamos querer controlar o jogo, até porque isso é muito difícil no basquete. Você tem que controlar o rebote, controlar o um contra um, tirar o arremesso deles, tirar a qualidade, inverter algumas situações, acho que assim conseguimos controlar”, explicou Guerrinha.

Mas não é só de defesa que vive uma equipe de basquete e a qualidade ofensiva do Mogi tabém é notável. Comandado pelo “Big 3” Larry, Shamell e Tyrone, a equipe possui um estilo de jogo mais baseado no 1  x1. No entanto, o treinador sabe que a equipe precisará de mais “recursos” para atacar contra o jovem time do Paulistano.

“Nós temos uma equipe que também joga muito ofensivamente. Temos um bom jogo individual e temos que jogar muito sem bola, porque às vezes, a tendência do jogar é querer a bola para jogar no 1 x 1, isso desgasta muito para um jogo como por exemplo contra o Paulistano e eles teriam uma vantagem por ter mais rotação”, analisou.

Para exemplificar a diferença entre os dois times, Guerrinha personificou no duelo entre os alas/pivôs Tyrone e Nesbitt. Com físicos parecidos, os jogadores cumprem funções parecidas em suas equipes, mas o camisa 0 do Mogi é mais “carudo”, enquanto que o atleta do Paulistano é mais “tímido”.

“São times bem diferentes. Quando vamos contratar um jogador, você traria o Tyrone ou o Nesbitt? Pensando como técnico, eles têm personalidades diferentes, mas os dois são bons, cada um do seu jeito”, disse Guerrinha.

“Nós temos algumas coisas como, por exemplo, o fato de jogarmos muito bem fora de casa, muito por conta da Liga das América. Temos jogadores que tem esse perfil de serem muito competitivos. Já o Paulistano cresceu muito também por ter jogado a final ano passado e perdido e trouxe para essa temporada algumas modificações que têm dado resultado. Então acho que quem ganha é o basquete, esperamos para o bem do basquete uma final com cinco jogos e esperamos para nós três vitórias”, concluiu comandante mogiano.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a NBA, e conta com o patrocínio master da CAIXA, os patrocínios da SKY, INFRAERO, Avianca, Nike, Penalty e Wewi e os apoios do Açúcar Guarani e do Ministério do Esporte.