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NBB CAIXA

Time dos Sonhos

14-06-2018 | 01:24
Por Liga Nacional de Basquete

Três novidades e duas figurinhas carimbadas: confira o Quinteto Ideal do NBB CAIXA 2017/2018

A Seleção do NBB CAIXA 2017/2018 foi anunciada. Com três novidades e duas figurinhas carimbadas, o Quinteto Ideal da competição foi divulgado na noite desta quarta-feira (13/06), na Festa dos Melhores do Ano, realizada no Buffet Villa Bisutti, em São Paulo (SP).

O armador Elinho Corazza (Paulistano/Corpore), os alas Cauê Borges (Banrisul/Caxias Basquete), e Marquinhos (Flamengo), Tyrone (Mogi das Cruzes/Helbor) e Hettsheimeir (Sendi/Bauru Basket) foram os mais votados em suas respectivas categorias e formaram o “Time dos Sonhos” do campeonato.

Quinteto Ideal: Hettsheimeir (Melhor Pivô), Elinho (Melhor Armador), Cauê Borges (Melhor Ala), Marquinhos (Melhor Ala) e Tyrone (Melhor Pivô)

A eleição que definiu os membros do Quinteto Ideal e os vencedores das demais categorias contou com a participação de técnicos, assistentes e capitães das 15 equipes participantes do NBB CAIXA, além de imprensa especializada, personalidades do basquete, comissários e árbitros.

Elinho, Cauê e Tyrone nunca haviam figurado no Quinteto Ideal da competição. Já Marquinhos aparece na relação pela sétima vez, enquanto Hettsheimeir recebeu o troféu de Melhor Pivô pela terceira vez em quatro temporadas. Confira os detalhes de cada um dos escolhidos para o “Time dos Sonhos” do NBB CAIXA.

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O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a NBA, e conta com o patrocínio master da CAIXA, os patrocínios da SKY, INFRAERO, Avianca, Nike, Penalty e Wewi e os apoios do Açúcar Guarani e do Ministério do Esporte.

Elinho (Paulistano/Corpore) – Melhor Armador

A temporada 2017/2018 de Elinho Corazza foi especial do início ao fim. Depois de dois anos de pouco destaque no Mogi, o armador retornou ao Paulistano, clube que defendeu entre 2011 e 2013, para tentar recuperar o brilho na carreira. Dito e feito. O jogador foi campeão do NBB CAIXA e ainda faturou o troféu de Melhor Armador do campeonato.

“Foi muito legal receber esse prêmio. O título do Paulistano foi muito merecido, nosso time foi o melhor e teve uma regularidade incrível durante todo o campeonato, então acho que isso que fez com que eu tivesse esse sucesso individual. Quando o time vai bem, é campeão, os olhares estão mais voltados para você e naturalmente o reconhecimento aparece”, comentou Elinho.

Campeão, Elinho foi eleito como Melhor Armador do NBB CAIXA (Luiz Pires/LNB)

Sua nova trajetória pelo CAP começou com o título do Campeonato Paulista 2017. Já no NBB CAIXA, Elinho obteve a segunda maior média de assistências da competição, com 6,3 por partida, e liderou o clube à épica conquista, com papel de extremo destaque durante toda a campanha.

“Por ter vindo de uma temporada ruim em Mogi, esse troféu é muito especial para mim. Acredito que essa conquista eleva o patamar de qualquer jogador. Você chega a um escalão difícil de chegar e estou feliz por estar lá”, disse o Elinho, que tem no currículo um troféu de líder em assistências do NBB CAIXA 2013/2014 com a camisa do Minas.

Com patamar elevado depois da expressiva temporada, Elinho teve seu nome cobiçado no mercado da bola laranja e acabou contratado pelo Sesi Franca Basquete logo na semana seguinte do título do NBB CAIXA. Para 2018/2019, o armador exaltou o patamar elevado que atingiu com a conquista.

“Com certeza esse troféu aumenta a motivação para a próxima temporada. Isso dá uma confiança no seu estilo jogo. É claro que tem uma responsabilidade grande, mas com uma conquista dessas você ganha respeito, confiança e uma moral ainda maior, não só consigo mesmo, mas com sua equipe, arbitragem e adversários. Isso tudo pesa e será muito bom”, finalizou Elinho.

Cauê Borges (Banrisul/Caxias Basquete) – Melhor Ala

Outra cara nova na Seleção do NBB CAIXA foi Cauê Borges, uma das surpresas mais gratas de toda a temporada. Contratado pelo Caxias antes do início do nacional, o ala/armador de 27 anos assumiu um papal de protagonista no time gaúcho e acabou como um dos grandes nomes de todo o campeonato.

Ao final da competição, o jogador somou médias de 16,1 pontos por jogo (a terceira maior do NBB CAIXA), 4,9 rebotes, 3,4 assistências e 17,1 de eficiência (quarta maior do NBB CAIXA) e liderou a campanha histórica da equipe caxiense, que terminou a fase de classificação no quinto lugar e acabou eliminado nas somente quartas de final pelo vice-campeão Mogi.

“Acho que isso demonstra a importância do que cada um fez no campeonato inteiro. Fico muito feliz por participar da festa, por ter ganho este prêmio, pois isso é um espelho daquilo que a gente está fazendo no dia a dia. É uma satisfação muito grande”, comentou Cauê Borges.

Uma das grandes sensações do NBB CAIXA, Cauê Borges faturou o troféu de Melhor Ala (Luiz Pires/LNB)

 

Aos 27 anos, Cauê é nascido em Franca (SP) e fez toda sua base até o primeiro ano como adulto na equipe de sua cidade natal. Depois, acumulou passagens por Minas, Rio Claro e Liga Sorocabana e uma nova volta ao Franca antes de pousar no Caxias para a edição 2017/2018 do NBB CAIXA, onde se tornou um dos melhores alas do país.

Marquinhos (Flamengo) – Melhor Ala

Pode se dizer que Marquinhos foi “o cara” da temporada. Durante todo o NBB CAIXA, o ala de 2,07m de altura se destacou pela regularidade e terminou como cestinha do campeonato, com média de 17,9 pontos por partida. Dos 35 jogos disputados, registrou dígitos duplos na pontuação em 33, sendo 13 deles com 20 ou mais pontos.

Também eleito MVP da atual temporada, Marquinhos apareceu no Quinteto Ideal do NBB CAIXA pela sétima vez na carreira. As demais foram entre as temporadas 2010/2011 e 2015/2016 de maneira consecutiva e agora em 2017/2018. Já se tratando do troféu de Jogador Mais Valioso (MVP), foi a terceira vez – ganhou também em 2012/2013 e 2015/2016.

“Ser eleito MVP e Melhor Ala do NBB significa muito. Sempre competimos com grandes feras, como Alex, Marcelinho, Shamell, e tanto outros grandes jogadores. Toda vez que jogo contra esses caras entro com sangue nos olhos para mostrar minha qualidade e do que sou capaz. É uma premiação muito gratificante, pois coroa tudo que fiz durante todo o campeonato”, declarou Marquinhos.

MVP, Melhor Ala e Cestinha do NBB CAIXA: Marquinhos foi o “dono da festa” (Luiz Pires/LNB)

O número de prêmios de Melhor Ala do camisa 11 do Flamengo mostra o quão sólido ele está entre os melhores alas do país, ou, quiçá, o melhor. São raríssimos atletas no mundo com a característica e biotipo de Marquinhos, que é um ala “3” de 2,07m capaz de atuar em duas posições, arremessar e infiltrar.

Mesmo com essa dinastia na posição de Ala na Seleção do NBB CAIXA, Marquinhos não apareceu nas convocações do técnico Aleksandar Petrovic para a Seleção Brasileira durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019. Para o jogador, o foco está apenas em seguir trabalhando e desempenhando um bom basquete.

“Servi a Seleção por inúmeros anos e tenho duas Olímpiadas e dois Mundiais. Estou vivendo um momento excelente e a única coisa que posso fazer é jogar, competir todo dia e toda noite, e somente deixar na mão de quem toma as decisões na Seleção. Venho sendo monstruoso, jogando muita bola e tive um ano excelente. É claro que tenho uma certa frustração por não ser chamado, mas vou seguir trabalhando para sempre estar disponível para a Seleção”

Tyrone (Mogi das Cruzes/Helbor) – Melhor Pivô

Tyrone é outro que aparece pela primeira vez na Seleção do NBB CAIXA. O ala/pivô do Mogi está no Brasil desde a temporada 2012/2013, quando chegou para defender o Palmeiras. Ele concorreu ao prêmio da categoria nas duas últimas temporadas, mas nunca havia vencido. Na cerimônia, o jogador não compareceu por motivos familiares.

Atleta do Mogi desde 2014/2015, o norte-americano da Flórida fez, seguramente, sua melhor em solo brasileiro. Com 12,5 pontos por partida, Ty ainda teve a terceira maior média de rebotes do campeonato, com 6,9 por jogo, e terminou o ano como atleta mais eficiente do Mogi, com 15,4 de valorização.

Mais do que os números, Tyrone deu um show de lindas jogadas e viu suas grandes atuações ao longo de toda a temporada o consolidarem como um dos principais ídolos do basquete mogiano. Não à toa, o camisa 0 da equipe vice-campeã do NBB CAIXA é o último atleta a ser apresentado antes do início nas partidas no Hugo Ramos e sempre é o mais ovacionado pelos torcedores.

Hettsheimeir (Sendi/Bauru Basket) – Melhor Pivô

E por fim, o último integrante do Time dos Sonhos do NBB CAIXA 2017/2018 é Rafael Hettsheimeir. Um dos pivôs mais dominantes do país, o camisa 30 do Dragão terminou o campeonato com as sólidas médias de 15,5 pontos (quarta maior do NBB CAIXA), 6,5 rebotes e 15,05 de eficiência por partida.

Mas seu brilho foi além dos números, e Hettsheimeir foi também um grande líder na temporada do Bauru, principalmente nos playoffs, em que o capitão Alex Garcia se lesionou no Jogo 1 das oitavas contra o Vasco e desfalcou o time até o fim do campeonato. Na fase do mata-mata, registrou 16,9 pontos, 8,5 pontos e 18,8 de eficiência.

Sem dúvida alguma um dos melhores pivôs do basquete brasileiro, Hettsheimeir vem sendo convocado frequentemente para a Seleção Brasileira nas partidas das Eliminatórias para a Copa do Mundo 2019. Inclusive, para os próximos compromissos contra Venezuela (29/06) e Colômbia (02/07), o camisa 30 do Dragão está entre os relacionados do técnico Aleksandar Petrovic.

Hettsheimeir faturou o troféu de Melhor Pivô do NBB CAIXA pela terceira vez (Luiz Pires/LNB)