O Mogi das Cruzes/Helbor empatou a série de oitavas de final do NBB 2013/2014 frente ao Pinheiros/SKY. Mesmo fora de casa, a equipe comandada pelo técnico Paco García contou com uma forte defesa e um ótimo aproveitamento nas bolas de três pontos para vencer o duelo realizado na noite desta sexta-feira, no Ginásio Poliesportivo Henrique Villaboim, em São Paulo, por 90 a 77, e igualar o confronto diante do clube da capital paulista em 1 a 1.

Sem dar espaços aos rivais durante os 40 minutos de jogo, o esquadrão do Alto do Tietê limitou o poderoso ataque pinheirense, que anota em média 83,3 pontos por jogo, a 77 tentos – restando quatro minutos para o fim do jogo, os donos da casa haviam marcado apenas 64 pontos. Enquanto isso, em seu ataque, a equipe mogiana converteu expressivos 14 tiros de longa distância – em 27 tentativas (51, 9% de aproveitamento) para conquistar uma vitória como visitante e quebrar o mando de quadra do Pinheiros.

Agora, Mogi terá a chance de fechar a série e garantir a classificação às quartas de final para enfrentar o Winner/Kabum/Limeira ao lado de seu torcedor, já que as duas próximas partidas da série serão disputados no Ginásio Professor Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes, nos dias 15/04 (terça-feira) e 17/04 (quinta-feira). Por sua vez, o Pinheiros precisará vencer como visitante para se manter vivo no confronto.

O grande destaque individual do triunfo mogiano ficou por conta do ala Ted Simões, autor de 24 pontos, sendo 21 deles oriundos de sete arremessos de três pontos convertidos. Outros atletas fundamentais para o êxitos do time visitante foram o ala/armador Jason Smith, que marcou dez pontos no último quarto e deixou a quadra com 18 tentos anotados, e o ala Filipin, responsável por 14 pontos.

“Para ganhar de um time da qualidade do Pinheiros você precisar dar um algo a mais. Pecamos no primeiro jogo em alguns aspectos, mas hoje (sexta-feira), conseguimos apresentar uma intensidade boa e conquistamos este importante triunfo”, disse Filipin.

“Mudamos o cenário da série agora. Vamos para as duas partidas em Mogi com tudo, mas sabendo não é nem um pouco fácil vencer o Pinheiros. Vamos pensar jogo a jogo e manter nossa concentração”, completou o camisa 11 mogiano.

Pelo lado do Pinheiros, que também teve um alto índice nas bolas de três pontos, com 11 acertos, o maior pontuador foi o ala/armador norte-americano Joe Smith, autor de 17 pontos, seguido pelo jovem ala Lucas Dias, de apenas 18 anos, que marcou 13 pontos. Cestinha da equipe na temporada, o ala Shamell não apresentou um bom rendimento, muito por conta da forte defesa do Mogi, e registrou 12 tentos.

O grande nome do primeiro quarto foi o ala Ted Simões. Colocado no quinteto titular pelo técnico Paco García – o jogador foi reserva durante praticamente toda a fase de classificação e também na primeira partida da série –, o camisa 33 começou o jogo com a mão quente. Ao todo, o experiente atleta, de 34 anos, converteu quatro tiros de longa distância na parcial inicial e teve participação fundamental para o time visitante fechar o período em vantagem.

Além do ótimo aproveitamento de Simões, Mogi executou uma forte defesa e limitou o ataque do Pinheiros a apenas 13 pontos nos dez primeiros minutos de jogo. Então, a equipe do Alto do Tietê dominou o jogo dos dois lados da quadra e abriu sete pontos de frente ao final do quarto inaugural: 20 a 13.

O segundo período foi marcado pela grande intensidade apresentada pelas duas equipes. Com muita energia e disposição dos dois lados da quadra, os times travaram uma verdadeira batalha durante a parcial. No embalo do bom desempenho de Filipin, Mogi chegou a estender sua vantagem para 14 pontos (27 a 13). Porém, na mesma velocidade em que os visitantes ampliaram a diferença no marcador, os pinheirenses encostaram. Bábby apareceu bem no garrafão e os donos da casa rapidamente cortaram o prejuízo para seis pontos (27 a 21).

Os minutos finais do quarto foram lá e cá. Prova disso foi que a diferença de seis pontos a favor dos mogianos se manteve até a chegada do intervalo (39 a 33). A nota triste da parcial ficou por conta do pivô Morro. Depois de um choque no garrafão, o camisa 8 pinheirense caiu de mau jeito e precisou ser levado a um hospital para a realização de exames mais detalhados.

O time visitante voltou melhor dos vestiários. Novamente com uma forte defesa, a equipe do Alto do Tietê parou o ataque do clube da capital paulista e conseguiu um bom aproveitamento ofensivo, com um bom jogo coletivo, para abrir sua maior diferença na partida até então: 15 pontos de frente (56 a 41). Nos últimos minutos do terceiro quarto, o Pinheiros melhorou a produção de seu ataque, muito por conta do bom aproveitamento da linha de três pontos, e conseguiu diminuir a desvantagem. Então, o duelo chegou para seu último e decisivo período separadas por dez pontos: 63 a 53 a favor dos mogianos.

No começo da parcial final, as duas equipes apresentaram um bom rendimento ofensivo. Jason Smith, do lado do Mogi, e Lucas Dias, pelo Pinheiros, converteram dois tiros de longa distância cada e os times “trocaram cestas”. Desta maneira, Mogi chegou para os últimos cinco minutos da partida ainda com dez pontos de frente (74 a 64). Na sequência, em pouco menos de um minuto, Mogi voltou a aplicar uma boa defesa, contou com cestas do inspirado Smith e de Toledo e tornou a colocar 14 pontos de frente (78 a 64).

Nos últimos minutos de jogo, o Pinheiros bem que tentou diminuir a diferença e virar o jogo. Mas Mogi soube controlar muito bem o jogo para confirmar o resultado positivo e quebrar o mando de quadra do clube da capital paulista na série.