A inédita classificação do Paulistano/Unimed às semifinais do NBB veio de maneira emocionante. Em vantagem por toda a partida, o time da capital paulista precisou segurar uma reação do Vivo/Franca no último período para vencer o quinto jogo da série válida pelas quartas de final, por 86 a 77, e se classificar para a próxima fase do maior campeonato de basquete do país pela primeira vez na história.

O clube da capital paulista, que chegou a abrir 16 pontos de frente durante o terceiro quarto (52 a 36), não teve vida fácil para confirmar o triunfo na partida realizada na noite desta sexta-feira, no Ginásio Antonio Prado Junior, em São Paulo. Durante a parcial final, os visitantes conseguiram empatar o jogo (72 a 72), mas não teve jeito.

Com direito a atuação decisiva de Pilar, o time dirigido pelo técnico Gustavo De Conti mostrou mais tranquilidade nos minutos finais e assegurou a inédita vaga entre os quatro melhores da competição nacional. Agora, o Paulistano terá o São José/Unimed pela frente na briga por um lugar na Final da sexta edição do NBB.

Autor de cinco pontos decisivos nos minutos finais da partida, Pilar deixou a quadra como o grande cestinha da partida, com 26 pontos. Além do camisa 11, os norte-americanos da equipe, Holloway e Dawkins, que marcaram 21 e 12 pontos, respectivamente, também foram fundamentais para a construção do resultado, junto do ala/pivô César, que manteve os 100% de aproveitamento nos lances livres na série, e marcou 13 pontos.

“A gente estava concentrado. Podia ser fácil, podia ser difícil, como foi, mas nosso time estava com a cabeça no lugar para ficar com essa vitória e conseguir essa inédita classificação. O time está de parabéns e agora vamos com tudo para essa semifinal”, declarou Pilar.

Pelo lado francano, o pivô Paulão Prestes foi o grande destaque individual, ao somar o único duplo-duplo da partida, com 20 pontos e dez rebotes. Finalista da terceira edição da competição, a equipe do interior paulista teve sua campanha no campeonato nacional interrompida na fase de quartas de final pela terceira temporada consecutiva.

“Não começamos bem o jogo. Deixamos eles pontuarem muito no primeiro tempo, o que não é normal da nossa equipe. Depois, quando empatamos, não tivemos tranquilidade para passar à frente e mudar o jogo”, disse o ala francano Jhonatan.

“Mesmo com a derrota, o time está de parabéns. Não fizemos uma fase de classificação muito boa, mas crescemos muito nos playoffs. Eliminamos o atual vice-campeão (Uberlândia) nas oitavas e agora fizemos uma série duríssima contra o Paulistano”, completou o ogador, autor de 13 pontos na partida.

Pela primeira vez nas semifinais do NBB, o Paulistano terá pouco para descansar. A primeira partida da série contra São José será nesta terça-feira, às 19h30, novamente no Ginásio Antonio Prado Junior, em São Paulo, com transmissão ao vivo do SporTV.

Com destaque para Pilar e Holloway, o Paulistano largou na frente. A dupla de alas apresentou um alto aproveitamento nos arremessos logo de cara e fez com que o time assumisse a liderança do placar praticamente desde o primeiro minuto. Sem abaixar o ritmo, os dois jogadores continuaram fazendo a diferença e foram fundamentais para os donos da casa colocarem oito pontos de frente ao final do primeiro quarto – cada um marcou dez pontos. O prejuízo para Franca só não foi porque Figueroa acertou dois tiros de três pontos seguidos na parte final do período e fez com que as equipes fechassem o primeiro quarto com o placar em 27 a 19 a favor dos comandados de Gustavo De Conti.

Nos instantes iniciais da segunda parcial, o Paulistano ampliou sua vantagem. César e Holloway converteram bolas de três pontos seguidas e a diferença a favor dos anfitriões pulou para 12 pontos (33 a 21). Com boas jogadas individuais, Figueroa e Socas até tentaram dar um novo ânimo aos visitantes. Mas não teve jeito e o clube da capital paulista continuou tranquilo na ponta do marcador. Graças a um bom jogo coletivo dianta de uma defesa por zona dos rivais, o time local fechou a primeira metade da partida com 13 pontos de frente: 45 a 32.

O domínio do Paulistano seguiu na volta do intervalo. Ainda com Holloway e Pilar como suas principais opções ofensivas, o time da cidade de São Paulo chegou a ampliar sua vantagem para a casa dos 16 pontos (52 a 36). Mas Franca contou com bons lances do até então apagado Paulão para diminuir rapidamente a diferença no marcador. No embalo de uma boa produção de seu principal jogador, os visitantes conseguiram baixar o prejuízo para sete tentos (62 a 55). Porém uma bola de três certeira nas mãos de Dawkins devolveu a liderança em dígitos duplos para os anfitriões antes da chegada do último e decisivo período: 65 a 55.

No começo da parcial final, Franca colocou fogo no jogo. Com uma boa defesa, a equipe parou momentaneamente o ataque dos rivais e, do outro lado da quadra, mostrou muita paciência para pontuar. Então, depois de uma sequência de 9 a 2, os visitantes baixaram a diferença no placar para cinco pontos (67 a 62) e obrigaram o técnico Gustavo De Conti a parar o jogo. Logo no lance seguinte após a parada técnica de seu treinador, Holloway converteu um tiro de três pontos e voltar a dar tranquilidade ao Paulistano. Mas o jogo seguiu quente.

Depois de uma “troca de cestas”, Franca voltou a se apresentar melhor. Sem deixar os rivais pontuarem por dois ataques seguidos, Socas e Figueroa, com um tiro de longa distância, levaram a equipe ao empate (72 a 72). Mas o Paulistano contou com a inspiração de Pilar para ficar com a vitória. Com o placar em 75 a 74, o ala chamou a responsabilidade, anotou cinco pontos consecutivos e fez com que a diferença no placar subisse para seis pontos (80 a 74), com pouco mais de um minuto para o fim do jogo. Impecável nos lances livres, o time não deixou o jogo mudar de rumos e fez a festa ao lado de sua torcida.