#JOGAJUNTO

BCLA

Virada de chave

18-04-2026 | 07:35
Por Marcius Azevedo

Flamengo perde para o Nacional, termina na quarta colocação, e já projeta início das oitavas de final do NBB CAIXA contra o Ceisc/União Corinthians na quarta-feira

O Flamengo encerrou sua participação na Basketball Champions League Americas 2025/26 na quarta colocação, com uma derrota para o Nacional, do Uruguai, por 94 a 65, neste sábado (18/04), no Estádio Obras Sanitarias, em Buenos Aires, e já redireciona o foco para o restante da temporada. O time rubro-negro agora volta suas atenções novamente para o NBB CAIXA, com o início dos playoffs marcado para esta quarta-feira (22/04), no Maracanãzinho, diante do Ceisc/União Corinthians, no primeiro jogo da série melhor de cinco jogos das oitavas de final.

Pouco depois do jogo, o Flamengo comunicou que o técnico Sergio Hernández, em comum acordo com o clube, encerrou o seu vínculo à frente da equipe. A diretoria agradeceu ao treinador pelos serviços prestados, pelo profissionalismo e dedicação no período do trabalho, citando o título da BCLA 2024/25. O auxiliar Fernando Pereira assume interinamente o comando do time e tentará iniciar o confronto pelas oitavas de final do NBB CAIXA com um resultado positivo para recuperar a confiança neste momento decisivo do calendário.

Na disputa do terceiro lugar da BCLA, Shaq Johnson foi o principal pontuador do Flamengo, terminando o jogo com 15 pontos, além de quatro rebotes para 17 de eficiência. Markeith Cummings (13) e Gui Deodato (10) foram os outros dois jogadores do Rubro-Negro com dois dígitos de pontuação na partida. Pelo Nacional, Erik Thomas se destacou com um duplo-duplo de 20 pontos e 10 rebotes para 30 de eficiência, enquanto Connor Zinaich anotou 18 pontos.

Shaq Johnson foi o cestinha do Flamengo na derrota para o Nacional. Foto: BCLA

O Nacional foi superior ao Flamengo no primeiro período, controlando melhor o ritmo a partir de escolhas ofensivas mais consistentes e leitura mais clara das vantagens. A equipe uruguaia conseguiu atacar com paciência, encontrando bons arremessos e explorando desajustes da defesa rubro-negra. A mudança de cenário veio com a entrada de peças do banco, como Jhonatan Luz e Kayo Gonçalves, que trouxeram energia e eficiência do perímetro. Ainda assim, o time uruguaio sustentou sua vantagem e fechou o quarto inicial com sete pontos de frente: 23 a 16.

+ Confira as estatísticas da derrota do Flamengo para o Nacional

O Flamengo voltou a apresentar muitos lapsos de concentração no segundo período, o que acabou sendo determinante para o rumo do jogo. Erros não forçados deram ao Nacional oportunidades constantes de pontuar, com cestas fáceis. No ataque, o time rubro-negro encontrou enorme dificuldade para construir coletivamente, ficando preso a iniciativas individuais e sem fluidez na movimentação de bola. Com domínio claro nos dois lados da quadra, o time uruguaio impôs seu ritmo, venceu a parcial por 31 a 10 e abriu uma vantagem de 28 pontos antes do intervalo: 54 a 26.

O terceiro período trouxe um leve ajuste de competitividade, mas ainda longe de mudar o panorama da partida. O Flamengo encontrou produção quase exclusivamente na linha de três pontos, enquanto o restante da pontuação veio em lances livres. Mesmo com esse aproveitamento pontual, o Nacional manteve o controle, seguiu executando melhor ofensivamente e explorando os espaços deixados pela defesa rubro-negra. A equipe uruguaia venceu por 22 a 17 na parcial e ampliou sua vantagem para 33 pontos antes dos 10 minutos derradeiros: 76 a 43.

+ Veja o álbum de fotos da disputa do terceiro lugar da BCLA

A montanha já era alta demais para o Flamengo no último período, e o contexto de jogo transformou os minutos finais em mera administração do resultado. Ainda assim, a equipe rubro-negra mostrou alguma reação em termos de postura, buscando reduzir a diferença com mais agressividade ofensiva. Cummings apareceu como principal válvula de escape, produzindo bem e liderando o time na pontuação, o que garantiu vantagem na parcial por 22 a 18, mas com o resultado definido muitos antes de o cronômetro zerar.