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Vaga garantida

19-01-2026 | 09:08
Por Marcius Azevedo

Com Manel como símbolo de luta em quadra, Flamengo cresce no segundo tempo, mas não evita revés para o Nacional; classificação às quartas de final está assegurada

Em uma partida marcada por luta e tentativas de reação, o Flamengo foi superado pelo Nacional por 95 a 76, nesta segunda-feira (19/01), no Maracanãzinho. A equipe uruguaia soube impor seu ritmo desde o início e administrar a vantagem construída na primeira metade do jogo. O Rubro-Negro cresceu defensivamente ao longo do confronto, brigou até o fim e teve momentos de equilíbrio, especialmente no segundo tempo, mas não conseguiu reverter o cenário. Apesar do resultado negativo, a equipe do técnico Sergio Hernández avança às quartas de final da Basketball Champions League Americas na segunda colocação do Grupo B. A terceira e última janela na fase de grupos está agendada para o começo de fevereiro, em Buenos Aires, mas com tudo definido.

Manel foi o principal destaque do Flamengo na partida, registrando um duplo-duplo de 21 pontos e 10 rebotes para 26 de eficiência. Com muita disposição, o jovem pivô lutou bastante durante todo o jogo, ficando em quadra mais de 25 minutos, sendo o único jogador com dois dígitos de pontuação. Pelo Nacional, o panamenho Ernesto Oglivie terminou como cestinha com 20 pontos. James Feldeine anotou 19, enquanto Gianfranco Espindola, 17.

Manel alcançou um duplo-duplo na derrota do Flamengo para o Nacional. Foto: BCLA

O primeiro período pode ser dividido em duas partes. Nos cinco minutos iniciais, o Flamengo não conseguiu conter o Nacional, que colocou muita intensidade na defesa, pressionou a bola e jogou em transição, anotando 21 pontos. Na segunda metade, após um pedido de tempo de Sergio Hernández, o Rubro-Negro ajustou a defesa, conseguiu retardar a saída rápida dos uruguaios e equilibrou melhor as posses. Ainda assim, a mudança de postura não foi suficiente para reverter o cenário inicial e fechou em desvantagem por 34 a 22.

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O Flamengo voltou melhor no segundo período, abriu 4 a 0 e colocou o torcedor em quadra, sinalizando uma mudança de postura. No entanto, o Nacional manteve o alto nível de aproveitamento, especialmente com James Feldeine castigando do perímetro e punindo qualquer ajuda defensiva. O Rubro-Negro competiu, teve em Manel um ponto de energia nas batalhas individuais no garrafão, mas encontrou dificuldades para sustentar a intensidade. Mais consistente dos dois lados da quadra, o time uruguaio venceu a parcial por 25 a 17 e foi para o intervalo com 20 pontos de frente: 59 a 39.

No terceiro período, o Flamengo buscou alternativas para encurtar a distância para o Nacional, mesmo sabendo que correr na subida, como se diz quando se está muito atrás no placar, exige alto risco. O Rubro-Negro aumentou o nível de competitividade, tentou controlar melhor o ritmo e priorizou posses mais rápidas. Em um quarto de pontuação baixa e jogo mais travado, o placar ficou igualado em 14 a 14, resultado que manteve a vantagem dos uruguaios inalterada.

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A volta para o último período teve um Flamengo intenso na defesa e mais cirúrgico no ataque, emendando uma corrida de 8 a 0 que indicou possibilidade de reação. A diferença, porém, ainda era grande, e bastaram alguns ajustes do Nacional, especialmente para controlar o ritmo e voltar a pontuar em sequência, para esfriar o momento rubro-negro. A equipe brasileira continuou lutando até o fim, manteve a entrega, mas não conseguiu reverter o cenário construído pelos uruguaios ao longo do jogo.