HOJE
Espetáculo histórico
Por Marcius Azevedo
Sesi Franca tem atuação avassaladora contra a Universidad de Concepción, vence por 58 pontos de diferença no Pedrocão e estabelece a maior margem já registrada na BCLA
Em uma noite para entrar definitivamente na história da Basketball Champions League Americas, o Sesi Franca foi implacável e protagonizou uma das atuações mais impactantes da competição. Com domínio absoluto dos dois lados da quadra, a equipe francana atropelou a Universidad de Concepción, do Chile, por 120 a 62, nesta quarta-feira (14/01), no Pedrocão, estabelecendo a maior diferença de pontos (58) da história da BCLA. O resultado da equipe do técnico Helinho Garcia no primeiro jogo da segunda janela do Grupo D superou o recorde anterior, que pertencia ao Flamengo, na vitória por 103 a 47 sobre o Peñarol, do Uruguai, com 56 pontos de margem, em 2023.
Lucas Dias foi o principal pontuador do Sesi Franca com 23 pontos e 80% (4/5) de aproveitamento nos arremessos do perímetro, além de cinco rebotes e quatro assistências para 28 de eficiência. Cristiano Felício flertou com um duplo-duplo, fechando o jogo com 16 pontos e oito rebotes. Outros cinco jogadores alcançam os dois dígitos de pontuação: Zu Jr. (14), David Jackson (12), Rafael Mineiro (12), Georginho de Paula (11) e Luis Rodriguez (10).
“Construímos uma vitória importantíssima na missão que tínhamos, trilhando o nosso caminho dentro dos conceitos, com seriedade. A equipe de Concepción não teve os dois americanos hoje porque eles não conseguiram entrar no país. Mas isso, para nós, é indiferente. Estávamos focados no que tínhamos de fazer, conseguimos abrir uma larga vantagem e, acima de tudo, com muita seriedade, sabendo que estamos buscando um crescimento para enfrentar o Instituto (de Córdoba), obviamente, e buscarmos o primeiro lugar no grupo”, afirmou o técnico Helinho Garcia, referindo-se ao jogo contra o time argentino na sexta-feira (16/01).

Lucas Dias foi o principal pontuador do Sesi Franca sobre a Universidad de Concepción. Foto: Marcos Limonti/SFB
O primeiro período foi de domínio absoluto do Sesi Franca, que entrou em quadra impondo um ritmo altíssimo dos dois lados da quadra, com defesa agressiva, linhas de passe bem fechadas e transição ofensiva extremamente eficiente. A corrida de 15 a 0, construída sem qualquer contestação do Universidad de Concepción, evidenciou a superioridade da equipe francana, que soube converter pressão defensiva em pontos fáceis. Com total controle das ações, o time brasileiro fechou o quarto inicial com 18 pontos de vantagem: 29 a 11.
+ Confira as estatísticas do jogo entre Sesi Franca e Universidad de Concepción
No segundo período, a Universidad de Concepción apresentou uma postura diferente, sobretudo no aspecto ofensivo, com melhor movimentação, paciência na construção das jogadas e escolhas mais qualificadas nos arremessos. O crescimento do time chileno levou Helinho Garcia a pedir tempo para reorganizar o Sesi Franca, que respondeu com o retorno de Georginho, David Jackson e Cristiano Felício à quadra, recuperando intensidade e controle. Ainda assim, a equipe chilena venceu o quarto por 22 a 18, reduzindo a vantagem francana para 14 pontos antes do intervalo.
O Sesi Franca voltou para o terceiro período elevando de forma significativa o nível de intensidade. Rafael Mineiro entrou pela primeira vez em quadra e impactou imediatamente o jogo, anotando quatro pontos em sequência. Laterza e Zu Jr. mostraram ótimo entrosamento, simbolizado por uma bela ponte aérea finalizada com enterrada potente, que serviu de gatilho para uma corrida de 9 a 0. Com o controle total do ritmo, Georginho e Lucas Dias também castigaram a defesa da Universidad de Concepción, especialmente do perímetro. O resultado foi um quarto irrepreensível do time francano, que venceu por 39 a 13 e chegou aos 10 minutos derradeiros com 40 pontos de vantagem: 86 a 46.
+ Veja a galeria de imagens da histórica vitória do Sesi Franca
Apesar da vantagem elástica construída, o Sesi Franca manteve o mesmo nível de seriedade no último período, entendendo que não reduzir o ritmo também é uma forma de respeito ao adversário. Com muitos jovens em quadra, entre eles Nicolini, Piá e Vini Santos, a equipe francana se manteve organizada, intensa e fiel aos seus princípios de jogo. O resultado foi mais uma parcial amplamente favorável, 34 a 16, que selou uma atuação coletiva dominante do início ao fim.
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