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cabeça erguida

18-04-2026 | 11:41
Por Marcius Azevedo

Sesi Franca compete em alto nível na decisão em Buenos Aires, mas é superado pelo Boca Juniors, fica com o vice-campeonato e já direciona atenções para os playoffs do NBB CAIXA

Mesmo sem conseguir transformar o bom início em título, o Sesi Franca mostrou competitividade em alto nível na decisão da Basketball Champions League Americas 2025/26 e ficou com o vice-campeonato após perder para o Boca Juniors, da Argentina, por 86 a 72, neste sábado (18/04), no Estádio Obras Sanitarias, em Buenos Aires. Em uma final intensa e marcada por ajustes táticos ao longo dos períodos, o time francano teve seus momentos de domínio, mas acabou superado pela maior consistência do adversário e agora volta suas atenções para o NBB CAIXA. A equipe do técnico Helinho Garcia entra nos playoffs como um dos favoritos, afinal terminou na liderança da temporada regular, e brigará fortemente para conquistar o pentacampeonato.

Lucas Dias foi o principal nome do Sesi Franca na decisão do Final Four, terminando o jogo com 17 pontos e sete rebotes. David Jackson e Georginho de Paula foram os outros destaques da equipe francana, anotando 16 e 15 pontos, respectivamente. Pelo Boca Juniors, que conquistou o título da BCLA pela primeira vez na história, Santiago Scala, um velho conhecido da torcida francana por ter participado de três conquistas do NBB CAIXA, teve uma ótima atuação com 18 pontos, seis rebotes e cinco assistências.

Lucas Dias foi o cestinha do Sesi Franca na derrota para o Boca Juniors na final. Foto: BCLA

O primeiro período entregou exatamente o que se espera de uma final: intensidade máxima, ritmo acelerado e alto nível técnico. Sesi Franca e Boca Juniors protagonizaram uma verdadeira trocação do perímetro, com as duas equipes apostando forte nas bolas de três pontos, com seis conversões para cada lado na parcial. Dentro desse cenário de equilíbrio e eficiência ofensiva, o time francano encontrou sustentação em David Jackson, Lucas Dias e Georginho de Paula, trio que ditou o ritmo, mas quem levou a melhor no quarto inicial foi o time argentino, que fechou com uma vantagem de três pontos: 31 a 28.

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O jogo, naturalmente, perdeu um pouco de fluidez no segundo período, reflexo do aumento da tensão de uma final após um início em ritmo acelerado. Com as defesas mais ajustadas e maior valor dado a cada posse, o Boca Juniors foi mais assertivo nas escolhas ofensivas do que o Sesi Franca e soube controlar melhor o andamento da partida. A equipe argentina encaixou duas mini-corridas importantes, uma de 7 a 0 e outra de 6 a 0, que fizeram a diferença na parcial, vencida por 16 a 10. A vantagem antes do intervalo era de nove pontos: 47 a 38.

O Sesi Franca buscou acelerar o ritmo no terceiro período e, em alguns momentos, conseguiu gerar vantagens a partir dessa proposta. Ainda assim, o cenário favorecia o Boca Juniors, que manteve o jogo em meia quadra, controlando o relógio e priorizando ações mais seguras, especialmente explorando o garrafão. Com maior consistência dentro desse plano, a equipe argentina voltou a ser superior na parcial, venceu por 19 a 15 e ampliou a vantagem para 13 pontos antes dos 10 minutos derradeiros: 66 a 53.

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O último período ganhou contornos dramáticos, com o Sesi Franca iniciando melhor, elevando a intensidade defensiva e tomando decisões mais assertivas no ataque. A equipe francana conseguiu, por alguns momentos, colocar pressão real sobre o adversário, mas encontrou um Boca Juniors extremamente confiante e seguro em suas ações. Com o passar do tempo, o relógio passou a ser um adversário determinante para o time brasileiro, que precisou acelerar posses e assumir mais riscos ofensivos. Dentro desse cenário, o time argentino manteve o controle emocional, sustentado pelo apoio da torcida, e confirmou o título.