#JOGAJUNTO

NBB Caixa

Marca defensiva

16-01-2026 | 06:29
Por Marcius Azevedo

Brite alcança marca que não era atingida desde 2012 com nove recuperações de bola pelo Bauru Basket contra o Paulistano e se coloca ao lado de Jefferson Campos na história do NBB CAIXA

Dontrell Brite escreveu seu nome na história do NBB CAIXA mesmo em noite de resultado amargo. Na derrota para o Paulistano, na quinta-feira (15/01), o armador do Bauru Basket alcançou um feito histórico ao igualar o recorde de recuperações de bola da liga, com nove, marca que permanecia inalterada desde 17 de dezembro de 2012, quando Jefferson Campos registrou o mesmo número no confronto entre Suzano e Pinheiros (91 a 72), no Ginásio Paulo Portela.

Apesar de colocar o nome nos livros de recordes do NBB CAIXA, Brite fez questão de priorizar o aspecto coletivo ao comentar a atuação. “Primeiramente, queria deixar claro que eu trocaria esse recorde pela vitória. Tirar uma desvantagem de 21 pontos e depois perder na última bola é muito doído. A gente acaba nem se ligando muito na estatística”, afirmou.

O armador, no entanto, reconheceu a importância do feito individual. “É claro que é legal saber desse feito. No jogo contra o Basket Osasco, tinha roubado oito. Agora subi mais um nível”, disse o americano, que ainda destacou a dificuldade adicional enfrentada ao longo da partida. “E olha que joguei o último quarto pendurado com quatro faltas.”

Brite igualou o recorde de recuperações de bola do NBB CAIXA. Foto: Andrews Clayton/Bauru Basket

Referência defensiva, eleito o melhor defensor na temporada passada, e conhecido pela intensidade ao pressionar os adversários, Brite revelou que o recorde também alimenta novas metas. “Espero que em breve eu possa roubar 10, ficar isolado no recorde e, quem sabe, fazer um duplo-duplo ou triplo-duplo com os steals”, projetou.

A leitura de jogo e a precisão nas recuperações de bola são, segundo o próprio jogador, fruto de uma mentalidade construída desde o início da carreira. “Como eu sempre fui um dos mais baixos em quadra, desde muito novo eu aprendi que só teria minutagem se entregasse uma defesa de alto nível”, explicou. “O que viesse no ataque era lucro, mas o importante mesmo era marcar e anular o jogador adversário. Essa sempre foi minha mentalidade”, completou.

Com o passar dos anos, intensidade física e entendimento do jogo passaram a caminhar juntos. “Com muito treinamento, você consegue juntar essa intensidade física com a leitura de jogo. Tem que ser rápido, mas também entender o momento da partida e o estilo de quem você está marcando”, detalhou.

Para Brite, o segredo das nove recuperações vai além da explosão física. “Pessoalmente, acho que não se trata tanto de velocidade, mas sim de esforço”, analisou, ao traçar um paralelo com a própria família. “Tenho um primo que quase liderou a NCAA em roubos de bola de todos os tempos, e ele não é nem de perto tão rápido quanto eu, mas é bem mais alto.”

Segundo o armador, a defesa foi o caminho encontrado para se manter em alto nível. “Na NBA, ele também jogava com o mesmo estilo de defesa para conseguir mais minutos em quadra, assim como eu tive que fazer a vida toda por ser geralmente o jogador mais baixo”, contou.

Mais do que recordes, Brite reforça que sua contribuição passa pela construção coletiva. “Para mim, o importante é encontrar um jeito de vencer. Se for só roubar bolas para criar mais oportunidades para o meu time, mesmo que eu não marque 20 ou 30 pontos no jogo, não tem problema”, afirmou. “Sei que sempre teremos uma chance maior de vencer com essas oportunidades extras”, concluiu.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.