HOJE
Fala, Tim!
Por Marcius Azevedo
Companheiro de Anthony Davis na NBA, rival de Wembanyama na França, Tim Frazier, reforço do KTO Minas, fala sobre sua trajetória no basquete e da expectativa de ganhar títulos no Brasil
Experiente, vencedor e movido por novos desafios, Tim Frazier desembarca no Brasil para escrever um novo capítulo da carreira. Com oito temporadas na NBA, passagens pelo basquete europeu e o currículo de quem já dividiu quadra com algumas das maiores estrelas do jogo, o armador americano chega ao KTO Minas atraído pelo projeto vencedor, pela Basketball Champions League Americas e pela chance de competir em alto nível no NBB CAIXA.
Em entrevista exclusiva ao site da Liga Nacional de Basquete, o reforço da Tempestade fala sobre os motivos que o trouxeram ao país pela primeira vez, os aprendizados de conviver com nomes como Anthony Davis, o duelo marcante contra Victor Wembanyama na França, quando defendeu o Strasbourg e antes do astro francês ir para o San Antonio Spurs, e a responsabilidade de integrar uma equipe já estruturada para brigar por títulos.

Tim Frazier espera ajudar o KTO Minas na missão de conquistar títulos. Foto: Hedgard Moraes/MTC
Depois de uma carreira longa na NBA e experiências internacionais, o que mais pesou na decisão de aceitar o desafio de jogar no NBB CAIXA e defender o KTO Minas?
O maior desafio foi que havia muitos fatores positivos envolvidos nessa decisão. Estar mais perto de casa, nunca ter estado na América do Sul antes, então estou empolgado por poder estar aqui. Eu também nunca estive no Brasil, e só ouvi coisas boas. Além disso, jogar a Champions League (BCLA) também foi algo totalmente positivo. Quando me apresentaram a oportunidade de vir jogar aqui, eu soube que era o lugar certo para mim.
Na NBA, você dividiu quadra e vestiário com grandes estrelas, como o Anthony Davis. Quais aprendizados desse convívio em alto nível você acredita que fazem diferença, especialmente em jogos grandes e momentos decisivos?
Sim, fui abençoado por ter jogado na NBA e por atuar ao lado de companheiros de altíssimo nível, estrelas e jogadores que estão entre os 75 maiores de todos os tempos. E o que tentei, e ainda tento, é absorver deles o trabalho duro, a ética de trabalho e tudo o que fazem fora da quadra. É fácil para todo mundo ver o que acontece dentro da quadra, mas esses caras são especiais na forma como trabalham, no quanto se dedicam e em como cuidam do corpo. Isso é algo que eu levo comigo e venho aplicando ao longo da minha carreira, principalmente fora dos jogos, porque os jogos são apenas o momento de mostrar aquilo que você construiu fora deles. É nisso que eu procuro focar. E quando se fala em jogos grandes, eu já estive em alguns e vi jogadores que chamaram a responsabilidade e decidiram partidas importantes. Estou animado e espero poder, quem sabe, fazer isso aqui também.
Na França, você enfrentou o Victor Wembanyama, um talento geracional que chamou a atenção do mundo. Como foi medir forças com um jogador desse perfil e o que esse tipo de confronto te exige como armador?
Foi incrível, porque eu já tinha ouvido falar muito dele. Ouvi vários comentários do tipo: ‘esse cara que joga na França é isso e aquilo, é o próximo LeBron James, ou vai ser ainda melhor’. Então poder ir jogar na França e vê-lo de perto foi algo bem marcante. Eu sabia que ele era bom, mas, sinceramente, vendo o que ele está fazendo hoje na NBA, eu não imaginava que ele chegaria a esse nível. Ele, com certeza, me provou o contrário. E isso mostra o quanto ele trabalhou duro. O desafio de enfrentá-lo era conseguir finalizar as jogadas e encontrar formas criativas e imprevisíveis de pontuar, além de envolver os outros jogadores, porque ele era muito alto, tinha uma envergadura enorme e dominava a quadra defensivamente.
O KTO Minas é uma equipe que entra em todas as competições com o objetivo de brigar pelo título, com um projeto sólido e regularidade nas últimas temporadas. Como você encara a responsabilidade de chegar a um time já estruturado para vencer?
O principal ponto é que este time já está pronto. É uma equipe que vem jogando duro e vencendo partidas. E uma coisa que observei nos últimos jogos é que o maior diferencial deles é que jogam como um time. E isso é muito legal de ver. Então, chegando agora, eu só quero poder ajudar a equipe. O KTO Minas é conhecido por disputar títulos, então gostaria de ajudar o time a conquistar os campeonatos. Tomara que isso seja suficiente. Adoraria poder contribuir para isso.
Antes de chegar ao Brasil, o que você já conhecia do basquete brasileiro? Você já teve contato ou conviveu com jogadores brasileiros ao longo da carreira, e que tipo de expectativa tem sobre o nível e o estilo do NBB CAIXA?
Eu não sabia tanto assim sobre o Brasil. Obviamente é algo de que ouvimos falar, e na minha família sempre comentamos: ‘ah, queremos viajar para o Brasil’. Sempre esteve na nossa lista de desejos, aquele tipo de lugar que você quer conhecer ao longo da vida. Então poder vir para cá e ainda jogar basquete é algo realmente incrível para mim. Quando penso em jogadores brasileiros, vêm à cabeça o Leandro Barbosa e o Nenê. São os dois que mais se destacam para mim quando falamos de basquete brasileiro. E, claro, o Barbosa jogava na posição de armador. Ele era absurdamente rápido, muito veloz mesmo. Poder ter visto isso, e saber que o técnico já trabalhou com ele também, pesa bastante. Mas, acima de tudo, estou muito empolgado por estar aqui. Mal posso esperar para entrar em quadra e ajudar o time da forma que for necessária, para que possamos vencer.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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