HOJE
personificação da base
Por Marcius Azevedo
Cauã Pacheco e Vitinho Brandão chegam como personagens para o Clássico dos Jardins na Copa Super 8 e traduzem em quadra o sucesso do trabalho de formação de Pinheiros e Paulistano
O duelo entre Pinheiros e Paulistano pelas quartas de final da Copa Super 8, neste domingo (25/01), no Poliesportivo Henrique Villaboim, vai muito além de um clássico do basquete. Em quadra, o jogo também será personificado por dois jovens armadores que simbolizam o sucesso do trabalho de formação dos clubes: Cauã Pacheco e Vitinho Brandão. Criados em ambientes com todos os subsídios para se tornarem destaques no adulto, eles chegam a esse momento decisivo como personagens de um confronto que carrega identidade, rivalidade e futuro.

De um lado, Cauã Pacheco representa a nova geração do Pinheiros. Aos 20 anos, o armador se consolidou como peça-chave na rotação do técnico Gustavinho De Conti, sendo muitas vezes o desafogo para o americano David Sloan e um complemento importante na armação da equipe. Com médias de 11 pontos, quatro assistências e 2,1 rebotes, ele vive uma temporada sólida, reflexo direto de um processo que começou cedo. “Quando eu vim para São Paulo com 16 anos, o Pinheiros já era conhecido por essa cultura de implementar jovens da base no adulto. E com 16 para 17, eu comecei a treinar no adulto. E isso, querendo ou não, traz um entendimento a mais de jogo e um desenvolvimento que em outros lugares não teria isso”, relembrou.
Já Vitinho Brandão é a síntese da escola formadora do Paulistano. Aos 21 anos, titular absoluto do técnico Demétrius Ferracciú, ele atua como uma extensão do treinador em quadra, organizando, lendo o jogo e liderando uma equipe jovem. As médias de 11,9 pontos, 4,3 assistências e 3,7 rebotes para 12,5 de eficiência ajudam a traduzir a maturidade que o armador demonstra em momentos decisivos. Para o jogador, esse crescimento é consequência direta do ambiente em que foi formado. “Pinheiros e Paulistano já revelaram grandes jogadores e eles continuam nessa mentalidade, nesse jeito de trabalhar. Então, eu acho que é tudo fruto da estrutura, é tudo fruto da mente e da paciência que eles têm com os jovens.”
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As trajetórias se cruzam justamente nessa ideia de construção a longo prazo. Pinheiros e Paulistano transformaram a formação de atletas em identidade institucional, e isso se reflete em elencos cada vez mais jovens e competitivos. “Hoje, acho que mais da metade da equipe, tanto do Pinheiros quanto do Paulistano, é de jovens e isso vem mostrando a força dos clubes e o nosso talento. Queremos crescer, queremos nos desenvolver”, disse Vitinho, ressaltando uma rivalidade que estimula evolução constante. “O Pinheiros quer ser melhor que o Paulistano, e o Paulistano quer ser melhor do que o Pinheiros. Essa competitividade é boa porque um vai puxando o outro.”
Essa rivalidade, aliás, é parte do aprendizado desde cedo. Cauã Pacheco conhece bem o peso do chamado Clássico dos Jardins, vivido desde as categorias de base. Recentemente, inclusive, eles se enfrentaram na final da LDB 2025, quando o Pinheiros venceu o Paulistano e conquistou o sexto título da principal competição de base do Brasil. “Desde que eu cheguei no Pinheiros, se fala dessa rivalidade, desde a base ao adulto, que é Pinheiros contra Paulistano. A nossa mentalidade é de fazer um jogo duro e, com certeza, sair com uma vitória”, afirmou. Para ele, o histórico de confrontos desde jovem ajuda a encarar decisões como a da Copa Super 8 com mais naturalidade.
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Vitinho compartilha dessa visão e reforça que o ambiente competitivo sempre esteve presente em sua formação. “Peso diferente acho que não, porque jogamos desde a base esses jogos. Eu já joguei final contra eles, já joguei semifinal contra eles, já joguei jogo valendo nada contra eles, então os dois lados estão acostumados”, ponderou. Mesmo reconhecendo o salto para o nível profissional, o armador minimiza a diferença. “Tudo bem que agora é no adulto, é no profissional, mas não muda nada, é só basquete.”

Cauã Pacheco e Vitinho Brandão em embate direto no encontro entre Pinheiros e Paulistano no NBB CAIXA. Foto: Willian Oliveira/Foto Atleta
Em um torneio de tiro curto como a Copa Super 8, essa bagagem ganha ainda mais valor. Cauã Pacheco destaca como a vivência precoce em jogos grandes moldou sua capacidade de decisão. “Se você é introduzido desde moleque nessas situações, você se adapta. Desde os 17 anos eu estou envolvido nesses jogos, sinto a pressão de querer jogar um jogo de adulto. Você aprende, querendo ou não”, explicou. Como armador, ele entende que lidar com a pressão faz parte da função. “É procurar achar o melhor caminho e ganhar o jogo”, resumiu.
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Vitinho continua na mesma linha ao falar sobre preparação e confiança. “É a convicção. Quando você se prepara bem, você sabe que, no momento oportuno, no momento decisivo, você vai corresponder. O trabalho devolve”, afirmou. Para ele, a mentalidade vencedora construída ao longo dos anos nos dois clubes é um diferencial em jogos eliminatórios. “O Super 8 é isso, é tiro único, é tiro curto. Às vezes um time pode acordar em um dia ruim e se dar mal, outro pode acordar em um dia bom e se dar bem. É tudo ou nada.”
Assim, quando a bola subir no Henrique Villaboim, Cauã Pacheco e Vitinho Brandão carregarão mais do que a responsabilidade de conduzir seus times à semifinal. Eles levarão para a quadra histórias moldadas pela base, pela rivalidade e por um processo que ensina, desde cedo, a decidir sob pressão. Em um clássico que sempre olha para o futuro, os dois armadores mostram que esse futuro já é presente.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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