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Desbravador do basquete

16-10-2012 | 02:02
Por Liga Nacional de Basquete

Ele leva o esporte da bola laranja pelos sete mares. Alberto Bial, um técnico com sede de desafios, fala sobre sua nova paixão: massificar a modalidade no Ceará

A nova missão do desbravador do basquete: massificar o esporte e criar ídolos no estado do Ceará (José Mario Dias/Divulgação)

Ele desbrava. Não tem medo do desconhecido, como diz uma das definições de desbravador no dicionário. Coloca o seu conhecimento em favor de seus semelhantes e de um povo carente, sedento por novidades. Esse é Alberto Bial, o desbravador do basquete brasileiro. Depois de passar por muitos lugares do Brasil – o mais recente bem-sucedido projeto foi realizado em Joinville –, o técnico começou um novo trabalho do zero, o qual chama de um “movimento”, que é o SKY/Basquete Cearense, primeiro time do Nordeste da história do NBB.

“O Ceará me conquistou. Eu digo que hoje sou cearense, um local que exala uma energia muito legal”, disse o desbravador dos sete mares do basquete, que explicou o que lhe faz buscar a massificação do esporte da bola laranja em todos os cantos do Brasil e do mundo. “Para nos desenvolvermos e crescermos como pessoas, é bom procurar novos desafios. Para mim, minhas passagens por Joinville, Ceará, Angra dos Reis, Rio, Emirados Árabes e Arábia Saudita me fizeram crescer. Eu faço isso pelo meu amor pelo basquete, para despertar essas regiões para o basquete, atrair os jovens”, comentou.

“Não tenho a menor dúvida que com ídolos e com entretenimento, a gente consegue, com certeza, atrair a população para esse foco e consegue massificar a prática do basquete no país, que ainda não é muito intensa. Nós sentimos que em lugares onde passamos, deixamos uma herança. Mais importante do que fazer isso pela gente, é fazer pelos e para os outros”, acrescentou Bial.

Um exemplo claro dessa herança comentada pelo técnico é Joinville. Assim como o Basquete Cearense, Bial foi um dos grandes idealizadores do projeto do time catarinense, que está no NBB desde o início da competição e sempre com bons resultados. Deixando bem claro que não fez nada sozinho, o treinador ressaltou que o trabalho executado na maior cidade de Santa Catarina rendeu frutos não apenas para o basquete e para o município.

Foi com o trabalho em conjunto que Bial plantou a semente do basquete em Joinville (Adenir Britto/Divulgação)

“Eu posso ter a ideia, mas o trabalho é sempre em conjunto, com uma grande equipe. Em Joinville, a gente despertou um olhar não só para o basquete, mas como também para o futsal e inclusive para o futebol. E melhor, atingimos uma importante região, o trabalho foi levado para todo o estado de Santa Catarina. Fico feliz por saber que o trabalho por lá ainda está prosperando”, declarou.

A semente foi plantada, os frutos foram colhidos, e Bial partiu para novos desafios, desbravador que é. Em um primeiro momento, não achou mais que fosse navegar pelo Brasil afora. Até descobrir o mar do Ceará. “Achei que eu queria ficar no Rio, que não iria sair mais de lá. Aí eu comecei a palestrar e quando fiz uma delas no interior do Ceará, tive a certeza de que tinha de fazer algo por lá.”

Paixão à primeira vista. Bial foi atrás dos apoios necessários para a empreitada, conquistou a confiança do governo cearense e da SKY e viajou mais uma vez para levar o basquete afora, agora para o Nordeste. Mas por que no Ceará? “É o lugar ideal para desenvolver o basquete, o povo tem todas as características, que tem garra, clama por esporte, por ídolos”, falou.

E assim como o Barcelona no futebol, Bial vê o Basquete Cearense como mais do que um time. “É um movimento que se criou. Queremos fazer um celeiro de jogadores, abrir escolas de basquete. Eu acredito nessa onda, que venham muitas vitórias e atraia muitas crianças”, afirmou.

A nova paixão de Bial é o Basquete Cearense, e o técnico acredita que foi criado mais do que um time, mas, sim, um movimento (José Mario Dias/Divulgação)

Logicamente, para que o “movimento” dê certo, a parte técnica dentro da quadra tem de estar na ponta dos cascos. A equipe tem muitos jogadores com experiência no NBB, como, por exemplo, o pivô Felipe Ribeiro, o ala Rogério Klafke e o ala/armador André Goes, mas como é um grupo formado neste ano, terá de buscar o entrosamento ideal. Bial confia bastante na evolução desse processo, principalmente após a excursão pela China.

“Eu estou trabalhando muito forte nas necessidades da equipe após a viagem para a China. O time está avançando muito rápido, está superando eventuais dificuldades de início de trabalho com muita dedicação”, disse Bial, que sonha em ver o seu trabalho sendo difundido pelo Brasil, criando novos desbravadores que melhorem não só a estrutura do basquete no país, mas como a vida das outras pessoas e deles próprios.

“Tenho certeza de que virão muitos outros com essa coisa cigana, aventureira no bom sentido. Com essa coragem de abraçar o mundo, trazendo novos ideais. Isso me fez acreditar mais na vida”, concluiu o desbravador dos sete mares do basquete.

Depois de ficar um ano fora da principal competição do basquete brasileiro, Bial reestreia no NBB com o Basquete Cearense contra o Unitri/Universo, fora de casa, no dia 24 de novembro.