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Nova liderança

27-02-2026 | 05:47
Por Liga Nacional de Basquete

Érika de Souza assume o comando da Liga de Basquete Feminino com discurso de proximidade com clubes e atletas e promessa de continuidade no processo de fortalecimento da competição

A transição de protagonista dentro das quadras para líder fora delas ganhou um novo capítulo no basquete nacional. A ex-pivô Érika de Souza foi eleita a presidente da Liga de Basquete Feminino.  A eleição da primeira mulher para exercer tal função reforça o compromisso da LBF com a representatividade das mulheres em cargos de liderança e representa a chegada de alguém que viveu intensamente a realidade das atletas e agora passa a conduzir os rumos institucionais.

Com quase 25 anos de carreira, Érika construiu trajetória sólida em equipes do Brasil, WNBA e Europa, além de representar o Brasil, acumulando títulos e reconhecimento internacional. Essa bagagem, segundo ela, será determinante na nova função. “Assim como eu dei o meu melhor nos clubes que passei e na seleção, darei o meu melhor na LBF”, afirmou. A declaração reforça o compromisso de manter o mesmo nível de dedicação que marcou sua história como jogadora.

Érika de Souza, eleita a presidente da LFB, e Valter Ferreira, o vice. Foto: Reprodução

A eleição ocorreu em Assembleia Geral Ordinária, que definiu a nova diretoria para o ciclo 2026–2030. A chapa escolhida, intitulada “Continuidade”, indica a intenção de preservar avanços recentes e, ao mesmo tempo, abrir novas frentes de crescimento. O mandato terá início em 26 de maio de 2026 e seguirá até 25 de maio de 2030, período em que a dirigente pretende fortalecer a estrutura administrativa, ampliar a visibilidade da competição e consolidar a LBF como referência na gestão esportiva feminina.

Em seu discurso, Érika destacou a importância do diálogo e da proximidade com os clubes e atletas. “Quero contar com a colaboração de todos e estar presente para os clubes e principalmente para as atletas”, declarou. A fala sinaliza uma gestão participativa, construída a partir da escuta ativa e da experiência prática de quem conhece as demandas da categoria.

O vice-presidente eleito, Valter Ferreira Silva, também ressaltou o momento como estratégico para a LBF. Para ele, a nova composição da diretoria amplia as possibilidades de crescimento institucional e reforça a união entre as equipes participantes. “Pelo carinho de quem quer permanecer e de quem quer fazer parte, quem ganha com isso é a LBF.”

O processo eleitoral também definiu os novos nomes do Conselho de Ética, com Mariana Antonialli Guimarães, Nathalia Vicentini Aguiar e Aluísio Elias Xavier Ferreira (Lula) como titulares, e Gilberto Rodrigues Oliveira como suplente.

A chegada de uma ex-atleta ao posto máximo da entidade carrega significado especial para o basquete feminino brasileiro. Ao assumir a presidência, Érika de Souza representa uma geração que lutou por espaço, reconhecimento e profissionalização. Agora, do lado da gestão, terá a missão de transformar essa vivência em políticas concretas de desenvolvimento, garantindo que a próxima geração encontre uma liga ainda mais estruturada, competitiva e sustentável.