HOJE
Basquete é arte
Por Marcius Azevedo
Em comemoração aos 472 anos de São Paulo, artistas transformam a fachada do Conjunto Nacional em galeria a céu aberto, com destaque para o trabalho de Pedro Greene
A fachada do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, volta a se transformar em um grande espaço de arte a céu aberto para celebrar os 472 anos de São Paulo neste sábado (24/01). A quinta edição do ciclo “São Paulo 472 anos, São Paulo 2026 — Se essa rua fosse nossa…”, ocupa o edifício com obras monumentais que convidam o público a revisitar a cidade a partir de diferentes sensibilidades, histórias e experiências urbanas.
Com curadoria de Vera Simões, a exposição reúne onze artistas visuais, cada um responsável por uma obra em grande formato instalada na fachada do prédio. Os trabalhos são apresentados em banners de grandes dimensões e partem de ruas e avenidas emblemáticas da capital paulista, criando uma espécie de mapa afetivo da cidade. A proposta é ampliar o diálogo entre arte e espaço público, fazendo da Paulista não apenas um local de passagem, mas também de contemplação.

Pedro Greene ao lado da foto que será exposta na fachada do Conjunto Nacional na Avenida Paulista. Foto: Divulgação
Entre os destaques da mostra está o trabalho de Pedro Greene, fotógrafo e artista visual cuja trajetória dialoga diretamente com o esporte, especialmente o basquete. Profissionalmente ligado à produção de conteúdos esportivos, ele construiu um olhar que valoriza o corpo em movimento, o ritmo e a precisão do instante, elementos que também aparecem na forma como o profissional observa e interpreta a cidade. Sua obra parte da Rua Estados Unidos, nos Jardins, e traduz o espaço urbano como um território de fluxo, encontros e camadas simbólicas.
A prática artística de Pedro Greene é fortemente influenciada pela música, pelo desenho e pela moda, referências que se refletem em composições marcadas pelo jogo entre luz e sombra, equilíbrio formal e expressividade emocional. Seu olhar sensível busca capturar mais do que a paisagem: revela atmosferas, gestos e sensações que conectam o espectador ao momento registrado. Na escala monumental da fachada do Conjunto Nacional, essa linguagem ganha ainda mais potência e impacto visual.

Outras fotos de Pedro Greene que estão na exposição na Galeria VerArte. Foto: Divulgação
“Estou muito feliz, realizado, não só por ser meu trabalho, mas por ver o basquete brasileiro atingindo esses públicos de galeria, artistas irem ver e reconhecer. Todas as portas que isso pode abrir para o basquete. Basquete é arte, arte é basquete, é cultura. E eu acho que isso tem que ser mais valorizado pelas pessoas. A fotografia esportiva é arte também. Não é só tirar foto de jogadores saltando. Para mim, é o mais importante, ao ver o meu trabalho nas paredes, e saber o quanto isso influencia para o nosso basquete e o quanto isso pode potencializar novas pessoas a fazerem isso também”, afirmou Pedro Greene.
Além da ocupação da fachada, a exposição se desdobra em outros espaços. No piso térreo do Conjunto Nacional, totens informativos apresentam detalhes sobre as obras e os artistas, permitindo ao público aprofundar a experiência e compreender melhor os conceitos por trás de cada trabalho. Paralelamente, uma versão ampliada da mostra pode ser visitada na Galeria VerArte, em Santa Cecília, onde as obras são apresentadas em um ambiente expositivo tradicional, favorecendo uma observação mais próxima.
Como parte do projeto, também foi lançado o livro “São Paulo 472 anos, São Paulo 2026 — Se essa rua fosse nossa…”, que reúne as imagens da exposição, textos curatoriais e reflexões sobre a cidade e seus múltiplos olhares. A publicação funciona como um registro permanente desta edição do ciclo e amplia o alcance da proposta, permitindo que o público leve consigo uma leitura sensível e artística de São Paulo.
Ao ocupar um dos endereços mais simbólicos da cidade, a exposição reafirma a vocação cultural da Avenida Paulista e celebra São Paulo como um organismo vivo, marcado por diversidade, movimento e reinvenção constante. Com diferentes linguagens e perspectivas, os artistas convidados, entre eles Pedro Greene, ajudam a construir uma narrativa visual que convida o público a desacelerar o olhar e redescobrir a cidade em seus detalhes, ritmos e emoções.
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