HOJE
Fora do roteiro
Por Marcius Azevedo
Com elencos equilibrados e estratégias mapeadas, a final da Copa Super 8 entre Pinheiros e KTO Minas pode ser definida por quem entende o momento e entrega impacto em quadra
Entre tantos duelos individuais em um jogo essencialmente coletivo, algumas finais são decididas por quem consegue dar um salto de qualidade justamente quando a pressão aperta. Não necessariamente o nome mais óbvio, o maior pontuador, mas aquele jogador capaz de ler o momento, entregar intensidade, quebrar o roteiro e se tornar o fiel da balança. Seja com uma defesa inesperada, seja com uma jogada imprevisível no ataque, o imponderável costuma ganhar peso em decisões desse tamanho.
É nesse cenário que Pinheiros e KTO Minas entram em quadra neste sábado (31/01), no Poliesportivo Henrique Villaboim, na final da Copa Super 8. E, em elencos bem estudados e preparados para o “óbvio”, surgem personagens que podem mudar o rumo da história. De um lado, o jovem Felipe Gregate, de 22 anos, em sua primeira temporada no Pinheiros, já demonstra maturidade competitiva que vai além das estatísticas. Do outro, Danilo Fuzaro, 32 anos, mais experiente, vive um papel diferente no KTO Minas, vindo do banco, mas com impacto constante e leitura apurada do jogo.

Para Gregate, a chave começa antes mesmo da bola subir. O desafio mental de uma final exige controle emocional e clareza de função. “Mentalmente é abaixar o nível de ansiedade por ser uma final e aumentar o nível de foco e concentração. E, particularmente, eu não entro pensando em estatística ou em protagonismo, mas do que o time precisa de mim naquele exato momento que o jogo pede de mim. Sem dúvida nenhuma, é focar 100% na defesa e o ataque vai fluir consequentemente.”
A defesa, aliás, aparece como ponto central no discurso do ala-armador, que reconhece na intensidade um diferencial do Pinheiros, especialmente em um grupo jovem. “A parte da defesa é um aspecto decisivo para esse jogo. Somos um time mais jovem, então temos de colocar mais intensidade em todos os aspectos. Tanto em correr, em defender, em rebote. Acho que tudo com mais intensidade”, disse Gregate.
Em uma final marcada por estudos detalhados e ajustes finos dos dois lados, Gregate entende que o inesperado pode ser determinante e se vê pronto para assumir esse papel quando necessário. “Os dois times se estudando muito bem, já estamos preparados para, teoricamente, o óbvio, do que está treinado de cada time. Uma jogada imprevisível que você faz, uma defesa forte que você faz, uma defesa imprevisível é o que vai mudar o sentido desse jogo. Estou bem pronto para assumir as responsabilidades dessas jogadas.”
No KTO Minas, Danilo Fuzaro traz a serenidade de quem já viveu muitos momentos decisivos na carreira. A preparação segue uma lógica construída ao longo do tempo, com rotina e confiança no trabalho diário. “Já faz muito tempo que eu jogo basquete, tenho disputado jogos importantes e acaba que você tem a sua rotina, tem o jeito de se preparar e não foge muito disso. Eu tento descansar, deixar minha mente mais tranquila e deixar tudo na quadra.”
Em quadra, o papel de Fuzaro é moldado pelo que a partida pede. A leitura rápida e a capacidade de impactar em diferentes frentes fazem dele uma peça valiosa em jogos grandes. “Depende muito do que o jogo está pedindo. Eu sempre tento trazer qualidades defensivas, fazer as leituras certas no ataque, e se o time precisa que eu pontue eu vou pontuar, se o time precisa que eu seja o principal jogador defensivo eu vou ser. Então eu estou sempre pronto para trazer o que eu preciso.”
Essa disponibilidade para assumir responsabilidades decisivas também é alimentada pela própria trajetória do ala. “Sem dúvida acho que até o meu passado, a minha história, ela me traz confiança também nesse quesito e todo o trabalho que você coloca dia a dia também te traz a confiança para esses momentos assim decisivos.”
Em uma final em que cada detalhe importa, Felipe Gregate e Danilo Fuzaro simbolizam bem o peso do imponderável. Jogadores diferentes em idade, função e momento de carreira, mas unidos pela capacidade de responder quando o jogo sai do script. E, em decisões assim, muitas vezes é exatamente aí que o título encontra o seu dono.
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