HOJE
Número eternizado
Por Liga Nacional de Basquete
Decisão do Conselho Diretor do Flamengo eterniza a camisa 14 de Oscar Schmidt no basquete e reconhece o legado do maior nome e ídolo da modalidade no País
O Conselho Diretor do Flamengo oficializou, por decisão unânime, a aposentadoria definitiva da camisa 14 do basquete rubro-negro. A medida reconhece a importância histórica de Oscar Schmidt, maior referência do basquete e um dos nomes mais icônicos da história do esporte brasileiro, que morreu na sexta-feira (17/04), aos 68 anos.
A partir de agora, o número 14 deixa de ser utilizado nas quadras pelo clube e passa a ocupar um lugar permanente na memória rubro-negra como símbolo de excelência, inspiração e respeito. Como parte das celebrações, Arrascaeta usará simbolicamente a camisa 14 neste domingo (19/04), no Maracanã, na partida contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. A ação amplia o alcance da homenagem a Oscar para toda a comunidade rubro-negra.

Oscar Schmidt defendeu o Flamengo entre 1999 e 2003, quando se aposentou do basquete. Foto: Arquivo
Oscar chegou ao Flamengo já consolidado como um dos maiores jogadores da história do basquete. Entre 1999 e 2003, com a camisa rubro-negra, ele chamou atenção não apenas pelo volume de pontos, mas pela maneira como controlava o jogo, combinando inteligência, precisão nos arremessos e uma leitura de quadra acima da média.
Foi justamente no período defendendo o Flamengo que Oscar também atingiu um dos marcos mais emblemáticos da sua carreira: tornou-se o maior pontuador da história do basquete mundial, ao alcançar 49.737 pontos. Até então, a marca pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos. O recorde prevaleceu até abril de 2024, quando LeBron James ultrapassou o Mão Santa.
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Foram 219 jogos pelo Flamengo, com 7.241 pontos, uma impressionante média de 33 pontos por jogo. Ele foi duas vezes campeão carioca, em 1999 e 2002, sendo cestinha em todos os torneios pelo clube. Ele pôde realizar também o sonho de atuar ao lado do filho Felipe, em uma partida diante do Mogi Basquete. A aposentadoria foi pelo Rubro-Negro, em 2003.
Oscar marcou sua passagem pela influência direta no jogo e no ambiente competitivo. Suas atuações mobilizavam torcedores e transformavam cada jogo em um evento especial. A decisão de aposentar a camisa 14 reconhece uma trajetória que vai além das quadras. Oscar tornou-se referência de excelência e longevidade no esporte, influenciando gerações de atletas e ajudando a consolidar o basquete brasileiro no cenário internacional.
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