HOJE
Aqui é Flamengo!
Por Marcius Azevedo
Com um primeiro período avassalador e sangue frio nos segundos finais, Flamengo derrota o Astros de Jalisco no Maracanãzinho e leva vantagem para decidir no México
Em um duelo eletrizante e decidido nos detalhes, o Flamengo mostrou personalidade, força coletiva e sangue frio nos instantes derradeiros para sair na frente nas quartas de final da Basketball Champions League Americas 2025/26. Depois de um início avassalador, suportar a reação do Astros de Jalisco e atravessar momentos de enorme pressão na reta final, o Rubro-Negro encontrou as respostas necessárias nas posses decisivas para garantir a vitória por 101 a 99, nesta sexta-feira (06/03), no Maracanãzinho, no primeiro capítulo da série melhor de três. O resultado coloca a equipe brasileira em vantagem na disputa pela Final Four que prosseguirá no México, na próxima sexta-feira (13/03), às 23h40.
Gui Deodato foi o principal nome do Flamengo, terminando o jogo com 24 pontos, além de sete rebotes e duas assistências. Franco Baralle também se destacou com 19 pontos, seis rebotes e quatro assistências, enquanto Shaq Johnson registrou 19 pontos e três assistências. Outra boa notícia para o Rubro-Negro foi o retorno de Alexey Borges, que ficou em quadra durante 12 minutos. Pelo Astros de Jalisco, que sofreu sua primeira derrota na BCLA, Christopher Perry anotou 31 pontos e Trey Burke, 26.
“Entramos com garra, vontade, que era uma coisa que estava faltando. Nós mesmos estávamos nos cobrando para esse jogo. Agora é playoff e tínhamos de mudar a chavinha, o que fizemos até aqui ficou para trás, não importa mais, apenas daqui para frente, pensar com cabeça boa, com energia, e o time está com essa energia. Fomos bem no ataque, tivemos algumas falhas, com certeza, sabemos que o outro time é muito bom. Agora vamos para o México para trazer um jogo para chegarmos no Final Four”, afirmou Jhonatan Luz, que anotou 10 pontos, sendo seis no último período.

Gui Deodato foi o destaque do Flamengo na vitória sobre o Astros de Jalisco. Foto: FIBA
O Flamengo começou impondo um ritmo forte dos dois lados da quadra. Com marcação intensa na linha da bola e pressão constante para forçar erros do Astros de Jalisco, o Rubro-Negro conseguiu acelerar o jogo e transformar defesa em ataque com frequência. A equipe foi extremamente eficiente, especialmente nos arremessos do perímetro, com oito acertos em dez tentativas e um aproveitamento impressionante de 80%. Com volume ofensivo, circulação rápida da bola e alto nível de confiança, o time brasileiro construiu um domínio quase completo no primeiro período: 33 a 19.
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O Astros de Jalisco voltou com outra postura no segundo período e, com agressividade na defesa e atacando com maior velocidade, emplacou uma corrida de 12 a 0 que obrigou o técnico Sergio Hernández a parar o jogo. A resposta do Flamengo veio forte, com uma sequência de 10 a 0 para frear a reação adversária. O confronto continuou em ritmo acelerado, com posses rápidas e trocas constantes de golpes. A equipe mexicana venceu o quarto por 26 a 23, mas o Rubro-Negro preservou boa parte da vantagem da parcial inicial e foi para o intervalo liderando por 56 a 45.
O terceiro período teve um tom mais físico, com as duas equipes elevando o nível de contato e intensidade defensiva, o que deixou o jogo mais travado na primeira metade da parcial. Aos poucos, porém, o Astros de Jalisco encontrou melhores soluções ofensivas e emplacou uma corrida de 12 a 0 que reduziu significativamente a diferença no placar. Na reta final da parcial, Negrete chamou a responsabilidade e recolocou o Flamengo nos trilhos ao anotar oito pontos consecutivos. Shaq Johnson ainda converteu uma bola de três no estouro do cronômetro para garantir 22 a 21 para o Flamengo no quarto e uma vantagem de 12 pontos antes dos 10 minutos derradeiros: 78 a 66.
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A tensão tomou conta do último período. Precisando reagir, o Astros de Jalisco partiu para o tudo ou nada e aumentou a agressividade em cada posse de bola, enquanto o Flamengo buscou administrar o ritmo para assegurar o resultado. A parcial teve momentos claros de trocação, com o Rubro-Negro encontrando boas soluções a partir de um ataque mais compartilhado e paciente, distribuindo responsabilidades no perímetro e no jogo interior. Do outro lado, Christopher Perry assumiu o protagonismo ofensivo da equipe mexicana e manteve o adversário vivo na disputa. O duelo continuou apertado até os instantes finais, mas o time brasileiro mostrou sangue frio nas posses decisivas para vencer.
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