HOJE
Prata da casa
Por Marcius Azevedo
Formado no clube, Cássio Santos assume o comando do Vasco da Gama no NBB CAIXA e defende ação, confiança e responsabilidade compartilhada como pilares para a reação da equipe
O Vasco da Gama inicia um novo capítulo no NBB CAIXA apostando em alguém que conhece o clube como poucos. Com a saída de Léo Figueiró, que aceitou um convite da Confederação Brasileira de Basketball, quem assume o comando da equipe é Cássio Santos, profissional formado no dia a dia de São Januário, que deixa o papel de assistente para viver, pela primeira vez, a experiência de ser treinador principal aos 36 anos. Em meio a uma temporada desafiadora, a escolha representa continuidade, identidade e a tentativa de transformar conhecimento interno em resposta dentro de quadra.
Cássio construiu sua trajetória longe dos holofotes, mas sempre dentro do ambiente competitivo. Foram oito anos integrando comissões técnicas do Vasco da Gama, período em que acumulou experiências com treinadores de perfis distintos e participou de momentos decisivos da história recente do clube. Ele trabalhou ao lado de Christiano Pereira, Dedé Barbosa, Alberto Bial e Léo Figueiró, absorvendo conceitos, métodos de trabalho e formas de gestão que hoje ajudam a moldar sua própria identidade como treinador.

Cássio Santos foi auxiliar de diversos treinadores no Vasco da Gama e agora terá sua primeira oportunidade. Foto: Maurício Almeida/Vasco da Gama
Ao olhar para esse caminho, Cássio faz questão de dividir os méritos. “Ninguém consegue nada sozinho. Tive bons mentores nesses oito anos em que faço parte das comissões técnicas do clube como assistente. Por mais que tenhamos um modo de agir e trabalhar, também absorvemos condutas e métodos desses profissionais, que me deram oportunidade”, afirmou.
Essa convivência diária com diferentes lideranças foi essencial para que ele se sentisse preparado para o desafio atual. Além dos treinadores, os atletas também tiveram papel fundamental na sua formação. “Poderia citar aqui diversos atletas renomados com quem tive o prazer de trabalhar e que me ajudaram muito nesse processo também”, destacou.
Mas há um episódio específico que, segundo ele, marcou sua trajetória de maneira definitiva. “Meu primeiro grande desafio, como assistente, foi em 2016, quando perdíamos a série final para Campo Mourão por 2 a 0 e revertemos, ganhando três seguidas e nos sagrando campeões da Liga Ouro, ganhando acesso ao NBB CAIXA.”
Aquela virada ajudou a forjar uma mentalidade de resiliência que hoje se torna ainda mais necessária. O contexto em que Cássio assume o comando é dos mais delicados. O Vasco da Gama luta diretamente contra o rebaixamento, convive com derrotas apertadas e precisa reagir rapidamente para não comprometer o restante da temporada.
Para ele, assumir a equipe no meio do campeonato exige menos discurso e mais atitude. “A primeira e única prioridade com a qual estamos trabalhando com todo o grupo é a ação. Precisamos agir, não somente falar que queremos mudar, mas sim agir, sermos conscientes, saber onde cada um pode contribuir 1% a mais a cada dia, a cada sessão de treino e jogo, em prol do grupo”, resumiu.
A ideia de contribuição diária e coletiva aparece como eixo central do novo comando. Em vez de rupturas bruscas, o treinador aposta em ajustes práticos, cobrança interna e envolvimento total do elenco, entendendo que pequenas evoluções contínuas podem gerar impacto direto nos resultados. Essa abordagem se conecta com o diagnóstico que ele faz da campanha até aqui. Apesar da posição incômoda na tabela, o desempenho não está tão distante das outras equipes.
Mesmo pressionado pela necessidade de vitórias imediatas, o Vasco da Gama ainda mantém vivo o objetivo de alcançar os playoffs. Para Cássio, essa ambição não é incompatível com o momento atual. “Esse é um processo facilitador, graças ao grupo de jogadores que temos. Perdemos muitas partidas por detalhe e já provamos que temos totais condições de ganhar de qualquer um nesse NBB”, afirmou.
A confiança no elenco é clara, assim como a convicção de que a resposta passa mais pelo aspecto mental do que por mudanças radicais no modelo de jogo. A construção dessa retomada, segundo ele, passa pelo tempo e pela consistência do trabalho. “Vamos, dia a dia, evoluindo, recuperando nossa confiança e voltar a ganhar jogos”, projetou, consciente de que cada rodada será decisiva, tanto na luta contra o rebaixamento quanto na tentativa de transformar o sonho de playoff em algo concreto.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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