HOJE
Balanço positivo
Por Liga Nacional de Basquete
Brasileiro Gui Santos comemora temporada marcada por evolução técnica, mudança de papel e consolidação na rotação de Steve Kerr no Golden State Warriors na NBA
Um dos destaques do Golden State Warriors na NBA, o brasileiro Gui Santos encerra a temporada com um balanço sincero e positivo. A eliminação no play-in diante do Phoenix Suns marcou o fim da campanha da equipe, mas não apaga um período de evolução consistente, no qual o ala ganhou espaço, assumiu novas responsabilidades e viveu momentos decisivos que reforçaram sua consolidação na liga americana.
Em entrevista coletiva, destacou as adversidades enfrentadas, mas valorizou o impacto positivo em sua trajetória. “Foi um ano difícil, com muitas adversidades. Mas, ao mesmo tempo, olhando pelo lado pessoal, foi muito bom para mim. Tive a oportunidade de crescer”, afirmou.
Com médias de 15,2 pontos, 5,6 rebotes, 3,8 assistências e 1,4 roubo de bola, Gui Santos ressaltou que a preparação foi determinante para aproveitar as oportunidades pelo Golden State Warriors ao longo da temporada, a maior para ele, também, em número de jogos, com 68. “Quando a oportunidade apareceu, eu estava pronto. Trabalhei muito no meu jogo para mostrar mais do que posso fazer”, explicou.

Gui Santos em ação pelo Golden State Warriors em sua melhor temporada na NBA. Foto: Thearon W. Henderson / NBAE/Getty Images
Ele agora soma 147 partidas na NBA, tornando-se o 7º brasileiro com mais jogos, atrás de Nenê Hilário (965), Leandrinho (850), Anderson Varejão (632), Raulzinho (435), Tiago Splitter (355) e Cristiano Felício (252).
Um dos momentos mais marcantes, segundo o brasileiro, aconteceu na vitória de seu time sobre o Phoenix Suns por 101 a 97, em Phoenix, na partida realizada logo após a janela de trocas da liga, quando percebeu uma mudança clara em sua função dentro do time. Com o jogo empatado em 97 a 97, foi dele a cesta que marcou a virada dos Warriors.
“Quando o Steve (Kerr, técnico da equipe) desenhou uma jogada para mim pela primeira vez, eu pensei: ‘as coisas estão diferentes agora’. Não era mais só o cara de energia. A bola estava na minha mão para decidir. Ele desenhou a jogada ‘Gui, você pega a bola e faz o pick and roll’. Ali eu percebi que meu papel tinha mudado no time.”
Gui Santos também garantiu sua permanência no Golden State Warriors com uma extensão de contrato por mais três temporadas, fator que trouxe estabilidade, mas não diminuiu sua ambição. Para ele, a responsabilidade também aumenta com o novo momento. “É uma sensação muito boa. Agora tenho segurança, minha família está bem. Mas eu sou um cara que sempre quer mais e preciso garantir que vou ajudar ainda mais o time do que ajudei este ano, porque agora o meu papel mudou. Será um verão muito importante para trabalhar”, projetou.
Entre os focos para a próxima temporada, o ala destacou aspectos técnicos importantes do seu jogo e ainda comentou a adaptação ao estilo da NBA. “Quero seguir evoluindo na defesa, chegar mais na linha de lance livre e melhorar o meu aproveitamento na próxima temporada, e também ser mais consistente nos arremessos de três pontos. Ter consistência toda noite, chutar mais. Essa foi a primeira temporada em que tive a oportunidade de ter a bola na mão, agredir um pouco mais. Então pretendo trabalhar um pouco mais nisso, arremessar e ir mais para a cesta”, avaliou.
O brasileiro fez questão de destacar a importância do técnico Steve Kerr em sua trajetória. “Ele é muito especial para mim. Foi quem me deu minha primeira oportunidade na NBA e realizou um sonho”, afirmou Gui, que acrescentou dizendo o quanto é importante o fato de Kerr ter sido jogador na condução do elenco. “Ele entende muito bem os jogadores. Sabe exatamente o que a gente passa.”
Gui Santos também comentou o impacto da morte de Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete nacional, que faleceu na última sexta-feira (17/04), aos 68 anos. “Oscar significou muito para o Brasil. Foi quem colocou o país no mapa do basquete. Ele marcou 40, 50, 55 pontos nas Olimpíadas, e o fato de que é o segundo jogador com mais pontos na história do basquete, apenas atrás do LeBron James, diz muito sobre o Oscar. Ele tinha um impacto enorme para a gente, é como o Pelé do basquete para nós. Então, foi muito difícil para todos que amam o basquete no Brasil, e Oscar é realmente o maior ídolo na história do basquete brasileiro. Ninguém será como ele novamente.”
Falando em ídolos, Gui Santos destacou a importância de grandes nomes do basquete brasileiro em sua carreira. “Passei muito tempo com o Leandrinho quando ainda estava jogando no Brasil (pelo KTO Minas, no NBB CAIXA). E foi ótimo, porque eu aprendi muito, como você tem que estar pronto, entrar em quadra e performar, e isso aconteceu. Também falei muito com o Anderson Varejão, e ele sempre falou sobre como, no começo da carreira, ele não jogava muito. Mas aí ele começou a ter oportunidades de jogar e provou que poderia jogar, poderia ajudar o Cleveland, e se tornou um ídolo lá”, destacou.
A entrevista de Gui Santos também rendeu elogios ao trabalho do técnico brasileiro Tiago Splitter no Portland Trail Blazers. “Aprendi muito com o Tiago Splitter também. Ele é o primeiro brasileiro a treinar um time da NBA. Primeiro técnico do Brasil a chegar nos playoffs. Estou muito orgulhoso do que o Brasil está fazendo agora na NBA”, elogiou.
Gui Santos ainda fez questão de projetar o futuro brasileiro na NBA, torcendo pela chegada do irmão, Edu Santos, talento do Pinheiros que já deu seus primeiros passos no basquete adulto no NBB CAIXA e já viveu sua primeira experiência ao treinar com a seleção brasileira principal na última janela FIBA, em março. “Espero que possamos ter mais jogadores nos próximos anos. Vocês vão ver meu irmão aqui em alguns anos também, esse é o objetivo. Isso é incrível.”
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