HOJE
Casa cheia
Por Marcius Azevedo
Com um público de 8.748 pessoas, Jogo das Estrelas do NBB CAIXA 2026 mistura tecnologia, memória e espetáculo e transforma o Ibirapuera em um ponto de encontro do basquete
O Jogo das Estrelas do NBB CAIXA 2026 reuniu 8.748 pessoas no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, em uma noite que confirmou a força do evento como ponto de encontro do basquete nacional. Com público próximo da capacidade máxima, a programação combinou jogos, desafios, atrações e homenagens, conectando diferentes gerações dentro e fora de quadra e transformando o ambiente em uma experiência contínua ao longo de toda a noite.
O evento se construiu como uma experiência contínua, sem fronteiras nítidas entre começo, meio e fim. Luz, música, jogo e memória se misturavam de forma orgânica, com a quadra no centro de tudo. Pela primeira vez na América Latina, o Jogo das Estrelas foi disputado sobre um piso de LED de 480 m², que deixou de ser apenas recurso visual para virar linguagem. O chão respondia, cores se transformavam, grafismos surgiam, nomes ganhavam vida. Em alguns momentos, a sensação era de que o basquete não estava apenas sendo jogado, mas também contado em tempo real.

A quadra de LED foi um espetáculo à parte no Jogo das Estrelas do NBB CAIXA 2026. Foto: Yuri Reuters
Não havia pausa completa. Mesmo quando a bola não estava em jogo, havia movimento. A quadra dialogava com o público, com as luzes e com o som, criando uma atmosfera em que tudo pulsava junto. A tecnologia não se impunha, acompanhava o jogo e ampliava o olhar sem tirar dele sua essência. Dentro desse cenário, as partidas seguiram com ritmo competitivo, como capítulos de uma mesma narrativa. O Time Shamell terminou campeão diante do Time Wini e Dontrell Brite foi eleito o MVP do evento.
A noite parecia menos interessada em resultado e mais em experiência, encontro e memória. Os padrinhos ajudaram a dar forma a isso ao longo de toda a programação. Victor Sarro, Fred Bruno, Douglas Viegas, o Poderosíssimo Ninja, e Fê Medeiros estiveram presentes, próximos e participativos, circulando e aproximando público e espetáculo. Essa conexão ganhou sua forma mais espontânea no Desafio de Celebridades, quando a quadra mudou de tom e o jogo ganhou leveza sem abrir mão da disputa. O Trio DPC, MC Gui e Alauana, representando o Time Alexey e o padrinho Fred Bruno, foi o vencedor na disputa de arremessos, mas o que ficou foi o clima, com tentativas que arrancavam reações imediatas e bolas celebradas como decisivas.

DPC, Alauana e MC Gui foram os campeões do Desafio de Celebridades. Foto: Yuri Reuters
Os torneios individuais mantiveram o brilho próprio, potencializado pelo ambiente. Caioka, do Conta Simples Rio Claro, venceu o Torneio de Enterradas Loterias CAIXA em um tributo a Vince Carter. Daniel Von Haydin, do CAIXA/Brasília, levou o Torneio de Três Pontos CAIXA, enquanto Tico Faria, do Corinthians, foi o mais eficiente no Desafio de Habilidades, confirmando o nível técnico dentro de um ambiente voltado ao espetáculo. E tudo isso conectado ao evento principal, já que eles somaram pontos para suas equipes antes das semifinais e na grande decisão.
Quando Seu Jorge ocupou o centro da quadra, a transição aconteceu de forma natural, quase sem ruptura no ritmo da noite. O público não mudou de energia, apenas de expressão, cantou junto, iluminou o ginásio com celulares e transformou o momento em um dos pontos altos do evento. A quadra, novamente, acompanhou o clima, ampliando a atmosfera sem tirar o foco do que acontecia ali. O Show do Intervalo se integrou à experiência, reforçando o caráter contínuo da programação e mantendo a conexão entre espetáculo e jogo.
O ponto mais profundo veio com a memória, na homenagem à seleção brasileira feminina medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Trinta anos depois, o reconhecimento ecoou em aplausos carregados de respeito. A noite também celebrou trajetórias marcantes no NBB CAIXA, com homenagens a Larry Taylor e Jeferson William, reforçando a conexão entre gerações.

Time Shamell, o NBB Mundo, foi o campeão do Jogo das Estrelas do NBB CAIXA 2026. Foto: Yuri Reuters
Logo na abertura do evento, antes de qualquer celebração, a quadra escureceu e o ritmo mudou. Os nomes do técnico Claudio Mortari, do ex-jogador Marquinhos Abdalla e de Fabián Borro, presidente da FIBA Americas, surgiram, um a um, enquanto o ginásio acompanhava em silêncio. Foram segundos de peso, seguidos por aplausos longos e respeitosos, que traduziram a dimensão do legado deixado por aqueles que ajudaram a construir o basquete.
Quando as luzes se acenderam por completo e o público começou a deixar o Ibirapuera, a sensação era clara. Ninguém saía exatamente igual a como entrou. Foi uma noite guiada pela quadra, mas sustentada pelas pessoas, pelas histórias presentes e pelas que ainda vão nascer. O Jogo das Estrelas de 2026 foi mais do que uma celebração do basquete, foi um encontro que permanece mesmo depois que as luzes se apagam.
O Jogo das Estrelas 2026 é um evento organizado pela Liga Nacional de Basquete com patrocínio máster das Loterias CAIXA, da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal, parceria oficial do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínios oficiais Eurofarma, Whirlpool e Skyone, apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal e da Rádio Mix.
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UNIFACISA
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