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Jogo das Estrelas

Next Level

23-03-2026 | 08:54
Por Marcius Azevedo

Quadra de LED transforma o Jogo das Estrelas do NBB CAIXA 2026 em uma experiência inédita na América Latina, unindo alta performance e entretenimento em um cenário digital dinâmico

O espetáculo que vai tomar conta do Ginásio do Ibirapuera no dia 28 de março começa muito antes de a bola subir. Ele nasce no chão. Literalmente. A mesma tecnologia que transformou a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 em um dos maiores shows visuais da história agora atravessa o mundo para ser um dos protagonistas do Jogo das Estrelas do NBB CAIXA 2026. Se no Ninho de Pássaro, como é conhecido o Estádio Nacional de Pequim, na China, o piso virou um oceano digital com mais de 11.500 m² de LEDs, em São Paulo ele se reinventa para dar vida a algo inédito em um evento esportivo na América Latina.

Mais do que uma quadra, trata-se de um palco. Um ambiente imersivo em que esporte e entretenimento se fundem em tempo real. O que antes era apenas superfície de jogo se transforma em narrativa visual dinâmica, capaz de reagir à energia da partida, às apresentações e ao clima do evento. É um conceito que dialoga diretamente com a essência do Jogo das Estrelas: um espetáculo que vai além da competição, abraçando a cultura, a inovação e a conexão com o público.

E essa transformação não é apenas estética. A quadra de LED carrega consigo um simbolismo importante: o de colocar o basquete brasileiro na vanguarda das experiências esportivas globais. É a tradução de um movimento que entende o jogo como entretenimento completo, aproximando-o de universos como o dos grandes eventos internacionais e até dos videogames, referência que aparece naturalmente na percepção dos próprios atletas.

Do ponto de vista técnico, os números impressionam. São 480 m² de piso de LED da quadra, 54 m² dedicados às placas que ficam no entorno, além de um cubo de LED de 72 m² que complementa a experiência visual. No total, o evento contará com mais de 600 m² de estruturas de LED, criando um ecossistema digital integrado que envolve quadra, cenografia e iluminação de maneira sincronizada.

Para tornar isso possível, a operação é digna de megaeventos. Cerca de 40 toneladas de equipamentos serão transportadas em oito carretas, com uma força-tarefa de aproximadamente 100 profissionais trabalhando simultaneamente durante cinco dias de montagem. No centro dessa estrutura estão 2.424 painéis modulares de LED, cada um com 50×50 cm, que se conectam para formar uma superfície contínua e perfeitamente nivelada.

Mas o impacto não se resume ao visual. A quadra foi projetada para atender às exigências de alto rendimento do basquete profissional. O piso é antiderrapante, antirreflexo e resistente à água, garantindo segurança e desempenho para os atletas. A tecnologia permite que o espetáculo aconteça sem comprometer a essência do jogo, um ponto fundamental para a realização do evento.

Essa preocupação foi validada na prática, segundo Paulo Bassul, diretor técnico-operacional da Liga Nacional de Basquete. “Elinho e Kauan Raymundo, do Corinthians, puderam testar essa quadra. As coisas funcionaram muito bem. Então, do ponto de vista técnico, atendeu ao que precisávamos. Lembrando que é um evento misto. O Jogo das Estrelas tem tanto esta parte técnica, competitiva, quanto uma parte de entretenimento, que é fortíssima Essa novidade vai agradar aos dois aspectos”, afirmou. “Esse tipo de piso será utilizado em um evento esportivo pela primeira vez na América Latina. Temos o enorme prazer de dar essa notícia para o fã do basquete”, acrescentou.

Entre os jogadores, a sensação é de novidade sem estranhamento. Armador do Paulistano, Vitinho Brandão, que vai representar o NBB Jovens Estrelas do capitão Wini Silva, aprovou o piso de LED. “É um dia em que os jogadores se divertem um pouco mais, têm um pouco menos de responsabilidade. Será legal essa quadra para marcar esse momento de festa do basquete nacional. Foi uma experiência diferente jogar com uma quadra cheia de luz, cheia de animação. Mas muitos jogadores já sonharam em jogar com uma quadra diferente assim. Como eu posso dizer, parece videogame. A galera que joga se sente em casa”, afirmou o jogador, que destacou ainda a adaptação natural. “É muito parecido com o que estamos acostumados.”

A quadra de LED não é apenas uma inovação tecnológica. Ela é um símbolo do momento que o NBB CAIXA vive: de expansão, de ousadia e de conexão com novas formas de consumo do esporte. No Ibirapuera, o jogo continuará sendo decidido no talento. Mas, desta vez, cada drible, cada arremesso e cada enterrada ganharão uma nova dimensão, iluminada, dinâmica e inesquecível.

O Jogo das Estrelas 2026 é um evento organizado pela Liga Nacional de Basquete com patrocínio máster das Loterias, da Caixa Econômica, do Governo Federal, parceria oficial do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínios oficiais Eurofarma e Whirlpool, apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal e da Rádio Mix.