HOJE
Instituto Viva Vida/Cetaf
Por Marcius Azevedo
Após 12 anos longe de torneios adultos, Instituto Viva Vida/Cetaf tem a ambição de recolocar o Espírito Santo, que esteve presente no começo do NBB CAIXA, em evidência outra vez
Após 12 anos longe de competições profissionais adultas, o retorno do Instituto Viva Vida/Cetaf na Liga Ouro marca a retomada de um projeto que ajudou a colocar o Espírito Santo no mapa do basquete brasileiro. Um dos fundadores do NBB CAIXA, o Cetaf/Vila Velha disputou a principal competição do país desde a temporada inaugural, em 2008/09, até 2013/14, representando o estado também sob a denominação Espírito Santo Basquetebol.
O Cetaf (Centro de Treinamento Arremessando para o Futuro) foi criado no início dos anos 2000 com foco na formação e no alto rendimento. Paralelamente a essa estrutura esportiva, o ex-jogador Luiz Felipe Azevedo, que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul-1988, fundou o Instituto Viva Vida (IVV), uma organização voltada ao desenvolvimento social por meio do esporte e da educação. Embora sejam entidades distintas, o IVV passou a atuar diretamente no suporte institucional e administrativo do projeto esportivo.

A base do elenco da Liga Ouro do IVV/Cetaf é formada pela equipe da LDB de 2025. Foto: Mauricio Almeida/LNB
Após a saída do NBB CAIXA, o clube manteve-se ativo nas categorias de base e voltou a ganhar projeção nacional por meio da Liga de Desenvolvimento de Basquete, principal competição sub-22 do país. As participações na LDB foram fundamentais para manter o Cetaf inserido no ambiente das competições organizadas pela LNB, fortalecendo a formação de atletas e preparando uma nova geração para o retorno ao cenário adulto.
Agora, sob a bandeira do Instituto Viva Vida/Cetaf, o projeto consolida essa integração entre formação, ação social e alto rendimento. Presidido por Felipe Azevedo, o Felipinho, ex-jogador do clube em três temporadas do NBB CAIXA e filho do Luiz Felipe, o time é sediado em Vila Velha, na Grande Vitória, e mandará seus jogos da Liga Ouro no Sesc de Guarapari, reforçando a presença regional e o objetivo de recolocar o Espírito Santo no cenário nacional do basquete adulto.
Para a Liga Ouro, o elenco do Instituto Viva Vida/Cetaf conta com 13 atletas, sendo seis nascidos no Espírito Santo, reforçando a identidade local do projeto. Revelado pelo Paulistano, o armador Vinícius Mogi é o principal destaque, com participação em cinco edições do NBB CAIXA e quatro da LDB. Outros nomes importantes são o ala-pivô Enrico Oliveira, com passagens por São Paulo e Pinheiros, e o armador Alisson Venâncio, ex-Corinthians. Destaque também para JV Martins, que ganhou projeção nacional ao registrar um triplo-duplo na LDB, feito raro na principal competição de base do país. O treinador é João Victor Freitas, que teve oportunidade de treinar o time do Espírito Santo em dois jogos do NBB CAIXA 2013/14, quando tinha apenas 23 anos e era auxiliar.
Confira o elenco do Instituto Viva Vida/Cetaf:
Armadores: Alisson Venâncio, Vinícius Mogi, JV Martins, Juan Gama e Welton Silva
Alas: Artur Machado, Guilherme Cruz e João Guilherme Klein
Alas-pivô: Enrico Oliveira e Juan Peter
Pivôs: Vitor Gabriel Borges, Thiago Sbardelotti e Lorenzo Gagno

João Victor Freitas tem uma equipe jovem nas mãos, mas com muito potencial. Foto: Mauricio Almeida/LNB
À frente de um elenco jovem, João Victor Freitas destaca o equilíbrio da competição e vê potencial para surpreender, mesmo reconhecendo equipes com maior investimento. “Estamos cientes de que vamos participar de uma competição adulta com o time mais jovem entre os participantes. Mas não vejo isso como algo ruim. Vejo a Liga Ouro deste ano como uma competição equilibrada, onde todos os times podem surpreender. Vejo o Fluminense e o Tatuí um pouco mais à frente, em questão de investimentos, mas bem pouco. Com relação ao nosso time, espero que a gente consiga chegar nas semifinais, esta é a projeção que fazemos”, afirmou o treinador.
Ex-jogador do clube nas três primeiras edições do NBB CAIXA e hoje dirigente do Instituto Viva Vida, Felipe Azevedo, o Felipinho, ressalta o significado histórico do retorno e a construção planejada da nova geração. “Ver a equipe que a minha família ajudou a fundar voltar a disputar uma competição adulta profissional é muito significativo, afinal é mais um passo para recolocar o Espírito Santo no cenário do basquete nacional. Essa retomada foi planejada e construída de maneira bem racional. Essa é uma geração que temos um carinho muito grande e que vimos desde cedo que tinha potencial. Hoje eles estão com 20 anos, em média, mas já foram campeões brasileiros sub-15, campeões 3×3 sub-17, campeões universitários e foram subindo e amadurecendo gradualmente. É um time jovem, mas são atletas de um bom nível e que, em pouco tempo, podem estar no NBB”, disse o agora dirigente.
O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.
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