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Liga Ouro

Lugar ao sol

24-02-2026 | 09:51
Por Marcius Azevedo

Liga Ouro 2026 ganha protagonismo como vitrine de talentos em ascensão, com jovens que transformam minutos em quadra em oportunidade de afirmação no basquete adulto

A Liga Ouro é, historicamente, muito mais do que uma divisão de acesso. É território de afirmação. É o campeonato onde equipes buscam subir de patamar enquanto jovens talentos tentam transformar minutos em quadra em passaporte para o NBB CAIXA. Em meio à pressão por resultados e à intensidade típica do basquete adulto, alguns nomes despontam como apostas claras. Um representante de cada equipe, seis histórias diferentes e o mesmo objetivo: encontrar seu lugar ao sol.

Thaylor Gabriel

Com apenas 19 anos, Thaylor Gabriel assume responsabilidades de gente grande no Unoesc Basket Joaçaba. Dono de boa leitura de jogo e personalidade para chamar a bola nos momentos de organização ofensiva, ele se destaca pela capacidade de acelerar transições e encontrar companheiros em vantagem. Mesmo jovem, já demonstra maturidade tática, entendendo quando cadenciar e quando empurrar o ritmo. Ele foi revelado pelo Ceisc/União Corinthians e estava no Sesi Franca no NBB CAIXA antes de aceitar o desafio na equipe do Meio-Oeste Catarinense.

Gabriel Pedrosa

Gabriel Pedrosa surge no América Towers como aquele jogador que entende o fluxo da partida. Com boa tomada de decisão e repertório técnico consistente, o armador de 21 anos pode atuar organizando ações no perímetro e atacando espaços com inteligência. É o tipo de atleta que não força o jogo: lê a defesa, escolhe o melhor caminho e executa. Defensivamente, entrega intensidade nas linhas de passe e disciplina tática. Com cinco edições da LDB no currículo, sendo duas pelo Pato Basquete, ele estava no Mr. Moo São José Basketball no NBB CAIXA antes de ir para o time mineiro. Em um torneio tão equilibrado, sua maturidade pode ser diferencial em jogos apertados.

João Mini

Aos 21 anos, João Mini chega ao Grupo BT/Clube de Campo de Tatuí carregando bagagem de gente grande. Tricampeão do NBB CAIXA pelo Sesi Franca, ele viveu um ambiente vencedor ainda muito jovem e absorveu conceitos de intensidade e competitividade em alto nível. Depois, seguiu para o Caxias do Sul Basquete, onde permaneceu por pouco tempo. Em quadra, entrega energia constante, defesa pressionada e coragem para disputar cada posse como se fosse a última. É o tipo de atleta que transforma entrega em impacto e sustenta o ritmo coletivo da equipe.

 

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Richard Udoagwa

A versatilidade moderna do basquete ganha forma em Richard Udoagwa, de 20 anos, do Fluminense. Com porte físico privilegiado e mobilidade acima da média para alguém de garrafão, o ala-pivô é capaz de pontuar próximo da cesta, correr a quadra e contribuir nos rebotes. Sua presença defensiva agrega proteção de aro e capacidade de troca em bloqueios. Revelado pelo Minas Tênis Clube, ele tem dupla nacionalidade, brasileira por parte de mãe e nigeriana por parte de pai, e já demonstra conforto no cenário adulto e reúne ferramentas para se consolidar como uma das peças mais impactantes da equipe tricolor ao longo da competição.

JV Martins

JV Martins leva ao Instituto Viva Vida/CETAF um perfil de versatilidade rara. Capaz de impactar o jogo em diferentes fundamentos, o armador de 21 anos entrou para a história da LDB ao registrar um triplo-duplo, sendo apenas o 12º na história, evidenciando sua capacidade de pontuar, distribuir e brigar nos rebotes com a mesma intensidade. Com agressividade para atacar a cesta, é um jogador que transita entre funções e entrega energia nos dois lados da quadra, com potencial claro para ser peça-chave na campanha da Liga Ouro. Ele tem passagens por Corinthians e Mogi Basquete.

Marcus Maffezzolli

Experiência acumulada nas categorias de base e físico pronto para o confronto adulto credenciam Marcus Maffezzolli, de 22 anos, como um dos nomes fortes do Brusque Basquete. Antes de chegar à Liga Ouro, ele se destacou na LDB defendendo o Thalia, onde mostrou capacidade de pontuar, com média de 12,4 pontos, e lutar nos rebotes, com 6,1 por jogo. Combina agressividade para atacar o aro com confiança no arremesso exterior e gosta de puxar contra-ataques. Além disso, apresenta boa marcação no perímetro, incomodando linhas de passe e pressionando a bola com energia. Com esse repertório e bagagem de desenvolvimento, o ala tem na Liga Ouro uma chance de dar o próximo passo na carreira.

Seis equipes, seis promessas, um mesmo palco. A Liga Ouro continua cumprindo seu papel de laboratório competitivo e vitrine nacional, onde jovens aprendem na marra, amadurecem e crescem na adversidade. Em cada disputa no garrafão, em cada arremesso decisivo e em cada posse apertada, esses nomes constroem mais do que estatísticas: constroem trajetória. E é justamente aí que mora o charme do torneio: revelar quem está preparado para transformar potencial em protagonismo.

O NBB CAIXA é uma competição organizada pela Liga Nacional de Basquete, com patrocínio máster das Loterias, Caixa Econômica, Governo Federal, parceria do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínio Cruzeiro do Sul Virtual e Eurofarma e parcerias oficiais IMG Arena, Genius Sports, EY e NBA.