HOJE
Huertas gigante!
Por Juvenal Dias
Marcelinho Huertas fecha seu ciclo na seleção após quase duas décadas de serviços prestados, com um ouro no Pan do Rio e três participações em Jogos Olímpicos
Não tinha um adversário mais apropriado para o fechamento de uma linda trajetória de Marcelinho Huertas dentro da seleção brasileira de basquete do que enfrentar o novo Dream Team dos Estados Unidos. A derrota nas quartas de final do torneio olímpico por 122 a 87 não diminui em nada o brilhantismo e a entrega que o armador deixou em quadra vestindo a camisa verde e amarela.

Marcelinho Huertas em sua despedida da seleção brasileira. Foto: FIBA
Nesta terça-feira (06), na Arena Bercy, em Paris chegou ao fim uma carreira de 20 anos de serviços prestados à seleção brasileira do camisa 9, Marcelinho Huertas. Com três Jogos Olímpicos na bagagem (Londres/2012, Rio/2016 e Paris/2024), o armador repetiu a melhor campanha, nas quartas de final de sua primeira participação. No jogo que decretou o fim de sua trajetória, contribuiu com nove pontos, um rebote e cinco assistências.
Na seleção adulta, começou a sua passagem em 2005, na Copa América de 2005. Logo de cara, veio o título que classificou a seleção para o Mundial do ano seguinte, no Japão. O time terminou a campanha com a 17ª colocação. Neste mesmo 2006, conquistou o Sul-Americano na Venezuela com a seleção. Em 2007, a consagração veio em casa, diante da torcida brasileira.
Ao lado de nomes como Marcelinho Machado, Nezinho, Valtinho, Alex e Marquinhos, Huertas foi campeão Pan-Americano, na decisão contra Porto Rico, na Arena Olímpica do Complexo Esportivo do Autódromo. Ainda teve o bicampeonato da Copa América 2009, em San Juan. Além do vice, dois anos mais tarde, na Argentina, e em 2022, no Brasil. Marcelinho também competiu no Mundial da Turquia/2010, Espanha/2014 e a Copa do Mundo de 2023 na Ásia. São mais de 70 partidas com a camisa verde e amarela.
No decorrer desse período, viu em suas migrações pelo mundo, o NBB CAIXA surgir e se consolidar como o maior torneio de basquete do país. Ainda não competiu nessa fase mais recente por aqui, mas é um dos grandes ídolos do basquete brasileiro para as últimas gerações que acompanham a modalidade, mesmo com seus 41 anos de vida. Foi o atleta mais velho desse torneio olímpico de basquete.
Extraoficialmente, sua estreia foi em amistoso em 2004, contra a Argentina. Por isso, ele contabiliza mais de duas décadas de seleção.
Na sua despedida, Huertas falou ao sportv sobre como foi a partida contra os Estados Unidos e da lembrança que fica. “Independente do resultado final, nossa ideia era ter jogado de igual para igual, levar o jogo mais amarrado para tentar colocar pressão no time deles. Eles fizeram um jogo muito completo, com muitos acertos e nós não competimos da forma que queríamos. Mas é um jogo que vai ser lembrado, contra a seleção americana, com o time que eles vieram. Poder encerrar essa trajetória de mais de duas décadas na seleção brasileira, vou lembrar sempre desse dia.”
“Não sou eu que deixo alguma coisa, a seleção brasileira é feita de ciclos e gerações que vão entrando e rodando. Hoje nosso basquete está em um lugar bom. Pelo menos nessas duas décadas que eu passei, o basquete brasileiro sempre foi respeitado lá fora, sempre demos a cara nos torneios internacionais, competimos de igual para igual. Isso que temos que levar como legado. Temos que saber que a molecada mais nova, que também já está há algum tempo na seleção já demonstraram seu valor nos últimos Mundiais e agora em uma primeira Olimpíada, vão tomar as rédeas e serão os grandes líderes no futuro”, completou o armador, respondendo sobre seu legado.
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