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Memória olímpica

09-01-2026 | 02:59
Por Liga Nacional de Basquete

Oscar Schmidt tem trajetória eternizada com a entrada no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, coroando uma carreira histórica, com cinco edições dos Jogos Olímpicos no currículo

Um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt teve sua trajetória eternizada em mais um capítulo especial. O Mão Santa foi eleito para o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) nesta sexta-feira (09/01), reconhecimento que celebra não apenas números extraordinários, mas uma carreira que ajudou a moldar a identidade do basquete nacional no cenário internacional.

Oscar construiu uma trajetória singular. Foram cinco participações em Jogos Olímpicos, entre Moscou-1980 e Atlanta-1996, sempre como protagonista, liderando o Brasil em pontuação. Com 1.093 pontos anotados em Olimpíadas, ele é o maior cestinha da história da competição, um feito que atravessa gerações e permanece como referência no esporte.

Oscar Schmidt defendeu o Brasil em cinco edições dos Jogos Olímpicos. Foto: COB

“O que falar do nosso maior ídolo do basquete, que integra o hall da fama da FIBA e da NBA, mesmo sem ter atuado por lá? Não é só sobre reconhecer os grandes feitos e guardar seus nomes na história, é garantir que suas trajetórias sigam inspirando, sigam vivas para sempre, como um farol, dentro do esporte olímpico brasileiro”, afirmou Marco La Porta, presidente do COB, que, além de Oscar, celebrou Alex Welter e Lars Björkström, donos da primeira medalha de ouro olímpica da Vela, e Ricardo e Emanuel, que subiram no lugar mais alto do pódio no vôlei de praia.

A carreira de Oscar também é marcada por uma relação profunda com o basquete mundial. Ícone na Europa, brilhou em ligas tradicionais como a italiana e a espanhola, tornando-se um dos jogadores mais respeitados de sua era. Seu impacto foi tão significativo que rendeu reconhecimentos raros: ele integra o Hall da Fama da FIBA e também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga, uma homenagem histórica que reforça o alcance global de sua influência e a relevância de sua contribuição para o basquete.

A eleição para o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil também destaca o vínculo duradouro de Oscar com o movimento olímpico e com a seleção brasileira. Sua presença em cinco ciclos olímpicos consecutivos traduz longevidade, excelência e compromisso em alto nível, atributos raros no esporte de rendimento e que ajudam a explicar por que seu nome permanece como sinônimo de basquete no país.

É o reconhecimento definitivo de uma trajetória que transcende títulos e recordes. É a consagração de um atleta que ajudou a projetar o Brasil no mapa do basquete mundial e cuja história continua influenciando novas gerações que hoje constroem suas próprias histórias nas quadras do NBB CAIXA. Não por acaso, o troféu de cestinha da temporada leva o nome de Oscar Schmidt. Uma homenagem ao Mão Santa. Ou, como ele sempre gosta de dizer, mão treinada.